A Bienal do Livro Bahia 2026 promoveu, nesta quarta-feira (15/04/2026), um debate sobre o papel das feiras, festas e festivais literários na Bahia, reunindo estudantes, educadores, escritores e gestores públicos no Centro de Convenções Salvador. O encontro integrou a programação inaugural do evento e destacou políticas de incentivo à leitura e democratização do acesso ao livro.
O painel contou com representantes da Secretaria da Educação do Estado da Bahia, da Secretaria de Cultura da Bahia e da Fundação Pedro Calmon, além de profissionais da área literária. A discussão abordou a expansão de eventos literários no estado e o impacto na formação de leitores.
O público participante incluiu estudantes da rede estadual, que destacaram a importância do acesso a livros e da participação em atividades culturais voltadas à leitura.
Políticas públicas e incentivo à leitura
Durante o debate, representantes da área educacional ressaltaram que a Bahia tem ampliado o número de eventos literários, com a realização de mais de 100 feiras no estado, e o objetivo de alcançar os 417 municípios baianos.
Entre as ações apresentadas, destaca-se a distribuição de vales-livros no valor de R$ 100 para cerca de 10 mil estudantes de 250 escolas estaduais, como forma de incentivar o acesso à leitura durante a bienal.
A iniciativa integra políticas públicas voltadas à formação de leitores e ao estímulo à produção literária, incluindo atividades como clubes de leitura, circulação de livros e incentivo à escrita nas escolas.
Participação estudantil e acesso à literatura
Estudantes participantes relataram a relevância da bienal como espaço de contato com obras literárias e autores. O evento também permite a escolha direta de livros por meio dos vales distribuídos.
A presença de jovens de diferentes municípios reforça a estratégia de ampliar o alcance das ações culturais e educacionais, promovendo acesso ao livro e estímulo ao hábito da leitura.
O debate também abordou o papel das feiras literárias como ambientes de troca de conhecimento e valorização da produção cultural local.
Literatura, diversidade e desenvolvimento social
Representantes da área cultural destacaram que as feiras literárias contribuem para a valorização da diversidade cultural e inclusão social, ao permitir que diferentes públicos tenham acesso à literatura.
A escritora Bárbara Carine enfatizou a leitura como ferramenta para o desenvolvimento cognitivo e formação crítica, associando o acesso à literatura ao desenvolvimento humano.
O evento também evidenciou a importância da representatividade no ambiente literário, com destaque para autores de diferentes origens e trajetórias.
Programa Bahia Literária e expansão no estado
O programa Bahia Literária, criado em 2024 pelo Governo do Estado, foi apresentado como uma das principais iniciativas para consolidar políticas públicas de leitura.
Executado pela Fundação Pedro Calmon, o programa reúne ações voltadas ao fomento da cadeia produtiva do livro e ampliação do acesso à literatura em diferentes territórios.
A proposta busca integrar eventos literários, fortalecer a produção cultural local e consolidar a leitura como prática social no estado.











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