O Brasil registrou a criação de 255.321 postos de trabalho com carteira assinada em fevereiro de 2026, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado representa a diferença entre admissões e desligamentos no período.
O saldo é superior ao registrado em janeiro, quando foram criadas 115.018 vagas formais, indicando recuperação no ritmo de geração de empregos no curto prazo.
Apesar disso, na comparação com fevereiro de 2025, houve queda de 42% na criação de empregos, reflexo do cenário econômico, com influência de juros elevados e desaceleração da atividade.
Resultado mensal e comparação histórica
O desempenho de fevereiro de 2026 é considerado o terceiro menor para o mês desde 2020, ficando acima apenas dos resultados registrados em fevereiro de 2020 e 2023.
A metodologia atual do Caged, adotada a partir de 2020, inclui ajustes com declarações entregues fora do prazo, o que limita comparações com períodos anteriores.
Ainda assim, o indicador mantém relevância como termômetro da evolução do mercado formal de trabalho no país.
Acumulado do ano aponta desaceleração
No acumulado de janeiro e fevereiro, o Brasil criou 370.339 empregos formais, número 37,8% inferior ao registrado no mesmo período de 2025, quando foram abertas 594.953 vagas.
O recuo no acumulado reforça a tendência de desaceleração no mercado de trabalho formal, mesmo com o resultado positivo observado em fevereiro.
Os dados consideram revisões periódicas realizadas pelo Ministério do Trabalho, com inclusão de informações declaradas posteriormente pelas empresas.
Setores da economia registram saldo positivo
Todos os cinco grandes setores da economia apresentaram saldo positivo na geração de empregos formais em fevereiro.
O setor de serviços liderou a criação de vagas, com 177.953 postos, seguido pela indústria, com 32.027, e pela construção civil, com 31.099.
Também registraram crescimento a agropecuária, com 8.123 vagas, e o comércio, com 6.127 postos, segmento que tradicionalmente apresenta desempenho mais baixo no período após o encerramento de contratos temporários de fim de ano.
Destaques dentro dos setores produtivos
No setor de serviços, o principal destaque foi o segmento de administração pública, educação, saúde e serviços sociais, responsável por 79.788 vagas.
Também houve expansão em áreas como informação, comunicação e atividades financeiras e administrativas, que somaram 48.132 novos postos.
Na indústria, o maior volume de contratações ocorreu na indústria de transformação, com saldo de 29.029 vagas, seguida pelos segmentos de gestão de resíduos e indústria extrativa.
Regiões e estados com maior geração de empregos
Todas as regiões do país apresentaram saldo positivo na geração de empregos formais em fevereiro.
O Sudeste liderou, com 133.052 vagas, seguido pelo Sul, com 67.718, e pelo Centro-Oeste, com 32.328 postos.
Entre os estados, os maiores saldos foram registrados em São Paulo (95.896 vagas), Rio Grande do Sul (24.392) e Minas Gerais (22.874).
Por outro lado, três estados apresentaram saldo negativo: Alagoas (-3.023), Rio Grande do Norte (-2.221) e Paraíba (-1.186).
Estoque de empregos formais cresce no país
Com o resultado de fevereiro, o Brasil atingiu 48.837.602 trabalhadores com carteira assinada, representando alta de 0,53% em relação a janeiro.
Na comparação anual, o crescimento do estoque de empregos formais foi de 2,19%, indicando expansão do número total de vínculos ativos.
O desempenho reforça a manutenção de saldo positivo no mercado formal, mesmo diante da desaceleração observada em relação ao ano anterior.
*Com informações da Agência Brasil.








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