Ex-secretário André Curvello lamenta morte de Antônio José Larangeira e destaca legado no jornalismo baiano

A repercussão pela morte do jornalista Antônio José Ferreira Larangeira ganhou dimensão institucional com a manifestação do ex-secretário de Comunicação da Bahia, André Curvello, que, diretamente de Brasília, destacou a relevância profissional e pessoal do colunista social. Larangeira, falecido na terça-feira (14/04/2026), aos 81 anos, após complicações de saúde, é apontado como uma das principais referências do colunismo social baiano, com atuação marcante em Salvador e Feira de Santana.

Em relato emocionado, Curvello recordou o início da convivência com Larangeira ainda no fim da década de 1980, quando ambos atuaram na sucursal do jornal A Tarde, em Feira de Santana. Segundo ele, o encontro ocorreu em 1989, período em que ingressava na carreira jornalística, enquanto Larangeira já exercia papel de liderança na redação local.

“Nos conhecemos em 1989, ele comandando a sucursal do Jornal da Tarde em Feira de Santana, e eu iniciando na carreira. Trabalhamos juntos ali no dia a dia, na Rua Castro Alves, e conseguimos fortalecer a presença do jornal na cidade”, afirmou.

O ex-secretário também destacou o ambiente profissional da época e a estratégia editorial conduzida pelo então diretor do jornal, Artur Luiz D’Almeida, a quem classificou como “visionário” no campo da comunicação. A convivência cotidiana, segundo Curvello, resultou em uma relação que ultrapassou o ambiente profissional.

Relação de amizade e reconhecimento pessoal

Ao longo do depoimento, Curvello ressaltou o vínculo pessoal construído com Larangeira, marcado por respeito mútuo e reconhecimento profissional. Ele relatou, inclusive, a descoberta posterior de uma carta escrita por Larangeira ao então diretor de redação do jornal A Tarde, Jorge Calmon, na qual o jornalista destacava sua saída da equipe.

“Mais do que perder um bom profissional, ele disse que deixava de conviver com um grande amigo. Foi uma manifestação que só conheci anos depois, mas que demonstra a dimensão humana de Larangeira”, afirmou.

Curvello definiu o jornalista como um “verdadeiro cavalheiro”, expressão que, segundo ele, era utilizada pelo próprio Larangeira para cumprimentar colegas e interlocutores, mas que, na avaliação do ex-secretário, refletia sua própria conduta.

“Ele chamava todos de cavalheiro, mas o verdadeiro cavalheiro da vida era Antônio José Larangeira”, declarou.

Trajetória consolidada na imprensa baiana

Nascido em 1945, em Santo Amaro da Purificação (BA), Larangeira iniciou sua carreira fora do jornalismo, atuando como bancário, antes de ingressar na comunicação pela Folha do Norte, em Feira de Santana. Posteriormente, passou pelo Diário de Notícias e consolidou sua projeção no jornal A Tarde, onde permaneceu por 32 anos.

Também integrou a equipe da Tribuna da Bahia por cerca de 15 anos e manteve atuação contínua no Jornal Grande Bahia, onde publicou sua coluna social por aproximadamente 18 anos, ampliando sua presença no ambiente digital.

Ao longo da carreira, destacou-se pela cobertura da vida social, empresarial e institucional do estado, contribuindo para a consolidação do colunismo social como segmento relevante da imprensa baiana.

Atuação em televisão e projetos sociais

Além da imprensa escrita, Larangeira teve participação ativa na televisão, com atuação na TV Itapoan e na TV Subaé. Também esteve à frente de iniciativas como a “Feijoada do Larangeira” e o Troféu Quem é Quem, eventos que reforçaram sua inserção no circuito social e empresarial da Bahia.

Sua atuação incluiu ainda participação em entidades como a Associação Bahiana de Imprensa (ABI) e vínculos com organizações representativas da categoria, como a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e o Sindicato dos Jornalistas da Bahia (SINJORBA).

Velório e sepultamento em Feira de Santana

O velório de Antônio José Larangeira ocorre a partir das 19h desta terça-feira (14), na Pax Bahia, localizada na Avenida Centenário, no bairro SIM, em Feira de Santana. O sepultamento está previsto para quarta-feira (15/04/2026), às 10h, no Cemitério Jardim Celestial.

Larangeira deixa filhos e familiares de dois núcleos conjugais, além de um legado consolidado na comunicação baiana, especialmente na construção da memória social e institucional do estado.

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