O governador Jerônimo Rodrigues realizou nesta quinta-feira (30/04/2026), em Salvador, a entrega de 300 unidades habitacionais do Residencial Zulmira Barros, no bairro Fazenda Grande IV, beneficiando famílias contempladas pelo programa Minha Casa, Minha Vida Entidades. O empreendimento, concluído em janeiro de 2026, resulta de uma parceria entre Governo Federal, Governo do Estado, movimentos sociais e iniciativa privada, com investimento superior a R$ 50 milhões, e integra ações voltadas à redução do déficit habitacional e à promoção de moradia digna.
O Residencial Zulmira Barros é composto por unidades com 44 metros quadrados de área privativa, projetadas para atender famílias de baixa renda. O conjunto inclui infraestrutura de convivência e lazer, com quadra poliesportiva, parque infantil e quiosques, elementos que buscam fortalecer a dinâmica comunitária e a qualidade de vida dos moradores.
Do total investido, R$ 49.009.991,80 foram destinados pelo Governo Federal, por meio do Minha Casa, Minha Vida Entidades, enquanto o Governo do Estado contribuiu com R$ 1.004.000,00. A execução da obra foi concluída no início de 2026, após um processo de planejamento e mobilização social iniciado anos antes.
Durante a cerimônia, o governador destacou o caráter coletivo da iniciativa e a importância da política habitacional como instrumento de inclusão social. Segundo ele, a entrega representa não apenas o acesso à moradia, mas a criação de um ambiente estruturado para o desenvolvimento familiar e comunitário.
Impacto social e relatos dos beneficiários
Entre os beneficiados está a trabalhadora doméstica Doralice Ferreira, de 60 anos, que recebeu as chaves da casa própria após décadas vivendo sem imóvel próprio. O relato evidencia o alcance social do programa, especialmente entre famílias historicamente excluídas do mercado formal de habitação.
A conquista da moradia própria representa, para muitos beneficiários, a redução da vulnerabilidade econômica, sobretudo pela eliminação do custo do aluguel, além de maior estabilidade residencial. Esse aspecto é frequentemente apontado como central em políticas públicas habitacionais voltadas à população de baixa renda.
A presença de equipamentos de lazer e espaços coletivos também contribui para a formação de vínculos comunitários, elemento considerado relevante em projetos do Minha Casa, Minha Vida na modalidade Entidades.
Infraestrutura e segurança urbana
O secretário de Desenvolvimento Urbano da Bahia, Joaquim Neto, destacou a realização de obras complementares no entorno do residencial, com investimento estadual de R$ 1 milhão em contenção de encosta, medida considerada essencial para garantir a segurança estrutural e urbana do empreendimento.
A intervenção evidencia a necessidade de integração entre habitação e infraestrutura urbana, sobretudo em áreas com características geográficas sensíveis, como encostas. Esse tipo de investimento adicional busca evitar riscos futuros e assegurar a durabilidade das unidades entregues.
Além disso, a implantação de equipamentos urbanos no entorno reforça a lógica de urbanização planejada, reduzindo impactos negativos associados a ocupações irregulares.
Critérios de seleção e participação popular
A seleção das famílias seguiu os 11 critérios nacionais do programa Minha Casa, Minha Vida, complementados por exigências estabelecidas pelo município, pelo Governo do Estado e pela entidade organizadora. Entre os fatores considerados estão renda familiar, condições habitacionais anteriores e situação de vulnerabilidade social.
Um dos diferenciais do processo foi a participação ativa das famílias ao longo de mais de uma década, com envolvimento em assembleias, reuniões e etapas de organização comunitária desde 2012. Esse modelo, característico da modalidade Entidades, prioriza a construção coletiva do projeto habitacional.
De acordo com representantes da União por Moradia Popular, o processo reforça a lógica de que a comunidade é estruturada antes da entrega das unidades, promovendo maior coesão social e participação cidadã.










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