Nesta terça-feira (31/03/2026), o estado da Bahia avançou para um novo ciclo de expansão da infraestrutura de saneamento básico, com a previsão de R$ 7,3 bilhões em investimentos viabilizados por meio de contratos de financiamento no âmbito do Novo PAC 2025, coordenado pelo Ministério das Cidades. A iniciativa envolve 42 projetos habilitados, com recursos majoritariamente contratados pela Embasa junto à Caixa Econômica Federal e parte financiada pelo BNDES, tendo como base a contrapartida oferecida pelo Governo da Bahia para viabilizar as operações.
Os investimentos contemplam obras estruturantes em diversas regiões do estado, com foco na ampliação dos sistemas de abastecimento de água e na expansão do esgotamento sanitário. Entre os municípios beneficiados com melhorias no fornecimento de água estão Salvador e Região Metropolitana, além de cidades do interior como Irecê, Amargosa, Seabra, Miguel Calmon, Piritiba, Mundo Novo, Itaberaba, Ruy Barbosa, Macajuba e Baixa Grande, além de localidades do Litoral Norte.
No campo do esgotamento sanitário, os projetos incluem intervenções em municípios estratégicos como Feira de Santana, Eunápolis, Lauro de Freitas, Ilhéus, Brumado e Pojuca, entre outros. A ampliação desses sistemas é considerada essencial para reduzir déficits históricos de cobertura e ampliar os índices de tratamento de esgoto no estado.
De acordo com o presidente da Embasa, Gildeone Almeida, a companhia conduz um processo de expansão sem precedentes. “A Embasa está promovendo uma expansão nunca vista do esgotamento sanitário na Bahia, além de ampliar e melhorar os sistemas de abastecimento de água tratada, promovendo saúde, qualidade de vida, desenvolvimento social e econômico para a população”, afirmou.
Primeiros contratos e impactos imediatos
Os primeiros resultados já começam a se materializar com a assinatura de contratos iniciais junto ao BNDES. Nos cinco primeiros acordos firmados, estão previstos R$ 662 milhões em investimentos, destinados a quatro empreendimentos de esgotamento sanitário e um de abastecimento de água.
Essas obras beneficiarão diretamente mais de 200 mil pessoas nos municípios de Camaçari, Mata de São João, Pojuca, Dias d’Ávila e Lauro de Freitas, todos localizados na Região Metropolitana de Salvador. A expectativa é que os projetos ampliem significativamente a cobertura de saneamento nessas áreas, com impacto direto na saúde pública e nas condições ambientais.
Além do impacto imediato, a estratégia de financiamento articulada entre o Governo Federal, Governo da Bahia e instituições financeiras públicas busca garantir continuidade e escala às obras, permitindo que novos contratos sejam firmados ao longo da execução do programa.
Estrutura de financiamento e papel institucional
A modelagem financeira dos projetos combina recursos onerosos — ou seja, financiamentos com obrigação de pagamento — com garantias institucionais oferecidas pelo estado. A Embasa atua como principal operadora, sendo responsável pela contratação da maior parte dos recursos junto à Caixa Econômica Federal, enquanto o BNDES já participa com contratos formalizados.
Esse arranjo evidencia a centralidade das empresas públicas estaduais na execução das políticas de saneamento, especialmente em regiões onde a universalização do serviço ainda enfrenta desafios estruturais. A contrapartida estadual é elemento decisivo para viabilizar o acesso ao crédito e assegurar a execução das obras dentro dos parâmetros do Novo PAC.
A expectativa é que o conjunto dos investimentos contribua para elevar os indicadores de cobertura de água e esgoto na Bahia, alinhando o estado às metas nacionais de universalização previstas no marco legal do saneamento.








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