Presidente do PT critica discurso de oposição e associa grupo de ACM Neto a “política retrógrada” na Bahia

Na terça-feira (14/04/2026), em entrevista concedida à Rádio Excelsior, o presidente estadual do PT Bahia, Tássio Brito, criticou o discurso político da oposição liderada por ACM Neto, questionando a narrativa de mudança apresentada pelo grupo e associando-a a um retorno ao período de predominância do chamado carlismo no estado. O dirigente destacou diferenças entre os governos anteriores a 2006 e as gestões petistas subsequentes, abordando temas como educação, identidade institucional, serviços públicos e indicadores sociais.

Tássio Brito afirmou que considera contraditório o uso do termo “mudança” por um grupo político vinculado ao sobrenome Magalhães, que, segundo ele, exerceu influência sobre a Bahia por cerca de quatro décadas. Para o dirigente, a proposta da oposição representa, na prática, uma tentativa de retorno a um modelo político já superado pelo eleitorado baiano.

O presidente do PT também mencionou a presença histórica de nomes de figuras políticas em equipamentos públicos, como escolas e avenidas, argumentando que essa prática simbolizava uma concentração de poder e influência institucional. Segundo ele, esse modelo teria contribuído para a percepção de personalização da gestão pública.

Ainda no campo simbólico, Brito classificou esse período como uma “política retrógrada”, afirmando que a sociedade baiana teria optado por um novo ciclo político a partir de 2006, com a eleição de governos do PT.

Comparação entre modelos de gestão na educação

Ao tratar da área educacional, o dirigente destacou mudanças na nomenclatura e na estrutura das escolas públicas estaduais. Segundo ele, as unidades mais recentes priorizam a valorização de referências locais, especialmente educadores, como forma de reforçar a identidade das comunidades.

Além do aspecto simbólico, Brito ressaltou a ampliação da infraestrutura escolar nos últimos anos, mencionando a implantação de escolas de tempo integral com equipamentos como quadras esportivas, piscinas, teatros e laboratórios. Ele afirmou que esse padrão representa um avanço em relação ao modelo anterior.

De acordo com o dirigente, essas iniciativas integram um processo mais amplo de transformação da rede estadual de ensino, com impacto na qualidade educacional e na permanência dos estudantes nas escolas.

Indicadores de gestão e defesa das políticas públicas

Tássio Brito também citou dados da atual administração estadual, liderada por Jerônimo Rodrigues, destacando avanços em áreas consideradas sensíveis, como educação e segurança pública. Segundo ele, indicadores recentes apontariam redução nos índices de criminalidade no primeiro trimestre.

No setor de saúde, o presidente do PT mencionou a política de regulação, afirmando que, em 2025, cerca de 200 mil pessoas foram atendidas em até 24 horas. O dado foi apresentado como evidência de melhoria na capacidade de resposta do sistema público.

O dirigente criticou ainda a atuação da oposição, acusando adversários de explorar episódios isolados para fins políticos. Em contraponto, afirmou que a base governista atua com foco em políticas estruturantes e na melhoria das condições de vida da população.

Unidade política e projeção para o futuro

Ao abordar o cenário político, Brito afirmou que o grupo governista permanece coeso em torno da continuidade do projeto iniciado em 2006. Segundo ele, a gestão atual tem intensificado ações no interior do estado, com visitas institucionais, entregas de obras e diálogo com lideranças locais.

O dirigente destacou que o reconhecimento popular seria um dos principais ativos do governo, citando avaliações positivas em diferentes áreas. Para ele, a estratégia passa pela manutenção do ritmo de investimentos e pela consolidação de políticas públicas em curso.

Nesse contexto, a disputa política na Bahia tende a se estruturar em torno de narrativas distintas: de um lado, a defesa da continuidade do projeto atual; de outro, a proposta de alternância de poder apresentada pela oposição.


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