Na quarta-feira (15/04/2026), em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou um pacote de medidas para ampliar o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), com destaque para um aporte adicional de R$ 20 bilhões do Fundo Social, elevando o orçamento habitacional total para R$ 200 bilhões em 2026. A meta do programa foi ampliada para 3 milhões de moradias até o final de 2026, com previsão de contratação de 1 milhão de unidades ainda em 2026, além de mudanças nas faixas de renda e nas condições de financiamento.
O anúncio marca uma nova etapa do programa habitacional federal, com reforço significativo de recursos e ampliação de metas. O aporte de R$ 20 bilhões provenientes do Fundo Social eleva o orçamento de habitação de R$ 180 bilhões para R$ 200 bilhões, consolidando um dos maiores volumes de investimento do setor.
A ampliação da meta para 3 milhões de unidades habitacionais foi impulsionada pelo desempenho das contratações anteriores, que atingiram 2 milhões de moradias ainda em 2025, antes do prazo inicialmente previsto.
Segundo o governo, a nova rodada de investimentos visa não apenas ampliar o acesso à moradia, mas também manter o setor da construção civil como vetor de crescimento econômico.
Reajuste das faixas de renda e ampliação do acesso
Novos limites de renda
O governo anunciou o reajuste das faixas de renda do programa, ampliando o público elegível:
- Faixa 1: até R$ 3.200
- Faixa 2: de R$ 3.200,01 a R$ 5.000
- Faixa 3: de R$ 5.000,01 a R$ 9.600
- Classe média: até R$ 13 mil
A priorização de famílias da Faixa 3, segundo o Ministério das Cidades, busca atender uma parcela da população com maior dificuldade de acesso ao crédito imobiliário tradicional.
Atualização do valor dos imóveis
Também houve reajuste nos tetos de financiamento:
- Faixa 3: limite de até R$ 400 mil (+14%)
- Classe média: até R$ 600 mil (+20%)
A medida acompanha a valorização do mercado imobiliário e amplia a viabilidade econômica dos empreendimentos.
Reforma Casa Brasil e melhoria habitacional
O programa Reforma Casa Brasil foi reformulado com ampliação do público-alvo e condições financeiras mais acessíveis.
Entre as principais mudanças:
- Ampliação do limite de renda para até R$ 13 mil
- Redução da taxa de juros para 0,99% ao ano
- Aumento do valor máximo para reformas de R$ 30 mil para R$ 50 mil
- Prazo de pagamento ampliado para 72 meses
A iniciativa busca enfrentar o problema da inadequação habitacional, complementando a política de construção de novas unidades.
Impactos econômicos e redução do déficit habitacional
O governo destaca que o programa tem impacto direto na economia e no mercado de trabalho. Entre 2022 e 2024, a retomada do MCMV retirou 441 mil famílias do déficit habitacional.
No mesmo período, a construção civil registrou 3 milhões de trabalhadores com carteira assinada, consolidando-se como um dos principais setores geradores de emprego no país.
Dados citados pelo governo indicam que o déficit habitacional atingiu 7,4%, o menor patamar histórico, com redução associada à expansão do programa.
Além disso, o rendimento médio dos trabalhadores do setor cresceu 6% acima da inflação em 2026, impulsionado pela demanda habitacional.
Estratégia de enfrentamento do déficit habitacional
Segundo o Ministério das Cidades, as medidas atuam sobre três eixos principais do déficit habitacional:
- Coabitação forçada: múltiplas famílias dividindo a mesma residência
- Aluguel oneroso: comprometimento superior a 30% da renda
- Moradias precárias: estruturas inadequadas ou insalubres
A estratégia combina expansão de crédito, aumento da oferta de moradias e melhoria das condições habitacionais existentes.








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