Quem é Carlos Geilson: trajetória no rádio, atuação política e pré-candidatura à Câmara dos Deputados em 2026 pelo Republicanos

Na quinta-feira, 23 de abril de 2026, o nome de Carlos Geilson dos Santos Silva, conhecido publicamente como Carlos Geilson, voltou ao centro das articulações políticas em Feira de Santana, após a formalização de sua pré-candidatura a deputado federal pelo Republicanos. Com trajetória construída na comunicação radiofônica, passagens pela Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), atuação em funções administrativas no Estado e no município, além de inserção em grupos políticos tradicionais da cidade, Geilson busca reposicionar sua presença no cenário eleitoral de 2026. O movimento ocorre em meio à reorganização de bases regionais e à tentativa de recomposição de forças no segundo maior colégio eleitoral do interior baiano.

Origem, formação e trajetória pessoal

Carlos Geilson dos Santos Silva nasceu em 21 de fevereiro de 1960, em Feira de Santana, na Bahia. É filho de Carlos Gomes da Silva e Gilcélia dos Santos Silva. Sua formação escolar começou na Escola Oliveira Brito, onde concluiu o ensino primário em 1972. Em seguida, estudou no Colégio Estadual de Feira de Santana, onde cursou o antigo segundo grau entre 1973 e 1979.

Anos mais tarde, deu continuidade à formação acadêmica ao ingressar no curso de Letras Vernáculas da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), concluído em 2004. A formação universitária reforçou um percurso já marcado pela comunicação verbal, pela atuação pública e pela projeção regional construída ao longo de décadas no rádio.

Início no rádio e consolidação como comunicador

A carreira profissional de Carlos Geilson começou no rádio, campo em que construiu sua imagem pública e alcançou reconhecimento popular em Feira de Santana. Em 1978, iniciou atuação como locutor na Rádio Subaé AM, emissora em que permaneceu por mais de três décadas e onde consolidou seu nome junto ao público local.

Ao longo desse período, também atuou na Rádio Carioca, ampliando sua presença no meio radiofônico. Entre os anos 1990 e 2010, destacou-se ainda à frente do Programa Carlos Geilson, atração que permaneceu no ar por cerca de 15 anos e ajudou a sedimentar sua influência no debate político e social do município.

Posteriormente, manteve presença constante na mídia regional ao assumir, a partir de 2012, a apresentação do Jornal Transamérica, na Transamérica FM 99,5, com transmissão diária de segunda a sábado, das 5h30 às 8h. A longevidade no rádio não apenas garantiu visibilidade pública, mas também serviu de base para sua transição à política institucional.

Atuação institucional fora do rádio

Além da comunicação, Carlos Geilson exerceu funções no setor público. Entre 1992 e 1994, foi chefe de Redação da Câmara Municipal de Feira de Santana, experiência que ampliou sua familiaridade com o funcionamento do Legislativo municipal.

Décadas depois, passou a ocupar cargos no Executivo. Entre 2019 e 2020, exerceu a função de Ouvidor Geral do Estado da Bahia, em posição voltada à interlocução entre governo e sociedade. No plano municipal, foi nomeado em 12 de maio de 2023 para a Secretaria Extraordinária de Programas e Projetos Especiais de Feira de Santana, estrutura voltada à coordenação de ações estratégicas. Em 2 de dezembro de 2024, voltou a ser nomeado para a mesma área pelo então prefeito Colbert Martins Filho, reforçando sua permanência na engrenagem administrativa local.

Entrada na política e mandatos na Assembleia Legislativa

A transição formal de Carlos Geilson para a política eleitoral ocorreu em 2010, quando foi eleito deputado estadual para a legislatura iniciada em 2011, pelo Partido Trabalhista Nacional (PTN). No primeiro mandato, entre 2011 e 2015, passou a integrar o conjunto de lideranças políticas oriundas da comunicação que lograram transformar capital midiático em densidade eleitoral.

Reeleito para o período de 2015 a 2019, também pelo PTN, consolidou presença na Assembleia Legislativa da Bahia. Ao longo de sua atuação parlamentar, exerceu funções de destaque na estrutura da Casa. Foi vice-líder do bloco PTN/PSC em 2011, vice-líder da Bancada da Minoria entre 2011 e 2014, 3º vice-presidente da Mesa Diretora entre 2015 e 2017 e 2º vice-presidente da Mesa Diretora entre 2017 e 2019.

Durante sua atuação na ALBA, ocupou cargos relevantes, com datas bem definidas:

  • Vice-líder do bloco PTN/PSC em 2011
  • Vice-líder da Bancada da Minoria entre 2011 e 2014
  • 3º vice-presidente da Mesa Diretora entre 2015 e 2017
  • 2º vice-presidente da Mesa Diretora entre 2017 e 2019

Comissões e atuação parlamentar

Na atividade legislativa, Carlos Geilson integrou comissões relevantes da ALBA, participando de debates em áreas centrais da vida pública. Entre os colegiados em que atuou estão a Comissão de Constituição e Justiça, a Comissão de Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia, a Comissão de Direitos da Mulher e a Comissão Especial de Promoção da Igualdade. Também exerceu funções de vice-presidência em comissões ligadas à Promoção da Igualdade e à Constituição e Justiça, além de ter sido membro titular em frentes relacionadas à educação, à cultura, à ciência e tecnologia, aos direitos da mulher e à defesa do consumidor.

No âmbito das comissões, exerceu funções entre 2011 e 2017, com destaque para:

  • Comissão de Constituição e Justiça (2011 e 2012–2014)
  • Comissão de Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia (2011, 2013–2014)
  • Comissão de Direitos da Mulher (2013–2014 e fevereiro a maio de 2017)
  • Comissão Especial de Promoção da Igualdade (2011–2014)

Na eleição de 07/10/2018, concorreu pelo PSDB, obtendo 44.402 votos, ficando na suplência. Posteriormente, foi empossado como deputado estadual em 25/11/2020, permanecendo no cargo até 29/03/2022, substituindo o deputado licenciado Leo Prates.

Essa passagem pela ALBA foi marcada por presença institucional constante e por capacidade de articulação interna, característica que o acompanharia também em momentos posteriores de reposicionamento partidário.

Suplência, retorno à ALBA e rearranjos políticos

Na eleição de 7 de outubro de 2018, concorrendo pelo PSDB, Carlos Geilson recebeu 44.402 votos e ficou na suplência. Posteriormente, retornou à Assembleia Legislativa em 25 de novembro de 2020, assumindo como suplente na vaga do deputado licenciado Leo Prates, permanecendo no cargo até 29 de março de 2022. O retorno confirmou sua permanência no circuito político baiano mesmo após a perda da titularidade eleitoral.

Ao longo da carreira, transitou por diferentes legendas. Sua trajetória partidária inclui passagens por PTN, PSDB, Podemos e, mais recentemente, Republicanos, partido ao qual se vinculou no contexto da articulação para as eleições de 2026. Essas mudanças partidárias refletem um padrão recorrente da política brasileira contemporânea: o deslocamento estratégico entre siglas como instrumento de sobrevivência e adaptação eleitoral.

Disputa municipal de 2024 e alinhamento com José Ronaldo

Nas Eleições Municipais de 2024, Carlos Geilson lançou candidatura a vereador de Feira de Santana pelo Solidariedade. Naquele pleito, declarou apoio à candidatura de José Ronaldo, do União Brasil, à Prefeitura de Feira de Santana.

José Ronaldo disputou seu quinto mandato como prefeito, tendo como companheiro de chapa o deputado estadual Pablo Roberto, da Federação PSDB Cidadania. A candidatura foi apresentada pela coligação “O Amor Sempre Vence”, formada por União Brasil, Federação PSDB Cidadania, Republicanos, PDT, PL, PRD, DC, PRTB, Mobiliza, PMB e Solidariedade. O alinhamento de Carlos Geilson com esse grupo reforçou sua inserção em um campo político tradicional da cidade e ajudou a preservar sua relevância mesmo fora de mandato eletivo.

Aliança com Thiago Gilleno e projeto para 2026

No contexto das articulações mais recentes, Carlos Geilson formalizou, em 22 de abril de 2026, uma parceria política com o pré-candidato a deputado estadual Thiago Gilleno, também pelo Republicanos. A movimentação, amadurecida durante o feriado de 21 de abril de 2026, tem como objetivo estruturar uma base eleitoral conjunta em Feira de Santana e na região, mirando a eleição de outubro de 2026.

A composição sugere uma tentativa de recompor alianças locais em torno de nomes já conhecidos do eleitorado e de fortalecer uma chapa com presença simultânea nos planos estadual e federal. Em cidades como Feira de Santana, onde tradição política, capital simbólico e enraizamento territorial ainda pesam muito, esse tipo de aliança costuma ser decisivo.

Filiação partidária e trajetória política

A trajetória partidária de Carlos Geilson é marcada por mudanças ao longo dos anos, com datas registradas:

  • PTN (2011–2015)
  • PSDB (2015–2018)
  • Podemos (2019–2020)
  • PSDB (2020–2022)
  • Atual filiação ao Republicanos (a partir de 2026, no contexto da pré-candidatura)

Esse percurso reflete reposicionamentos estratégicos diante das mudanças no cenário político estadual e nacional.

Reconhecimentos públicos e honrarias

Ao longo de sua trajetória, Carlos Geilson recebeu distinções institucionais e homenagens públicas. Em 1998, foi agraciado com a Comenda Maria Quitéria, concedida pela Câmara Municipal de Feira de Santana, em reconhecimento aos serviços prestados à comunidade. Em novembro de 2017, recebeu o Prêmio Quem é Quem, concedido pelo Jornal Tribuna da Bahia, distinção que ressaltou sua presença no cenário político e social de Feira de Santana e da Bahia.


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