Nesta quarta-feira (29/04/2026), a divulgação da pesquisa Genial/Quaest – Bahia (Registro nº BA-03657/2026 no TSE) reforçou a avaliação positiva do governo estadual e abriu espaço para uma interpretação política centrada na gestão. Ao comentar os resultados, o secretário de Justiça e Direitos Humanos da Bahia, Felipe Freitas, afirmou que os números refletem diretamente as políticas públicas implementadas em todo o território baiano, destacando que a aprovação da gestão é consequência das entregas realizadas nos municípios.
Segundo o levantamento, 56% dos eleitores aprovam o governo Jerônimo Rodrigues, enquanto 33% desaprovam e 11% não souberam ou não responderam . Para o secretário, esse patamar confirma a percepção observada no cotidiano da população e fortalece a narrativa de continuidade administrativa.
Secretário associa aprovação à presença do governo no interior
Ao analisar os dados, Felipe Freitas sustentou que o desempenho do governo está ligado à capilaridade das ações públicas. Em sua avaliação, a gestão conseguiu transformar investimentos e programas em capital político distribuído nos municípios, o que se refletiria na opinião do eleitorado.
“A pesquisa mostra aquilo que estamos vendo nas ruas: um governo bem avaliado pela maioria da população e o desejo de que a Bahia siga sendo bem cuidada”, afirmou. O secretário acrescentou que a atual fase pré-eleitoral se inicia em um ambiente favorável, com “clima de vibração positiva” e apoio majoritário.
A leitura do governo também considera o histórico recente das eleições. Freitas relembrou que, em 2022, a candidatura de Jerônimo Rodrigues partiu de patamares baixos nas pesquisas e venceu o pleito, sugerindo que o cenário atual, com maior equilíbrio, amplia as perspectivas da base governista.
Influência de Lula é apontada como fator decisivo
Outro ponto destacado pelo secretário foi o impacto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no cenário estadual. A pesquisa indica que 47% dos eleitores preferem um candidato aliado ao presidente, enquanto 32% optam por um nome independente e 16% por um alinhado ao ex-presidente Jair Bolsonaro .
Para Felipe Freitas, esse dado evidencia que a parceria entre os governos estadual e federal tem peso determinante na formação da opinião pública. Ele argumenta que a convergência de políticas públicas e investimentos fortalece o grupo político e cria um ambiente mais favorável à continuidade do projeto em curso.
Disputa eleitoral segue equilibrada, apesar da avaliação positiva
Apesar da avaliação favorável do governo, a pesquisa revela um cenário eleitoral competitivo. Na simulação estimulada de primeiro turno, ACM Neto aparece com 41% das intenções de voto, contra 37% de Jerônimo Rodrigues, configurando empate técnico dentro da margem de erro .
No segundo turno, os números permanecem próximos: 41% para ACM Neto e 38% para Jerônimo . Já no voto espontâneo, o índice de indefinição é elevado, com 73% dos eleitores indecisos, o que indica espaço para mudanças ao longo da campanha.
Felipe Freitas, no entanto, minimizou o impacto desses dados no curto prazo, destacando que o ambiente político tende a se consolidar com o avanço do calendário eleitoral e a intensificação da comunicação governamental.
Continuidade com ajustes aparece como tendência no eleitorado
A pesquisa também revela nuances na percepção popular sobre a gestão. Embora a aprovação seja majoritária, apenas 22% defendem a continuidade integral do governo, enquanto 40% preferem ajustes e 34% apontam para mudanças mais profundas .
Para o secretário, esse dado não representa rejeição, mas sim uma expectativa de aperfeiçoamento contínuo, comum em administrações em exercício. Ele sustenta que o governo tem capacidade de responder a essas demandas ao longo do tempo.
Principais dados da pesquisa
Metodologia
- Instituto: Genial/Quaest
- Registro: BA-03657/2026 (TSE)
- Período: 23 a 27 de abril de 2026
- Amostra: 1.200 entrevistas
- Margem de erro: ±3 pontos percentuais
- Nível de confiança: 95%
Aprovação do governo
- Aprova: 56%
- Desaprova: 33%
- NS/NR: 11%
Avaliação do governo
- Positiva: 37%
- Regular: 33%
- Negativa: 25%
Preferência política
- Aliado de Lula: 47%
- Independente: 32%
- Aliado de Bolsonaro: 16%
Intenção de voto (1º turno)
- ACM Neto: 41%
- Jerônimo Rodrigues: 37%
2º turno
- ACM Neto: 41%
- Jerônimo Rodrigues: 38%
Voto espontâneo
- Indecisos: 73%
Continuidade ou mudança
- Manter: 22%
- Ajustar: 40%
- Mudar totalmente: 34%
Reeleição
- Merece: 51%
- Não merece: 42%
Definição de voto
- Definido: 50%
- Pode mudar: 47%










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