O governo federal assinou, na segunda-feira (13/04/2026), o financiamento para a construção do túnel imerso Santos-Guarujá, projeto que promete reduzir o tempo de travessia entre as cidades de cerca de 50 minutos para 5 minutos. A obra integra o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) e contará com investimentos totais próximos de R$ 7 bilhões.
A operação de crédito, no valor de R$ 2,57 bilhões, foi formalizada pelo Banco do Brasil para financiar a participação do governo de São Paulo na parceria público-privada (PPP). O contrato inclui construção, operação e manutenção da infraestrutura por um período de 30 anos.
A iniciativa é considerada estratégica por envolver o Porto de Santos, responsável por aproximadamente um terço das exportações brasileiras, segundo dados apresentados durante o anúncio.
Estrutura do projeto e modelo de financiamento
O empreendimento contará com um modelo de financiamento dividido entre União, governo estadual e iniciativa privada. Do total previsto, cerca de R$ 5,2 bilhões correspondem a recursos públicos, enquanto aproximadamente R$ 1,6 bilhão será aportado pelo setor privado.
A Autoridade Portuária de Santos já destinou R$ 2,6 bilhões para a implantação da obra. O restante será complementado pelo financiamento contratado pelo estado, com garantia da União.
O projeto será executado pelo grupo vencedor do leilão realizado na B3 em 2025, responsável por todas as etapas do empreendimento, desde a construção até a operação da estrutura.
Características da obra e impacto logístico
O túnel terá cerca de 1,5 quilômetro de extensão, sendo aproximadamente 870 metros submersos, configurando a primeira travessia imersa do Brasil. A estrutura permitirá a circulação de carros, ônibus, caminhões e veículos leves sobre trilhos (VLT).
A obra foi projetada como alternativa à construção de uma ponte, descartada devido a possíveis impactos na navegação de grandes embarcações no canal portuário.
A expectativa é que o túnel contribua para a redução de congestionamentos, melhoria da mobilidade urbana e aumento da eficiência logística na região.
Cronograma e geração de empregos
O início das obras está previsto para janeiro de 2027, com conclusão estimada para 2031. Durante a execução, o projeto deve gerar cerca de 9 mil empregos diretos e indiretos.
Além dos impactos na mobilidade, o empreendimento deve influenciar setores econômicos locais, com reflexos na cadeia logística e no transporte de cargas.
O projeto também está inserido em uma estratégia mais ampla de investimentos em infraestrutura, com foco na integração entre modais de transporte e fortalecimento da competitividade econômica.
*Com informações da Sputnik News.











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