Bahia registra menor taxa de desemprego da série histórica, com queda para 8,7% em 2025; Governo Jerônimo comemora resultado

Dados divulgados na quinta-feira (30/04/2026) pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), com base na Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indicam que a Bahia encerrou 2025 com a menor taxa de desemprego desde o início da série histórica da PNAD Contínua, iniciada em 2012. O índice anual de desocupação recuou para 8,7%, abaixo dos 10,8% registrados em 2024, marcando o quarto ano consecutivo de queda, sequência inédita no estado. O resultado reflete avanços simultâneos no mercado de trabalho, com crescimento da ocupação, redução do desemprego e melhora dos indicadores de renda.

Crescimento do emprego atinge recorde histórico

O número de pessoas ocupadas na Bahia alcançou 6,511 milhões em 2025, o maior contingente já registrado pela série histórica. O crescimento de 3,4% superou o desempenho médio nacional e regional, indicando uma expansão consistente da atividade econômica no estado.

Paralelamente, o número de desempregados caiu para 621 mil pessoas, também o menor patamar desde 2012. O indicador de desalento — que mede aqueles que desistiram de procurar emprego — recuou para 500 mil pessoas, atingindo o nível mais baixo desde 2015.

Esses dados evidenciam uma recuperação progressiva do mercado de trabalho baiano, sustentada tanto pela ampliação das vagas quanto pela reinserção de trabalhadores anteriormente afastados da busca por ocupação.

Políticas públicas e investimentos impulsionam resultados

De acordo com o secretário estadual do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Augusto Vasconcelos, o desempenho é resultado de uma estratégia combinada de políticas públicas e estímulo ao investimento produtivo. Entre as iniciativas destacadas estão:

  • Programas de qualificação profissional, com mais de 25 mil pessoas certificadas
  • Ampliação da rede SineBahia, que chegou a 125 unidades
  • Implantação da Casa do Trabalhador no Metrô de Pituaçu
  • Fortalecimento do Credibahia, voltado ao microcrédito
  • Execução de obras de infraestrutura com impacto econômico

Segundo o secretário, essas ações têm contribuído para dinamizar o mercado de trabalho e ampliar as oportunidades em diferentes setores da economia.

Renda cresce e reforça recuperação econômica

Os indicadores de renda também acompanharam o avanço do emprego. O rendimento médio real habitual atingiu R$ 2.284 em 2025, o maior valor desde 2020, refletindo melhora no poder de compra dos trabalhadores.

A massa de rendimento real — que representa o total de salários pagos na economia — chegou a R$ 14,587 bilhões, estabelecendo um novo recorde na série histórica. Esse crescimento simultâneo de ocupação e renda reforça a consolidação do processo de recuperação econômica no estado.

Para o diretor-geral da SEI, José Acácio Ferreira, o cenário demonstra um ciclo virtuoso: aumento do emprego, expansão da renda e fortalecimento da atividade econômica.

Informalidade segue como desafio estrutural

Apesar dos avanços, a taxa de informalidade permanece elevada, alcançando 52,8% da população ocupada em 2025. Embora o indicador represente a terceira menor taxa da série histórica, ainda evidencia a persistência de um mercado de trabalho com forte presença de vínculos precários.

A informalidade limita o acesso a direitos trabalhistas e reduz a capacidade de arrecadação, configurando um dos principais entraves estruturais para o desenvolvimento sustentável do mercado de trabalho baiano.

Perspectivas para 2026 indicam desaceleração moderada

As projeções da SEI apontam para um cenário mais desafiador em 2026, com expectativa de desaceleração da atividade econômica. Ainda assim, a tendência é de manutenção da geração de empregos e renda, embora em ritmo mais moderado.

O desempenho futuro dependerá, em grande medida, da continuidade dos investimentos, da estabilidade macroeconômica e da capacidade de reduzir distorções estruturais, como a informalidade.

Principais dados

Síntese Geral

  • Menor desemprego da história da Bahia
  • Recorde de ocupação e massa salarial
  • Queda consistente do desalento
  • Persistência da informalidade como principal desafio estrutural

Mercado de Trabalho

  • Taxa de desemprego (2025): 8,7%
  • Taxa de desemprego (2024): 10,8%
  • Variação: queda de 2,1 pontos percentuais
  • Sequência de queda: 4 anos consecutivos (inédita)
  • Série histórica: iniciada em 2012 (PNAD Contínua)

Ocupação e Desocupação

  • Pessoas ocupadas: 6,511 milhões (recorde histórico)
  • Crescimento da ocupação: +3,4%
  • Pessoas desempregadas: 621 mil (menor da série)
  • Pessoas em desalento: 500 mil (menor nível desde 2015)

Renda e Massa Salarial

  • Rendimento médio real: R$ 2.284 (maior desde 2020)
  • Massa de rendimento: R$ 14,587 bilhões (recorde histórico)

Estrutura do Mercado

  • Taxa de informalidade: 52,8% da população ocupada
  • Posição histórica: 3ª menor da série (ainda elevada)

Políticas Públicas e Ações

  • Pessoas qualificadas: mais de 25 mil
  • Unidades do SineBahia: 125
  • Casa do Trabalhador: 1 unidade (Metrô de Pituaçu)
  • Programas destacados: Credibahia, qualificação profissional, obras de infraestrutura

Tendências e Projeções

  • Cenário para 2026: desaceleração econômica
  • Emprego: manutenção da geração, porém em ritmo menor
  • Renda: tendência de continuidade, com menor intensidade

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Carlos Augusto, diretor do Jornal Grande Bahia.
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