Centro de Parto Normal em Ibotirama amplia assistência materno-infantil no oeste da Bahia com investimento do Novo PAC Saúde e parceria entre Governos Lula e Jerônimo

 O Ministério da Saúde, sob a liderança do presidente Lula, entregou, nesta sexta-feira (22/05/2026), um Centro de Parto Normal (CPN) em Ibotirama, no oeste da Bahia, com investimento de R$ 3,2 milhões por meio do Novo PAC Saúde, em uma ação voltada à ampliação da assistência materno-infantil no Sistema Único de Saúde (SUS). A nova unidade passa a atender gestantes do município e da região, com foco em parto humanizado, segurança assistencial, acolhimento e redução da mortalidade materna e neonatal. A obra integra a parceria entre os Governos Lula e Jerônimo Rodrigues, dentro do pacote de investimentos federais destinados ao fortalecimento da rede pública de saúde na Bahia.

Centro de Parto Normal reforça atendimento a gestantes no SUS

A entrega do Centro de Parto Normal em Ibotirama representa a ampliação da estrutura pública voltada ao cuidado de gestantes em situação de risco habitual, ou seja, mulheres com gravidez considerada de baixo risco e que optam pelo parto normal. A unidade foi projetada para oferecer atendimento durante o trabalho de parto, no puerpério e nos primeiros cuidados com o recém-nascido.

Segundo o Ministério da Saúde, os CPNs são equipamentos estratégicos para reorganizar a assistência obstétrica no SUS, com ênfase no respeito à autonomia da mulher, na segurança do nascimento e na qualificação das práticas de cuidado. A diretora do Departamento de Cooperação Técnica e Desenvolvimento em Saúde, Aline Damasceno, afirmou durante a cerimônia que a unidade simboliza uma mudança no modelo de atenção obstétrica, centrada na mulher e nas melhores evidências científicas.

A nova estrutura busca reduzir deslocamentos, ampliar o acesso regional e fortalecer a rede de atenção materno-infantil no oeste baiano. Em regiões de maior vulnerabilidade ou com vazios assistenciais, a presença de equipamentos desse tipo tende a ter impacto direto na capacidade do sistema público de responder a urgências e garantir acompanhamento adequado antes, durante e depois do parto.

Unidade recebeu R$ 3,2 milhões do Novo PAC Saúde

O Centro de Parto Normal de Ibotirama foi viabilizado com R$ 3,2 milhões em recursos do Novo PAC Saúde, programa federal de investimentos em infraestrutura, equipamentos e veículos para o SUS. A iniciativa integra um conjunto nacional de 30 Centros de Parto Normal previstos para entrega em diferentes regiões do país.

A seleção dos municípios contemplados considerou critérios como índices de mortalidade materna, existência de vazios assistenciais, vulnerabilidade socioeconômica, população atendida e presença de maternidade de referência. Esses fatores indicam que a escolha de Ibotirama está associada à necessidade de reforço regional da assistência obstétrica.

Na Bahia, os investimentos do Novo PAC Saúde somam R$ 2,7 bilhões, destinados à aquisição e disponibilização de 980 veículos, incluindo ambulâncias do SAMU 192, vans, micro-ônibus e Unidades Odontológicas Móveis, além de 1.913 kits de cirurgia e 379 obras estruturantes. O pacote reforça a articulação entre o Governo Federal, sob a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e o Governo da Bahia, comandado por Jerônimo Rodrigues, para ampliação da capacidade instalada do SUS no estado.

Estrutura prioriza parto humanizado, acolhimento e segurança

O Centro de Parto Normal foi equipado para garantir conforto e assistência especializada às gestantes. Entre os recursos disponíveis estão cama especial, banqueta de parto, banheira e bola suíça, instrumentos usados para auxiliar no alívio da dor, favorecer a mobilidade e estimular a evolução natural do trabalho de parto.

A assistência será conduzida principalmente por enfermeiras obstetras e técnicas de enfermagem capacitadas, com suporte de médicos obstetras e pediatras sempre que houver necessidade. Esse modelo busca combinar acolhimento, autonomia da gestante e segurança clínica, evitando intervenções desnecessárias quando o parto normal é indicado.

A implantação dos CPNs está alinhada à política nacional de estímulo ao parto normal com assistência qualificada. A medida também se insere nas ações do Ministério da Saúde voltadas à redução da mortalidade materna e neonatal, um dos desafios persistentes da saúde pública brasileira, especialmente em áreas com menor oferta de serviços especializados.

Governo Federal amplia políticas de saúde da mulher

O fortalecimento da saúde da mulher está entre as prioridades anunciadas pelo Ministério da Saúde. Além da expansão da rede obstétrica, o governo federal tem investido em ações para prevenção, diagnóstico e atendimento de demandas específicas, incluindo câncer de mama, câncer de colo do útero, saúde reprodutiva e atenção materno-infantil.

Entre as iniciativas destacadas estão o Programa Dignidade Menstrual, que distribui absorventes gratuitamente por meio do Farmácia Popular para mulheres em situação de vulnerabilidade, e a disponibilização do Implanon, método contraceptivo de longa duração incorporado à rede pública.

Também está prevista a construção de 35 novas maternidades e a entrega de 30 Centros de Parto Normal no país. A estratégia se soma aos serviços das carretas do programa Agora Tem Especialistas, voltadas ao diagnóstico precoce de câncer de mama e de colo do útero, com oferta de consultas ginecológicas, mamografias, ultrassonografias e biópsias para mulheres previamente encaminhadas pelas secretarias municipais de saúde.

Novo PAC Saúde prevê R$ 34,5 bilhões em investimentos no país

Em âmbito nacional, o Novo PAC Saúde reúne R$ 34,5 bilhões em investimentos para ampliar e modernizar a infraestrutura do SUS. O programa contempla a implantação de 2.605 Unidades Básicas de Saúde, 336 Centros de Atenção Psicossocial, 100 policlínicas, 4.643 ambulâncias do SAMU e 922 Unidades Odontológicas Móveis, além de outras obras e equipamentos.

A entrega do Centro de Parto Normal em Ibotirama, portanto, não ocorre de forma isolada. Ela integra uma política pública de expansão da rede assistencial, com foco em territórios onde a distância dos serviços, a vulnerabilidade social e a insuficiência de equipamentos de saúde dificultam o acesso a atendimento adequado.

No caso da Bahia, a parceria institucional entre os Governos Lula e Jerônimo tem sido apresentada como eixo de execução de obras e investimentos estruturantes no SUS. Para municípios do interior, esse tipo de articulação federativa é decisivo, pois permite que políticas nacionais sejam territorializadas conforme as demandas regionais.


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Carlos Augusto, diretor do Jornal Grande Bahia.
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