Cooperfeira aproxima pecuaristas de bancos para ampliar acesso ao crédito rural em Feira de Santana

A Cooperfeira promoveu uma reunião, neste início de maio de 2026,  entre sua diretoria e representantes de instituições financeiras com atuação no crédito rural para aproximar pecuaristas, especialmente cooperados, dos bancos e ampliar o acesso a informações sobre linhas de financiamento destinadas ao agronegócio. O encontro reuniu o presidente da cooperativa, Beto Falcão, os diretores Agenor Campos e Pepe Morais, além de gestores do Banco do Nordeste, Banco do Brasil e Sicredi, em uma agenda voltada ao fortalecimento da base produtiva e à superação de entraves no acesso ao crédito.

Cooperfeira busca fortalecer base produtiva com acesso a financiamento

A iniciativa integra uma estratégia institucional da Cooperfeira para ampliar o diálogo entre produtores rurais e agentes financeiros. A cooperativa, que representa cerca de 800 cooperados, pretende facilitar o acesso dos pecuaristas às informações sobre financiamento, condições de contratação, exigências documentais e alternativas disponíveis no mercado.

Segundo o presidente Beto Falcão, a aproximação com os bancos é parte do papel da entidade na defesa dos interesses dos seus associados. Ele afirmou que o objetivo é facilitar o acesso às linhas de crédito disponíveis e reduzir a distância entre os produtores e as instituições financeiras.

“Nosso objetivo é aproximar o produtor das instituições financeiras, facilitar o acesso às informações e, consequentemente, às linhas de crédito disponíveis. Cooperado forte faz a cooperativa forte”, declarou Beto Falcão.

Banco do Nordeste, Banco do Brasil e Sicredi participaram da reunião

Pelas instituições financeiras, participaram Rosalvo Morais, do Banco do Nordeste; Alexsandro Prado, do Banco do Brasil; e Carlos Novais, do Sicredi. Todos atuam em carteiras voltadas ao agronegócio, segmento considerado essencial para o desenvolvimento econômico regional e para a sustentabilidade da pecuária.

Durante a reunião, foram discutidas linhas de financiamento operadas por bancos oficiais, como FNE Rural e Pronaf, com taxas em torno de 8% ao ano, conforme apresentado no encontro. Também foram abordadas dificuldades enfrentadas por produtores no acesso ao crédito, especialmente relacionadas à falta de informação, exigências formais e necessidade de garantias reais.

Os representantes das instituições financeiras reconheceram os desafios relatados pelos produtores e demonstraram disposição para ampliar o diálogo com o setor produtivo. A reunião foi tratada como um primeiro passo para uma agenda mais permanente entre cooperativa, bancos e pecuaristas.

Pecuária de corte e leite é prioridade para o Banco do Nordeste

Um dos pontos destacados no encontro foi a sinalização do Banco do Nordeste de que a pecuária de corte e leite está entre as prioridades estratégicas da instituição para os próximos dois anos. A diretriz se alinha ao perfil dos cooperados da Cooperfeira, cuja base produtiva tem forte presença nesses segmentos.

A eventual ampliação do crédito para pecuaristas pode contribuir para investimentos em melhoria genética, infraestrutura produtiva, aquisição de animais, recuperação de pastagens, modernização de equipamentos e fortalecimento da produção leiteira e de corte.

No caso dos bancos oficiais, linhas como FNE Rural e Pronaf costumam desempenhar papel relevante em regiões onde o acesso ao financiamento privado é mais restrito. Para os produtores, contudo, a existência de crédito disponível não elimina a necessidade de orientação técnica e acompanhamento institucional.

Sicredi apresenta alternativas com recursos do BNDES

O Sicredi também apresentou alternativas de financiamento, incluindo operações com recursos do BNDES e condições diferenciadas para produtores rurais. A instituição sinalizou ainda a possibilidade de desenvolver ações futuras voltadas à capacitação dos cooperados.

Entre as iniciativas mencionadas está a oferta de cursos sobre cooperativismo, medida que pode contribuir para o fortalecimento da cultura associativa e para a melhor compreensão dos instrumentos financeiros disponíveis.

A presença do Sicredi amplia o leque de opções para os produtores, ao reunir alternativas de crédito oficial e privado em uma mesma agenda de diálogo. Para a Cooperfeira, essa diversidade de canais pode favorecer decisões mais adequadas às diferentes realidades dos cooperados.

Cooperativa planeja evento ampliado com produtores

A reunião também serviu como ponto de partida para novas iniciativas conjuntas. A diretoria da Cooperfeira pretende organizar um evento mais amplo, com participação direta dos cooperados, a fim de aprofundar o debate sobre financiamento, garantias, documentação e oportunidades para a pecuária regional.

Beto Falcão avaliou o encontro como positivo e afirmou que a cooperativa pretende avançar para uma agenda mais abrangente. “Foi um primeiro momento muito positivo. Vamos avançar para uma agenda mais ampla, com a participação dos produtores, fortalecendo esse elo com as instituições financeiras”, afirmou.

A proposta é transformar o diálogo inicial em uma política contínua de aproximação entre produtores e bancos. A medida pode reduzir assimetrias de informação e permitir que os pecuaristas tenham maior clareza sobre custos, prazos, exigências e possibilidades de investimento.

Principais pontos discutidos

Entre os temas tratados na reunião, destacaram-se:

  • Ampliação do acesso ao crédito rural para pecuaristas cooperados;
  • Apresentação de linhas como FNE Rural e Pronaf;
  • Discussão sobre taxas em torno de 8% ao ano;
  • Dificuldades relacionadas à falta de informação e exigência de garantias;
  • Prioridade do Banco do Nordeste para pecuária de corte e leite;
  • Alternativas do Sicredi com recursos do BNDES;
  • Possibilidade de cursos sobre cooperativismo;
  • Planejamento de evento ampliado com participação dos produtores.

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Carlos Augusto, diretor do Jornal Grande Bahia.
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