Deputado Angelo Almeida contrapõe discurso de ACM Neto ao projeto social do Governo Jerônimo na Bahia

O deputado estadual Angelo Almeida (PT) criticou neste sábado (16/05/2026) o discurso político do ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto, ao afirmar que os atos promovidos pela oposição no interior do estado revelam, segundo sua avaliação, um contraste entre a retórica de aproximação popular e a composição social dos encontros. Para o parlamentar, eventos como o realizado recentemente em Guanambi evidenciariam a presença predominante de lideranças políticas e econômicas, enquanto o governo Jerônimo Rodrigues buscaria consolidar uma agenda baseada em inclusão social, geração de emprego, educação, saúde e infraestrutura. A crítica ocorre em meio à disputa narrativa sobre os rumos da Bahia e à divulgação de dados da PNAD Contínua, do IBGE, que apontam redução do Índice de Gini no estado em 2025.

Deputado critica discurso de ACM Neto sobre força popular nas eleições

Angelo Almeida contestou a declaração recorrente de ACM Neto de que “prefeito não decide eleição, quem decide é o povo”. Na avaliação do deputado petista, o discurso do ex-prefeito de Salvador não encontraria correspondência plena na dinâmica dos eventos promovidos pela oposição no interior baiano.

Segundo o parlamentar, os encontros políticos realizados por ACM Neto têm revelado uma composição social restrita, marcada pela presença de grupos de maior influência econômica e política. Para Angelo Almeida, esse perfil contrastaria com a ideia de mobilização popular ampla defendida pelo pré-candidato.

“O povo trabalhador, que vive as dificuldades do dia a dia, não se vê representado nesses atos. O que aparece é uma elite política e econômica desconectada da maioria da população baiana”, afirmou o deputado, ao comentar o encontro realizado em Guanambi, município do sudoeste baiano.

Petista associa governo Jerônimo a agenda de inclusão social

Ao fazer a crítica à oposição, Angelo Almeida buscou contrapor o modelo político de ACM Neto ao projeto liderado pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT). O deputado afirmou que a atual gestão estadual tem priorizado políticas públicas voltadas aos segmentos mais vulneráveis da população.

Entre as áreas citadas pelo parlamentar estão educação, saúde, segurança pública, infraestrutura, geração de emprego e ampliação de oportunidades. Na avaliação do deputado, essas frentes formariam a base de um programa de governo orientado para reduzir desigualdades históricas no estado.

Angelo Almeida também vinculou os resultados recentes da Bahia a um ciclo político iniciado nos governos de Jaques Wagner e Rui Costa, ambos do PT, e atualmente mantido sob a administração de Jerônimo Rodrigues. Para ele, a chamada “Nova Bahia” seria resultado de planejamento, investimento público e continuidade administrativa.

Dados da PNAD Contínua reforçam disputa sobre indicadores sociais

A fala do deputado ocorre em um contexto no qual indicadores sociais passaram a ocupar posição central no debate político baiano. Dados da PNAD Contínua, pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foram divulgados em maio de 2026 e apontam variações nos indicadores de rendimento e desigualdade referentes a 2025.

Reportagens publicadas com base nos dados da PNAD indicam que o Índice de Gini da renda domiciliar na Bahia caiu de 0,470 para 0,466, movimento apresentado por parlamentares governistas como o menor patamar de desigualdade social da série histórica estadual. O indicador varia de 0 a 1; quanto mais próximo de zero, menor é a concentração de renda.

No plano nacional, o IBGE informou que o rendimento médio da população brasileira chegou a R$ 3.367 em 2025 e destacou que o décimo mais rico da população ainda concentrava 40,3% da massa de rendimentos domiciliares per capita, percentual superior ao detido pelos 70% com menores rendimentos. O dado mostra que, apesar de avanços pontuais, a desigualdade segue como um dos principais desafios estruturais do país. (

Governo e oposição disputam narrativa sobre representação popular

A crítica de Angelo Almeida também sinaliza uma disputa mais ampla sobre quem representa os interesses majoritários da população baiana. De um lado, aliados de Jerônimo Rodrigues procuram associar o governo estadual à inclusão social, à presença territorial e à continuidade de políticas públicas iniciadas em gestões anteriores do PT.

De outro, ACM Neto tenta consolidar sua pré-candidatura com base em capilaridade política, articulação municipal e discurso de alternância no governo estadual. A afirmação de que “quem decide é o povo” busca reforçar a ideia de que a eleição não dependeria exclusivamente da adesão de prefeitos ou lideranças locais.

Para Angelo Almeida, porém, a composição dos atos políticos da oposição contradiria essa mensagem. A avaliação do deputado é de que a política baiana será marcada pela comparação entre dois projetos: um que ele classifica como popular e socialmente inclusivo, e outro que associa a grupos tradicionais de poder econômico e político.

Continuidade administrativa é usada como argumento político

Ao defender o governo Jerônimo, Angelo Almeida afirmou que os resultados apresentados pelo estado não seriam fruto de ações isoladas, mas de uma trajetória administrativa construída ao longo de diferentes mandatos petistas na Bahia.

O deputado citou os governos de Jaques Wagner e Rui Costa como etapas anteriores de um projeto que, segundo ele, teria ampliado investimentos públicos e priorizado políticas sociais. Na visão do parlamentar, Jerônimo Rodrigues estaria dando continuidade a esse modelo com foco em interiorização de obras, fortalecimento de serviços públicos e enfrentamento das desigualdades.

“O governo Jerônimo olha para quem mais precisa. É um modelo que investe em educação, saúde, segurança, infraestrutura e oportunidades para o povo. Enquanto alguns fazem política para poucos, Jerônimo governa para toda a Bahia”, declarou Angelo Almeida.


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