O deputado estadual Robinson Almeida (PT) afirmou, nesta quinta-feira (14/05/2026), que o ex-prefeito de Salvador ACM Neto precisa prestar esclarecimentos sobre sua relação financeira e política com personagens ligados ao Banco Master, instituição associada ao banqueiro Daniel Vorcaro e alvo de crescente repercussão no cenário político nacional. A declaração foi feita após a divulgação de áudios em que o senador Flávio Bolsonaro aparece cobrando pagamentos de Vorcaro para custear um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, episódio que ampliou o desgaste de aliados e reacendeu questionamentos sobre conexões políticas, consultorias privadas e movimentações financeiras envolvendo o banco.
Deputado afirma que ACM Neto deve explicar pagamentos do Banco Master
Robinson Almeida declarou que ACM Neto “não pode fingir distância” diante das revelações relacionadas ao Banco Master. Segundo o parlamentar petista, o ex-prefeito recebeu mais de R$ 5 milhões da instituição financeira por serviços de consultoria e manteve aproximação política com setores vinculados a Daniel Vorcaro.
O deputado também citou informações atribuídas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sobre movimentações milionárias envolvendo empresa ligada a ACM Neto. Para Robinson, esse elemento reforça a necessidade de esclarecimentos públicos sobre a natureza dos pagamentos e sobre a extensão das relações políticas e empresariais com o grupo investigado.
Em tom crítico, Robinson afirmou que ACM Neto estaria com o “batom do Master na cueca”, expressão usada para sustentar que, em sua avaliação política, o ex-prefeito não poderia se apresentar como alheio ao escândalo. A declaração integra uma estratégia de pressão pública para que as conexões entre lideranças partidárias e o Banco Master sejam examinadas com maior rigor.
Áudios atribuídos a Flávio Bolsonaro ampliam repercussão política
A cobrança feita por Robinson ocorreu após a divulgação de áudios pelo Intercept, nos quais o senador Flávio Bolsonaro aparece tratando de pagamentos com Daniel Vorcaro. Segundo as informações mencionadas no conteúdo, os valores negociados poderiam chegar a R$ 134 milhões para financiar uma produção cinematográfica sobre Jair Bolsonaro.
A revelação teve repercussão nacional porque envolve um senador da República, um banqueiro de grande exposição pública e um projeto audiovisual associado ao ex-presidente. O caso também provocou questionamentos sobre a relação entre financiamento privado, influência política e atuação de grupos econômicos próximos a lideranças partidárias.
Robinson Almeida vinculou o episódio ao apoio político de ACM Neto a Flávio Bolsonaro. Para o deputado, a situação expõe contradições de grupos políticos que se apresentam publicamente como defensores da ética e do combate à corrupção, mas mantêm relações com personagens mencionados em denúncias e investigações.
Relação com Banco Master entra no centro do debate político
O Banco Master e Daniel Vorcaro passaram a ocupar posição central no debate político em razão das revelações que envolvem pagamentos, consultorias e articulações com figuras públicas. A repercussão alcança tanto o campo financeiro quanto o institucional, uma vez que coloca sob escrutínio a relação entre bancos, agentes políticos e projetos de poder.
No caso de ACM Neto, Robinson Almeida sustenta que os valores recebidos por consultoria exigem explicação detalhada. A crítica não se limita ao pagamento em si, mas envolve a possibilidade de conexão política com um núcleo financeiro que, segundo reportagens citadas no conteúdo, aparece relacionado a negociações milionárias e personagens de Brasília.
A cobrança do parlamentar petista busca deslocar o debate do campo das acusações genéricas para o exame de fatos objetivos: quem pagou, quanto pagou, por quais serviços, com qual finalidade e em que contexto político. Esses pontos tendem a orientar a continuidade da disputa narrativa em torno do Banco Master.
Principais pontos do caso
Entre os elementos centrais mencionados por Robinson Almeida estão:
- Pagamentos superiores a R$ 5 milhões do Banco Master a ACM Neto por consultorias;
- Movimentações milionárias atribuídas a empresa ligada ao ex-prefeito, segundo referência ao Coaf;
- Divulgação de áudios envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro;
- Suposta negociação de até R$ 134 milhões para financiar filme sobre Jair Bolsonaro;
- Crítica ao apoio político de ACM Neto a Flávio Bolsonaro;
- Cobrança por investigação mais ampla sobre conexões políticas do Banco Master.
Robinson vê contradição em discurso ético de aliados
Robinson Almeida afirmou que o episódio revela contradições no discurso de setores políticos que defendem publicamente a ética, a transparência e o combate à corrupção. Na avaliação do deputado, a proximidade de ACM Neto com personagens associados ao Banco Master deve ser esclarecida diante da gravidade das informações divulgadas.
O parlamentar também sugeriu que o caso tem potencial para produzir desgaste político além de Brasília, alcançando lideranças regionais que mantiveram relação financeira ou política com a instituição. Nesse contexto, ACM Neto passa a ser cobrado não apenas por adversários, mas também pela necessidade objetiva de explicar vínculos empresariais que ganharam dimensão pública.
A declaração de Robinson reforça o uso político do escândalo no ambiente pré-eleitoral e institucional. Ao associar ACM Neto ao Banco Master, o deputado busca ampliar o alcance da controvérsia e transformar o caso em tema de cobrança pública na Bahia.
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