A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,8% no trimestre encerrado em abril de 2026, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (28/05/2026). O índice representa alta de 0,4 ponto percentual em comparação ao trimestre encerrado em janeiro deste ano. Em relação ao mesmo período de 2025, no entanto, houve queda de 0,8 ponto percentual, indicando redução anual da desocupação.
De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), cerca de 6,3 milhões de pessoas estavam em busca de trabalho e não conseguiram ocupação no período analisado. O contingente representa aumento de 471 mil pessoas frente ao trimestre encerrado em março. Na comparação anual, houve recuo de 809 mil pessoas desocupadas, equivalente a uma queda de 11,3%.
O levantamento aponta ainda que a população ocupada somou 102,3 milhões de trabalhadores, com redução de 0,3% frente ao trimestre encerrado em janeiro de 2026. Apesar da retração trimestral, o número apresentou crescimento de 1,1% em relação ao mesmo período do ano passado, com acréscimo de aproximadamente 1,07 milhão de pessoas ocupadas.
Mercado de trabalho registra estabilidade na ocupação
O nível de ocupação da população em idade de trabalhar ficou em 58,4%, abaixo dos 58,7% registrados no trimestre anterior. Segundo o IBGE, o indicador permaneceu estável em comparação ao trimestre encerrado em abril de 2025.
A taxa composta de subutilização da força de trabalho permaneceu em 13,8%, repetindo o resultado do trimestre anterior. Já na comparação anual, houve recuo de 1,7 ponto percentual. A população subutilizada foi estimada em 15,7 milhões de pessoas, mantendo estabilidade no trimestre e apresentando queda de 11,1% frente ao mesmo período do ano anterior.
Outro dado destacado pela pesquisa foi o rendimento real habitual, que permaneceu em R$ 3.732, mantendo o maior patamar da série histórica da PNAD Contínua. O resultado indica estabilidade da renda média dos trabalhadores brasileiros no período analisado.
Informalidade apresenta queda no trimestre
A pesquisa do IBGE mostrou também que a taxa de informalidade ficou em 37,2% da população ocupada, o equivalente a 38,1 milhões de trabalhadores informais. O indicador ficou abaixo dos 37,5% registrados no trimestre encerrado em janeiro de 2026 e também inferior aos 38% observados no mesmo período de 2025.
Segundo a coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy, o aumento da desocupação no trimestre móvel está relacionado principalmente ao comportamento sazonal de atividades econômicas, especialmente nos setores de comércio e serviços pessoais.
De acordo com a pesquisadora, essas áreas registraram aquecimento no fim de 2025, mas não mantiveram parte dos trabalhadores contratados após o período de maior demanda. Ainda assim, ela destacou que o mercado de trabalho segue em patamar elevado quando comparado a anos anteriores da série histórica.
Sazonalidade influencia resultado da pesquisa
Para o IBGE, o desempenho do mercado de trabalho demonstra que, mesmo diante da elevação sazonal da desocupação, a geração de emprego e renda continua sustentada no país. O instituto ressaltou que os indicadores permanecem em níveis considerados favoráveis em comparação aos resultados registrados em anos anteriores.
O comportamento sazonal costuma impactar setores ligados ao consumo de fim de ano e atividades temporárias, o que influencia diretamente as contratações e desligamentos nos primeiros meses do ano. Esse movimento é monitorado trimestralmente pela PNAD Contínua.
A divulgação dos dados ocorre em meio às discussões sobre crescimento econômico, geração de empregos formais e manutenção da renda da população. Os números também servem de referência para análises sobre inflação, consumo e desempenho da atividade econômica no país.
*Com informações da Agência Brasil.








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