Feira de Santana registra 64 casos de violência sexual contra crianças e adolescentes em 2026; Maioria das ocorrências é de abuso sexual

O município de Feira de Santana registrou 64 casos de violência sexual contra crianças e adolescentes entre janeiro e abril de 2026, segundo dados do Conselho Tutelar. Do total de notificações, 60 casos correspondem a abuso sexual e outros quatro envolvem exploração sexual infantojuvenil.

Os números reforçam o alerta para a necessidade de ampliação das ações de prevenção, acolhimento às vítimas e incentivo às denúncias, envolvendo órgãos de proteção, forças de segurança e a rede de assistência social.

As ocorrências foram divulgadas durante o período do Maio Laranja, campanha nacional voltada ao combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes, que promove atividades de conscientização e mobilização social em todo o país.

Campanha Maio Laranja amplia ações de conscientização

O enfrentamento à violência sexual infantojuvenil envolve ações integradas entre instituições municipais, estaduais e organizações da sociedade civil. Entre as medidas adotadas estão campanhas educativas, atendimento psicossocial, mecanismos de proteção e orientação à população sobre os canais de denúncia.

Durante o Maio Laranja, as ações de conscientização ganham reforço por meio de mobilizações públicas, palestras, atividades educativas e campanhas informativas voltadas à proteção integral de crianças e adolescentes.

A campanha também busca ampliar o conhecimento da população sobre sinais de violência, formas de prevenção e importância da denúncia em casos de suspeita ou confirmação de abuso e exploração sexual.

CMDCA destaca necessidade de mobilização coletiva

O vice-presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), Caíque Barreto, afirmou que os dados demonstram uma realidade que exige atenção contínua do poder público e da sociedade.

Segundo Caíque Barreto, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social atua em parceria com o Conselho Tutelar e o CMDCA no recebimento de denúncias sigilosas por meio do Disque 100, além de desenvolver ações de abordagem social e acompanhamento das vítimas.

Ele ressaltou que cada caso representa uma violação de direitos e reforçou a importância da atuação conjunta entre famílias, instituições públicas, comunidade e órgãos de proteção para o enfrentamento contínuo da violência sexual contra crianças e adolescentes.

Denúncias podem ser feitas de forma anônima

Casos de abuso ou exploração sexual contra crianças e adolescentes podem ser denunciados de forma anônima por meio do Disque 100, canal nacional de denúncias de violações de direitos humanos.

As denúncias também podem ser encaminhadas aos órgãos da rede de proteção, ao Conselho Tutelar e às forças de segurança pública responsáveis pela apuração das ocorrências.

Os órgãos de proteção reforçam que a denúncia é considerada uma das principais ferramentas para interromper situações de violência e garantir o encaminhamento das vítimas aos serviços de acolhimento e assistência.


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