A Feira da Estação Nova, em Feira de Santana, recebeu no domingo (17/05/2026) a segunda intervenção cultural do projeto “Vozes da Feira – Festival de Literatura Oral”, iniciativa voltada à valorização da cultura popular e da oralidade nas feiras livres do município. O evento reuniu artistas de diferentes linguagens artísticas e promoveu apresentações de poesia, música, teatro, contação de histórias e improviso. A próxima edição do festival está programada para o domingo (24/05/2026), no bairro Tomba.
A programação ocorreu ao longo da manhã e contou com a participação de feirantes, comerciantes e frequentadores da feira. As atividades buscaram aproximar o público das manifestações culturais ligadas à tradição popular nordestina e às experiências cotidianas das feiras livres.
Entre as atrações, o cordelista Domingos Santeiro apresentou poesias, repentes, contos e canções inspirados no universo popular nordestino. A narradora Daniela Landin levou ao público o espetáculo “Vozes da Natureza”, baseado em contos indígenas e reflexões sobre a relação entre ser humano e meio ambiente.
Grupo teatral e manifestações urbanas integraram a programação
O grupo Grupo Cordel participou da programação com o espetáculo “A Cidade da Rua Direita”, reunindo histórias inspiradas em Feira de Santana. Durante a apresentação, o integrante Lion Guimarães destacou a importância de levar o teatro para espaços populares e ampliar o acesso do público às manifestações culturais.
A poeta, atriz e influenciadora baiana Luma Luz apresentou poemas relacionados à ancestralidade, ao combate ao racismo e à violência contra mulheres e crianças. Já o coletivo Batalha do Portal promoveu uma batalha temática adaptada ao ambiente do festival, aproximando o hip-hop das demais expressões da oralidade presentes na programação.
A professora Maria Claudia do Carmo relatou que soube da programação pelas redes sociais e decidiu participar do evento ao lado da mãe, Maria da Conceição, frequentadora da feira. Segundo ela, iniciativas culturais nas feiras livres contribuem para preservar tradições ligadas à literatura oral e às manifestações populares historicamente presentes nesses espaços.
Organização destaca interação do público nas feiras livres
Idealizador e produtor do projeto, Gustavo Erick afirmou que o festival se transforma a partir da interação com cada território visitado. Segundo ele, as apresentações ganham novos elementos conforme o contato entre artistas e público, reforçando o caráter dinâmico da oralidade.
O feirante João Pereira, que acompanhou as atividades próximo ao espaço das apresentações, avaliou que a programação cultural também contribuiu para o movimento comercial da feira durante o período do evento.
O projeto foi contemplado pelos editais da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura na Bahia, com recursos do Governo Federal repassados pelo Ministério da Cultura e executados pelo Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado. O festival também recebe apoio da Secretaria Municipal de Agricultura.
Concurso cultural vai premiar vídeos sobre feiras livres
Além das apresentações presenciais, o festival promove o concurso cultural digital “Minha história com a Feira”, divulgado no perfil oficial do projeto no Instagram. A iniciativa prevê premiação para vídeos autorais de até três minutos com resenhas, comentários sobre livros e contos, além de relatos pessoais relacionados às feiras livres.
Os vídeos selecionados serão publicados no perfil oficial do festival. Na categoria Resenha Literária, os prêmios serão de R$ 1 mil para o primeiro colocado e R$ 700 para o segundo lugar. Na categoria Relato Narrativo, o vencedor receberá R$ 500. O pagamento será realizado via PIX.
As inscrições permanecem abertas e o edital completo está disponível no perfil oficial do festival nas redes sociais.









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