O ex-goleiro Bruno Fernandes das Dores de Souza foi preso na quinta-feira (07/05/2026) em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos, no estado do Rio de Janeiro. A prisão ocorreu após cumprimento de mandado expedido pela Justiça por descumprimento das condições da liberdade condicional.
A ação foi realizada por equipes da Secretaria de Estado de Polícia Militar do Rio de Janeiro, que localizaram o ex-atleta na Rua A, sem número, no município. Após a abordagem, ele foi conduzido à 125ª Delegacia de Polícia, onde foi formalizado o cumprimento do mandado de prisão.
Segundo a corporação, o ex-goleiro não apresentou resistência durante a operação e foi encaminhado às autoridades policiais para os procedimentos legais.
A Justiça havia considerado Bruno foragido desde o dia 11 de março de 2026, após a ausência de apresentação e o descumprimento das regras impostas pela liberdade condicional.
Justiça determinou retorno ao regime semiaberto após violação de condições
De acordo com decisão da Vara de Execuções Penais, o ex-goleiro teria deixado de cumprir exigências impostas pelo regime de liberdade condicional, incluindo a proibição de saída do estado do Rio de Janeiro sem autorização judicial.
Com a constatação do descumprimento, a Justiça determinou a revogação do benefício e o retorno ao sistema prisional, em regime semiaberto.
A Polícia Militar informou que a operação de localização foi realizada após monitoramento e cumprimento de ordem judicial vigente, que determinava a prisão do condenado.
O caso segue sob responsabilidade do sistema de execução penal do estado, que deverá definir os próximos encaminhamentos legais.
Condenação de 2013 envolve homicídio e ocultação de cadáver
Em 2013, Bruno Fernandes foi condenado a 23 anos de prisão pelo assassinato de Eliza Samudio, sua ex-namorada. A sentença incluiu os crimes de homicídio triplamente qualificado, sequestro e ocultação de cadáver.
Eliza Samudio desapareceu em junho de 2010. O processo judicial apontou a participação de diferentes envolvidos na ação criminosa, resultando em condenação no Tribunal do Júri.
Desde então, o caso permanece entre os processos criminais de maior repercussão no sistema judiciário brasileiro, com sucessivas fases de execução penal e progressão de regime.
As autoridades não divulgaram informações adicionais sobre possíveis novas medidas judiciais relacionadas ao caso após a prisão desta quinta-feira.
*Com informações da Agência Brasil.











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