O leilão da parceria público-privada (PPP) do novo Hospital Municipal de Feira de Santana será realizado nesta sexta-feira (15/05/2026), a partir das 14h, na Bolsa de Valores de São Paulo (B3), com transmissão ao vivo pelos canais oficiais da Prefeitura. A concessão administrativa terá duração de 22 anos, volume estimado de R$ 1,88 bilhão e definirá a empresa ou consórcio responsável pela implantação da estrutura hospitalar e pela gestão dos serviços operacionais de apoio. O prefeito José Ronaldo de Carvalho acompanha presencialmente, em São Paulo, as etapas do certame.
A Prefeitura de Feira de Santana informou que a sessão pública do leilão será reproduzida ao vivo pelo site oficial do município, pelo canal da Prefeitura no YouTube e pela TV Feira. A medida amplia o acesso da população ao acompanhamento do processo licitatório, considerado uma das principais iniciativas da atual gestão na área de saúde pública.
A realização do leilão na B3 insere o projeto em um ambiente institucional utilizado para concessões, privatizações e parcerias público-privadas de grande porte no Brasil. A escolha da bolsa busca conferir maior formalidade, publicidade e segurança procedimental à disputa entre empresas ou consórcios interessados.
O certame será definido pelo critério de menor valor global apresentado. Segundo o modelo informado pelo município, vence a proposta que representar a alternativa economicamente mais vantajosa para os cofres públicos, respeitados os requisitos técnicos, operacionais e contratuais previstos no edital.
PPP terá duração de 22 anos e prevê R$ 1,88 bilhão em recursos
A parceria público-privada do Hospital Municipal terá vigência de 22 anos e movimentará um volume estimado de R$ 1,88 bilhão ao longo do contrato. O projeto prevê investimentos em implantação, operação estrutural, manutenção e reinvestimentos futuros, dentro das obrigações assumidas pela concessionária vencedora.
Do valor total projetado, aproximadamente R$ 286,2 milhões serão destinados à implantação da unidade hospitalar e a reinvestimentos posteriores. A previsão é que R$ 161,6 milhões sejam aplicados nos dois primeiros anos do contrato, etapa considerada decisiva para acelerar a execução das obras e viabilizar a entrada em funcionamento da estrutura.
O desenho financeiro do projeto foi estruturado para distribuir obrigações ao longo da concessão, combinando investimento inicial, operação continuada e metas de desempenho. Conforme informações atribuídas à assessoria da FAESP, responsável por prestar suporte técnico ao município no processo, os parâmetros financeiros foram submetidos a validação para tornar a concessão atrativa ao mercado.
Modelo separa assistência à população e gestão da infraestrutura
O modelo adotado pela Prefeitura estabelece uma distinção entre os serviços assistenciais de saúde e a gestão da infraestrutura hospitalar. A assistência direta à população permanecerá sob responsabilidade do poder público, enquanto a concessionária ficará encarregada da construção da unidade e da administração de áreas operacionais.
Entre os serviços previstos sob responsabilidade da empresa vencedora estão atividades de apoio como manutenção, segurança, lavanderia, logística e suporte estrutural. A proposta é utilizar a capacidade técnica e gerencial da iniciativa privada na operação da infraestrutura, preservando ao município a condução da política pública de saúde.
De acordo com a administração municipal, a estratégia busca permitir que a Prefeitura concentre esforços na organização da assistência, no atendimento aos usuários e na definição das diretrizes públicas do hospital. Ao mesmo tempo, a concessionária assumirá obrigações contratuais relacionadas à qualidade, funcionamento e conservação da estrutura física e operacional.
José Ronaldo acompanha leilão presencialmente em São Paulo
O prefeito José Ronaldo de Carvalho acompanha presencialmente, em São Paulo, as etapas do leilão realizado na B3. A presença do chefe do Executivo municipal reforça o peso político e administrativo atribuído ao projeto, que integra a agenda de ampliação da infraestrutura de saúde em Feira de Santana.
A construção de um novo Hospital Municipal representa uma medida de impacto direto sobre a rede pública local, especialmente em uma cidade com papel regional no atendimento de pacientes de Feira de Santana e de municípios vizinhos. Por sua localização estratégica, o município concentra forte demanda por serviços de saúde, o que amplia a relevância do equipamento.
A PPP, nesse contexto, é apresentada pela Prefeitura como alternativa para acelerar investimentos e organizar a implantação da unidade hospitalar sem concentrar todos os custos iniciais diretamente no orçamento municipal. O formato, no entanto, exige fiscalização rigorosa, transparência contratual e acompanhamento permanente dos indicadores de desempenho.
Principais pontos da PPP do Hospital Municipal
Entre os dados centrais do projeto estão:
- Leilão: sexta-feira, 15/05/2026, a partir das 14h;
- Local: Bolsa de Valores de São Paulo, a B3;
- Modelo: concessão administrativa em regime de parceria público-privada;
- Prazo contratual: 22 anos;
- Valor estimado: R$ 1,88 bilhão;
- Investimento em implantação e reinvestimentos: cerca de R$ 286,2 milhões;
- Aplicação prevista nos dois primeiros anos: R$ 161,6 milhões;
- Critério de julgamento: menor valor global apresentado;
- Responsabilidade da concessionária: construção, manutenção, segurança, lavanderia, logística e serviços de suporte;
- Responsabilidade do poder público: assistência direta à população e condução da política de saúde.








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