Leilão na B3 com prefeito José Ronaldo define consórcio para novo Hospital Municipal de Feira de Santana

Feira de Santana, quinta-feira (14/05/2026) — A Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, sediará nesta sexta-feira (15/05/2026), às 14h, o leilão da concessão administrativa que definirá a empresa ou consórcio responsável pela construção, manutenção e gestão não assistencial do novo Hospital Municipal de Feira de Santana. O prefeito José Ronaldo de Carvalho está em São Paulo para acompanhar pessoalmente o processo, considerado pela gestão municipal uma das principais iniciativas estruturantes para ampliar a capacidade da rede pública de saúde do município.

B3 sediará certame para escolha da concessionária

O leilão será realizado na sede da B3, na capital paulista, e seguirá o critério de menor preço global. Pela modelagem apresentada, vencerá a disputa a proposta considerada mais vantajosa para o município dentro das condições previstas no edital da concessão administrativa.

O contrato terá vigência de 22 anos e valor global estimado em R$ 1.881.936.896,23. A parceria público-privada prevê a transferência à concessionária de responsabilidades ligadas à infraestrutura hospitalar e aos serviços de apoio, preservando sob responsabilidade do poder público a condução da política assistencial e do atendimento médico à população.

A presença do prefeito José Ronaldo em São Paulo reforça o peso político e administrativo atribuído ao projeto. O novo hospital é apresentado pela Prefeitura como uma resposta à demanda crescente por serviços de saúde em Feira de Santana, município que exerce papel regional estratégico e recebe pacientes de diversas cidades do interior baiano.

Contrato prevê R$ 286,2 milhões em investimentos estruturais

Do valor global da concessão, R$ 286,2 milhões serão destinados a investimentos estruturais e reinvestimentos futuros. A maior parcela será concentrada no início do contrato: R$ 161,6 milhões devem ser aplicados nos dois primeiros anos para viabilizar a construção e acelerar a implantação da unidade hospitalar.

A concentração dos aportes na fase inicial tem como objetivo reduzir o prazo entre a assinatura do contrato e a entrega da estrutura física. Essa etapa será decisiva para transformar o projeto em capacidade efetiva de atendimento, já que a construção do hospital depende de planejamento de engenharia, aquisição de equipamentos, instalação de sistemas operacionais e adequação aos padrões técnicos exigidos para unidades de saúde de grande porte.

A concessão administrativa também prevê reinvestimentos ao longo da vigência contratual, mecanismo necessário para preservar a qualidade da infraestrutura, atualizar sistemas e manter a unidade em funcionamento regular durante as mais de duas décadas de parceria.

Modelo separa atendimento médico de serviços de infraestrutura

A modelagem da parceria público-privada estabelece uma separação entre a gestão clínica e a gestão da infraestrutura física e operacional. A concessionária vencedora ficará responsável pela construção do hospital e por atividades não assistenciais, como manutenção predial, segurança, lavanderia, logística hospitalar e serviços de apoio.

Com isso, a Prefeitura pretende concentrar sua atuação no atendimento médico e na organização da assistência à saúde. A lógica do modelo é reduzir o peso de atividades operacionais sobre a administração pública, transferindo à iniciativa privada obrigações de execução, manutenção e suporte técnico.

Essa estrutura é comum em concessões administrativas voltadas a equipamentos públicos complexos. No caso de hospitais, o ponto central é assegurar que a gestão privada da infraestrutura não substitua a responsabilidade pública pela assistência, mas funcione como suporte para melhorar a continuidade e a eficiência dos serviços prestados.

FAESP afirma que valores foram validados para atrair investidores

Segundo a assessoria da FAESP, entidade que atua no suporte à Prefeitura de Feira de Santana durante o leilão, os valores previstos no contrato foram validados para garantir atratividade a grandes investidores e segurança ao processo de concorrência.

A estrutura financeira da concessão busca equilibrar o interesse público com a viabilidade econômica do empreendimento. Para o município, o desafio é obter uma proposta competitiva sem comprometer a qualidade da obra, a manutenção futura e a regularidade dos serviços de apoio hospitalar.

A definição do consórcio vencedor será acompanhada por veículos de imprensa de forma presencial e remota. Jornalistas interessados em comparecer à sede da B3 devem realizar credenciamento prévio junto à assessoria da Bolsa. O público geral e correspondentes regionais poderão acompanhar o leilão por transmissão ao vivo no canal digital da TV B3.

Novo hospital é aposta para reorganizar a rede municipal de saúde

O novo Hospital Municipal representa uma aposta da gestão de José Ronaldo na ampliação da infraestrutura pública de saúde de Feira de Santana. A cidade, por sua posição geográfica e peso econômico no interior da Bahia, tem demanda superior à de um município isolado, pois funciona como polo regional para diferentes serviços públicos.

A implantação de uma nova unidade hospitalar pode contribuir para desafogar outros equipamentos da rede, melhorar fluxos de atendimento e ampliar a capacidade de resposta do município em áreas de média e alta complexidade, a depender da configuração final dos serviços assistenciais.

A efetividade do projeto, no entanto, dependerá de fatores que vão além do leilão. Entre eles estão a fiscalização do contrato, o cumprimento dos prazos, a qualidade da construção, a contratação de profissionais de saúde, o financiamento do custeio assistencial e a integração da nova unidade com a rede municipal e regional.

Pontos centrais da concessão

  • Local do leilão: B3, em São Paulo
  • Data e horário: sexta-feira, 15/05/2026, às 14h
  • Objeto: construção, manutenção e gestão não assistencial do novo Hospital Municipal
  • Critério de julgamento: menor preço global
  • Valor total do contrato: R$ 1.881.936.896,23
  • Prazo de vigência: 22 anos
  • Investimentos previstos: R$ 286,2 milhões
  • Aportes nos dois primeiros anos: R$ 161,6 milhões
  • Responsabilidade da concessionária: infraestrutura, manutenção, segurança, lavanderia e logística hospitalar
  • Responsabilidade do poder público: atendimento médico e gestão assistencial

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