A Polícia Federal e a Receita Federal deflagraram nesta terça-feira (12/05/2026), em Salvador, a Operação Putridium Malum 6, voltada ao combate a suspeitas de descaminho e lavagem de dinheiro relacionadas ao comércio ilegal de produtos eletrônicos. A ação cumpriu cinco mandados de busca e apreensão, expedidos pela 17ª Vara da Justiça Federal na capital baiana, no âmbito de investigação que apura a atuação de empresas instaladas em um mesmo espaço físico e suspeitas de vender mercadorias introduzidas clandestinamente no país, sem o pagamento dos tributos devidos. Segundo a investigação, em aproximadamente 18 meses, o investigado teria movimentado cerca de R$ 16,2 milhões.
Operação mira comércio ilegal de eletrônicos em Salvador
A Operação Putridium Malum 6 foi realizada de forma conjunta pela Polícia Federal e pela Receita Federal, órgãos responsáveis, respectivamente, pela investigação criminal e pela fiscalização aduaneira e tributária. A ação teve como foco o combate à entrada irregular de produtos eletrônicos no Brasil e à possível ocultação da origem dos valores movimentados.
De acordo com as informações oficiais, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão na cidade de Salvador. As medidas foram autorizadas pela 17ª Vara da Justiça Federal, o que indica que a investigação tramita na esfera federal, em razão da natureza dos crimes apurados.
O caso envolve suspeitas de comercialização de mercadorias estrangeiras sem a devida regularização fiscal. Esse tipo de prática, quando confirmado pelas autoridades, pode configurar descaminho, crime associado à importação ou comercialização de bens sem o recolhimento dos tributos exigidos pela legislação brasileira.
Empresas funcionariam no mesmo espaço físico
A investigação aponta que várias empresas funcionavam em um mesmo espaço físico, estrutura que teria sido utilizada para a venda de produtos eletrônicos introduzidos de forma clandestina no país. A suspeita central é de que as mercadorias tenham ingressado no território nacional sem o pagamento dos impostos devidos.
A apuração também indica que, em um período aproximado de 18 meses, o investigado teria movimentado cerca de R$ 16,2 milhões. O valor é um dos principais elementos econômicos mencionados no release oficial e reforça a dimensão financeira da investigação.
A concentração de empresas em um mesmo endereço, quando associada a movimentação financeira expressiva e comércio de produtos sem regularização tributária, tende a ser analisada pelas autoridades como possível mecanismo de organização operacional ou financeira. No entanto, a responsabilização criminal depende do avanço da investigação, da análise dos materiais apreendidos e da eventual comprovação das condutas atribuídas aos investigados.
Investigados podem responder por descaminho e lavagem de dinheiro
Segundo a Polícia Federal, os investigados podem responder pelos crimes de descaminho e lavagem de dinheiro. O descaminho está relacionado à entrada ou comercialização de mercadorias estrangeiras sem o pagamento dos tributos cabíveis. Já a lavagem de dinheiro envolve, em linhas gerais, a tentativa de ocultar ou dissimular a origem, movimentação, propriedade ou destino de recursos obtidos de forma ilícita.
A atuação conjunta da PF e da Receita Federal é comum em investigações que combinam suspeitas de irregularidades aduaneiras, sonegação tributária e movimentações financeiras incompatíveis com a atividade declarada. Nesses casos, os documentos, equipamentos, registros contábeis e dados apreendidos durante as buscas podem ser decisivos para a reconstrução do fluxo de mercadorias e valores.
Até o momento, o material divulgado não informa nomes dos investigados, identificação das empresas, quantidade de produtos apreendidos nem eventual pedido de prisão. A operação, portanto, está centrada no cumprimento de medidas de busca e apreensão e na coleta de elementos para subsidiar a continuidade da investigação.
Relevância econômica e fiscal da investigação
O combate ao descaminho tem impacto direto sobre a arrecadação tributária, a concorrência empresarial e a segurança do consumidor. A venda de eletrônicos sem regularização fiscal pode prejudicar empresas que atuam dentro das normas legais, reduzir receitas públicas e ampliar a circulação de produtos sem controle adequado de origem.
Além do aspecto fiscal, investigações desse tipo também buscam identificar se a movimentação financeira decorrente da atividade irregular foi inserida no sistema econômico com aparência de legalidade. É nesse ponto que surge a hipótese de lavagem de dinheiro, cuja apuração exige análise detalhada de contas, documentos empresariais, notas fiscais, registros bancários e vínculos societários.
No caso da Operação Putridium Malum 6, o dado mais expressivo divulgado é a movimentação estimada em R$ 16,2 milhões ao longo de cerca de um ano e meio. Esse volume financeiro, se confirmado no curso da investigação, pode indicar uma estrutura comercial de alcance relevante no mercado local de eletrônicos.
Operação integra atuação federal contra crimes tributários
A deflagração da operação em Salvador reforça a atuação das instituições federais no enfrentamento de crimes que afetam a ordem tributária e o controle aduaneiro. A presença da Receita Federal no caso indica que a apuração envolve não apenas a origem das mercadorias, mas também a regularidade fiscal das operações comerciais.
A Polícia Federal, por sua vez, atua na dimensão criminal da investigação, incluindo a apuração de eventual organização das atividades, identificação dos responsáveis e rastreamento de valores. A cooperação entre os dois órgãos é relevante em casos nos quais o crime econômico depende de análise documental, fiscal e financeira.
A partir dos materiais apreendidos, os investigadores poderão verificar a existência de notas fiscais, registros de importação, documentos societários, equipamentos eletrônicos, movimentações bancárias e outros elementos capazes de confirmar ou afastar as suspeitas inicialmente levantadas.











Deixe um comentário