Nesta quinta-feira (21/05/2026), a Bahia acompanha o avanço do processo de licitação para a pavimentação de 39,3 quilômetros da BA-245, no trecho entre o entroncamento da BA-142, em Mucugê, e o distrito de Nova Colina, em Boninal, na Chapada Diamantina. A obra, conduzida pelo Governo da Bahi0, sob a liderança do governador Jerônimo, por meio da Secretaria de Infraestrutura do Estado (Seinfra), tem investimento previsto de R$ 46,2 milhões e deve ampliar a integração rodoviária entre Mucugê, Boninal e Seabra, reduzindo distâncias, melhorando o acesso turístico e favorecendo o transporte da produção agrícola regional. A abertura das propostas das empresas interessadas está prevista para 03/06/2026, conforme comunicado oficial do governo estadual.
Pavimentação da BA-245 deve encurtar ligação entre Mucugê e Seabra
A pavimentação do trecho da BA-245 entre Mucugê e Nova Colina é considerada estratégica para a reorganização da malha rodoviária da Chapada Diamantina. Atualmente, o deslocamento entre Mucugê e Seabra exige percurso mais longo, com passagem pela BA-142 até o entroncamento da BR-242 e posterior deslocamento até Seabra.
Pela rota atual, a viagem soma aproximadamente 188 quilômetros: são 99 quilômetros de Mucugê até o entroncamento da BR-242 e mais 89 quilômetros até Seabra. Com a pavimentação da BA-245, o trajeto poderá ser feito por Mucugê, Boninal e BR-242, totalizando cerca de 131 quilômetros até Seabra.
A redução estimada é de 57 quilômetros, o que representa impacto direto sobre o tempo de viagem, os custos de transporte e a integração entre municípios da região. Em áreas de forte atividade turística e agrícola, a melhoria da infraestrutura rodoviária tende a produzir efeitos sobre circulação de visitantes, logística produtiva, acesso a serviços e dinamização econômica.
Obra integra segunda etapa da ligação entre Nova Colina, Boninal e Mucugê
A intervenção prevista corresponde à segunda etapa da obra da BA-245. A primeira etapa, entre o distrito de Nova Colina e a sede de Boninal, foi concluída no segundo semestre de 2023, deixando asfaltado o trecho inicial da ligação regional.
Segundo o secretário estadual de Infraestrutura, Saulo Pontes, a nova etapa deve facilitar o deslocamento entre as rodovias BA-142 e BA-148 e reduzir o tempo de viagem entre Mucugê e Nova Colina de cerca de 1 hora para até 30 minutos. A informação foi divulgada pelo governo estadual ao detalhar o processo licitatório da obra.
A licitação foi iniciada com a publicação do aviso no Diário Oficial do Estado (DOE) do sábado 16/05/2026. A próxima fase será a abertura das propostas, marcada para 03/06/2026, quando serão conhecidas as empresas interessadas na execução dos serviços.
Municípios beneficiados incluem Mucugê, Boninal, Seabra, Abaíra, Rio de Contas e Piatã
A pavimentação da BA-245 deve beneficiar diretamente os municípios de Mucugê, Boninal, Seabra, Abaíra, Rio de Contas e Piatã. O alcance regional da obra decorre da função da rodovia como eixo de ligação entre áreas turísticas, zonas agrícolas e corredores de acesso à BR-242.
Na prática, a nova infraestrutura deve melhorar a circulação entre localidades da Chapada Diamantina que dependem de estradas estaduais para integração econômica. A região reúne atividades ligadas ao turismo, à agricultura, ao comércio local e aos serviços públicos, o que torna a qualidade da malha viária um fator decisivo para o desenvolvimento territorial.
A obra também tem relevância para o transporte da produção agrícola. Em regiões interioranas, rodovias pavimentadas reduzem desgaste de veículos, encurtam deslocamentos e diminuem entraves logísticos, especialmente para produtores que dependem de acesso regular a centros consumidores e rotas de escoamento.
Acesso turístico ao Vale do Pati deve ser favorecido
Além da função logística, a pavimentação da BA-245 deve melhorar o acesso a áreas turísticas da Chapada Diamantina, entre elas o Vale do Pati, em Mucugê. O destino é uma das principais referências do ecoturismo baiano e depende de boas conexões rodoviárias para receber visitantes com segurança e previsibilidade.
Atualmente, uma das rotas utilizadas exige passagem pela BR-330 até o distrito de Guiné, em trecho com revestimento primário. Com a pavimentação da BA-245, a alternativa indicada será seguir pela BA-148 até o entroncamento da BA-144 e, depois, até Guiné, melhorando a conexão com o Vale do Pati.
O impacto turístico da obra pode ultrapassar o deslocamento em si. Estradas melhores costumam ampliar a permanência de visitantes, facilitar roteiros integrados e estimular pequenos empreendimentos locais, como hospedagens, restaurantes, guias, transporte turístico e serviços de apoio.
Jaborandi também terá licitação para construção de duas pontes
Além da BA-245, o Governo da Bahia iniciou licitação para a construção de duas pontes em Jaborandi, município localizado na região da Bacia do Rio Corrente. As estruturas serão implantadas sobre os rios Formoso e Arrojado, com objetivo de melhorar a mobilidade local.
A ponte sobre o Rio Formoso terá 80 metros de extensão e fará a ligação entre o acesso à BA-172 e o distrito de Jenipapo. Já a ponte sobre o Rio Arrojado terá 60 metros de extensão e ficará localizada entre o acesso à BR-349 e o distrito de Baraúna.
A abertura das propostas para as obras em Jaborandi está prevista para 10/06/2026. Embora se trate de intervenção em outra região, o anúncio reforça a estratégia estadual de ampliar a infraestrutura viária em áreas onde estradas e pontes têm papel essencial para a mobilidade cotidiana e para o funcionamento da economia local.
Infraestrutura rodoviária e desenvolvimento regional
A pavimentação da BA-245 se insere em uma agenda tradicional de infraestrutura pública: integrar municípios, reduzir isolamento e criar condições materiais para circulação de pessoas, mercadorias e serviços. Em regiões de relevo complexo e forte vocação turística, como a Chapada Diamantina, a ausência de pavimentação adequada limita o aproveitamento econômico de ativos naturais e culturais.
A obra também evidencia a importância de políticas de Estado voltadas à manutenção e expansão da malha rodoviária. Sem estradas em boas condições, programas de turismo, agricultura, saúde, educação e segurança pública enfrentam obstáculos práticos. A infraestrutura, nesse sentido, não é apenas uma pauta de engenharia, mas uma base objetiva para desenvolvimento regional.
Para municípios como Mucugê, Boninal e Seabra, a nova ligação pode fortalecer a conectividade interna da Chapada Diamantina e aproximar áreas produtoras, polos turísticos e corredores logísticos. O resultado dependerá, porém, da execução efetiva da obra, do cumprimento do cronograma e da manutenção posterior da rodovia.








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