A Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Bahia (SDE) apresentou, na segunda-feira (04/05/2026), um panorama das potencialidades econômicas do estado a uma delegação da União Europeia, durante agenda realizada no SENAI CIMATEC, em Salvador. O encontro integrou a programação do Programa “Conhecendo a Indústria”, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), com apoio da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), e teve como foco a atração de investimentos, a inovação, a sustentabilidade, a economia de baixo carbono e as oportunidades de cooperação internacional.
Agenda aproximou Bahia de representantes comerciais da União Europeia
A reunião reuniu representantes da União Europeia no Brasil, do Banco Europeu de Investimento e de embaixadas e consulados de países do bloco europeu, incluindo Espanha, França, Irlanda, Luxemburgo, Países Baixos, Alemanha, Portugal, Áustria, Finlândia, Bélgica e Lituânia.
A programação, prevista para seguir até quarta-feira (06/05/2026), busca oferecer à comitiva uma visão técnica sobre o ambiente produtivo baiano, com ênfase em setores considerados estratégicos para a cooperação econômica entre a Bahia e países europeus.
O encontro também contou com a participação do Ministério das Relações Exteriores em Salvador e da ApexBrasil, reforçando o caráter institucional da agenda e a tentativa de articular interesses industriais, diplomáticos e comerciais em torno de novas oportunidades de investimento.
SDE destaca papel do estado na atração de novos negócios
Durante a apresentação, a SDE ressaltou o papel da Bahia como polo de atração de novos negócios, com atuação voltada ao apoio a empresas interessadas em se instalar no estado, à avaliação de incentivos e à promoção do desenvolvimento regional.
O superintendente de Atração de Investimentos e Fomento ao Desenvolvimento Econômico da SDE, Luciano Giudice, afirmou que a secretaria atua como porta de entrada para novos investimentos na Bahia, acompanhando empresas interessadas no estado e analisando mecanismos que possam tornar projetos economicamente viáveis.
Segundo Giudice, uma das diretrizes da política estadual de desenvolvimento econômico é a interiorização dos investimentos, com distritos industriais distribuídos em diferentes regiões baianas. A estratégia, de acordo com a SDE, busca ampliar oportunidades produtivas fora da capital e fortalecer a integração econômica do território estadual.
Comércio exterior da Bahia foi apresentado como ativo estratégico
A SDE também destacou o desempenho da Bahia no comércio exterior. Conforme informado durante o encontro, o estado responde por 46% das exportações do Nordeste e movimenta cerca de US$ 21 bilhões em comércio exterior.
Luciano Giudice afirmou que a eventual ampliação das relações comerciais entre União Europeia e Mercosul pode criar novas oportunidades para a Bahia, especialmente em setores vinculados à indústria, à sustentabilidade, à transição energética e à economia de baixo carbono.
“A Bahia responde por 46% das exportações do Nordeste e movimenta cerca de 21 bilhões de dólares em comércio exterior. A expectativa é que, com o avanço do acordo entre União Europeia e Mercosul, possamos ampliar ainda mais esses números e fortalecer a atração de investimentos para o estado”, declarou o superintendente.
Inovação, sustentabilidade e transição energética orientam cooperação
A agenda no SENAI CIMATEC teve como eixos principais a inovação tecnológica, a pesquisa aplicada, o desenvolvimento industrial, a sustentabilidade e a transição energética. Esses temas têm ocupado posição crescente nas relações econômicas internacionais, especialmente em negociações envolvendo blocos econômicos, bancos de desenvolvimento e cadeias produtivas globais.
No caso da Bahia, a apresentação buscou associar o potencial econômico do estado a áreas com capacidade de atração de capital estrangeiro e de cooperação técnica. Entre os temas de interesse estão projetos ligados à economia de baixo carbono, produção mineral, infraestrutura, energia, indústria e desenvolvimento regional.
A escolha do SENAI CIMATEC como local da agenda também reforçou a dimensão tecnológica do encontro, uma vez que a instituição é reconhecida como centro de formação, pesquisa, inovação e apoio à indústria.
BahiaInveste e CBPM também apresentaram oportunidades econômicas
Além da SDE, as potencialidades econômicas do estado foram apresentadas pelo diretor-presidente da BahiaInveste, Paulo Guimarães, e pelo presidente da Companhia Baiana de Produção Mineral (CBPM), Henrique Carballal.
A participação da BahiaInveste reforçou a dimensão financeira e institucional da agenda, especialmente no que se refere à estruturação de projetos capazes de atrair capital privado e internacional. Já a presença da CBPM indicou a relevância do setor mineral no conjunto de oportunidades econômicas apresentadas à delegação europeia.
A articulação entre SDE, BahiaInveste e CBPM sinaliza uma tentativa de apresentar a Bahia de forma integrada, reunindo política industrial, prospecção de investimentos, ativos minerais, infraestrutura produtiva e possibilidades de cooperação internacional.
Programa “Conhecendo a Indústria” busca ampliar conexões internacionais
O Programa “Conhecendo a Indústria”, promovido pela CNI com apoio da Fieb, tem como objetivo aproximar representantes estrangeiros do ambiente produtivo brasileiro. Na Bahia, a iniciativa foi direcionada à apresentação de setores econômicos com potencial de expansão e internacionalização.
A presença de adidos comerciais de embaixadas europeias no Brasil indica interesse em compreender oportunidades de negócios, cadeias produtivas locais e possibilidades de cooperação com empresas, instituições públicas e entidades industriais.
Para a Bahia, a agenda funciona como vitrine institucional. Ao reunir representantes diplomáticos, organismos financeiros, entidades industriais e órgãos estaduais, o encontro cria um ambiente favorável à prospecção de investimentos e à construção de parcerias de médio e longo prazo.
Principais pontos apresentados durante o encontro
Entre os temas destacados na agenda com a delegação da União Europeia, estiveram:
- Atração de investimentos estrangeiros para a Bahia;
- Interiorização do desenvolvimento econômico, com distritos industriais em diferentes regiões;
- Inovação, pesquisa e desenvolvimento como vetores de competitividade;
- Sustentabilidade e economia de baixo carbono;
- Transição energética e novas oportunidades industriais;
- Comércio exterior, com destaque para a participação baiana nas exportações nordestinas;
- Potencial mineral, industrial e logístico do estado;
- Possíveis impactos do avanço do acordo entre União Europeia e Mercosul.








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