Seagri entrega Centro de Comercialização de Animais em Remanso para fortalecer caprinocultura e ovinocultura no Norte da Bahia

Remanso, no Norte da Bahia, passou a contar no domingo (03/05/2026) com um Centro de Comercialização de Animais destinado a fortalecer a produção de caprinos e ovinos, ampliar as condições de negociação dos criadores e impulsionar a economia rural do município. O equipamento foi entregue por meio de convênio entre a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Seagri) e a Prefeitura Municipal, com investimento de aproximadamente R$ 230 mil, e integra um conjunto de ações do Governo do Estado voltadas ao desenvolvimento agropecuário local.

Centro de Comercialização de Animais fortalece cadeia produtiva no Norte baiano

A nova estrutura foi implantada para atender a uma demanda histórica dos produtores rurais de Remanso e da região. O município está inserido em uma área onde a caprinocultura e a ovinocultura têm importância econômica e social, especialmente para pequenos e médios criadores que dependem da comercialização de animais como fonte de renda.

O centro oferece um espaço adequado para exposição, manejo, avaliação e venda de animais, o que tende a melhorar as condições de negociação e reduzir obstáculos enfrentados pelos produtores em feiras e transações realizadas sem infraestrutura apropriada. A medida busca organizar a atividade, ampliar a segurança sanitária e favorecer a valorização dos rebanhos comercializados.

De acordo com a Seagri, o equipamento faz parte da política estadual de apoio ao setor agropecuário e tem como objetivo fortalecer a pecuária local, estimular a geração de renda e ampliar a autonomia dos produtores. A entrega também integra um pacote de investimentos do Governo do Estado destinado ao município de Remanso.

Estrutura conta com currais, embarcadouro, tatersal e balança

O Centro de Comercialização de Animais possui 32 currais, embarcadouro, área de acesso ao tatersal destinada à realização de leilões, além de bebedouros e cochos para o manejo dos animais. A infraestrutura foi projetada para permitir maior organização no recebimento, permanência, apresentação e saída dos rebanhos.

Outro elemento relevante é a instalação de uma balança com capacidade para até 1.500 quilos, equipamento que permite aferição mais precisa do peso dos animais. Esse recurso contribui para uma comercialização mais transparente, reduzindo margens de subjetividade nas negociações e favorecendo a valorização econômica dos lotes apresentados.

A estrutura também deve facilitar o acesso a animais com melhor padrão genético, uma vez que o ambiente adequado para exposição e leilões pode ampliar a circulação de criadores, compradores e fornecedores. Com isso, o centro passa a funcionar como ponto de articulação entre produção, mercado e melhoria gradual dos rebanhos.

Seagri destaca melhoria sanitária e comercialização direta

Representando a Seagri na entrega, a chefe de Gabinete, Jorgete Oliveira, afirmou que o centro tem papel estratégico no desenvolvimento rural. Segundo ela, a estrutura contribui para a melhoria das condições sanitárias, amplia as oportunidades de comercialização direta e fortalece a autonomia dos produtores.

A avaliação da secretaria é que a organização da comercialização em ambiente apropriado promove mais equidade e dinamismo econômico no campo, sobretudo em regiões onde a criação de caprinos e ovinos possui peso significativo na renda das famílias rurais.

A comercialização direta é um dos pontos centrais da iniciativa. Ao aproximar produtores e compradores em um espaço estruturado, o equipamento pode reduzir intermediações, melhorar a formação de preços e ampliar as chances de negócios em condições mais favoráveis para os criadores.

Governo da Bahia prevê expansão do modelo para outros municípios

A Seagri informou que o modelo será ampliado para outros municípios baianos. Já estão em andamento convênios para implantação de centros semelhantes em Nova Soure, Aporá e Casa Nova, cidades também ligadas à atividade agropecuária e com potencial para expansão das cadeias produtivas locais.

A expansão indica que o Governo do Estado pretende transformar os centros de comercialização em instrumentos de apoio à organização regional da pecuária. Em áreas dependentes da criação animal, equipamentos desse tipo podem funcionar como polos de negócios, assistência indireta à produção e estímulo à regularização das práticas comerciais.

No caso de Remanso, a entrega reforça a estratégia de interiorização dos investimentos agropecuários, com foco em infraestrutura, geração de renda e fortalecimento de cadeias produtivas tradicionais do semiárido baiano.

Impactos esperados na economia local

A implantação do Centro de Comercialização de Animais tende a gerar impactos diretos na economia local ao criar melhores condições para compra e venda de caprinos e ovinos. A expectativa é que o espaço atraia criadores, compradores, comerciantes e prestadores de serviços, movimentando setores associados à pecuária.

Entre os efeitos esperados estão o aumento da frequência de negociações, a melhoria da apresentação dos animais, o fortalecimento dos leilões e a ampliação da circulação econômica em torno da atividade rural. A estrutura também pode favorecer o planejamento dos produtores, uma vez que oferece ambiente mais previsível para comercialização.

Além disso, o centro contribui para reduzir gargalos históricos enfrentados por pequenos criadores, especialmente aqueles relacionados à falta de locais adequados para exposição, manejo e negociação dos animais. A presença de infraestrutura pública voltada à atividade produtiva representa um passo relevante para elevar a competitividade da pecuária regional.


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Carlos Augusto, diretor do Jornal Grande Bahia.
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