O senador Jaques Wagner (PT-BA) defendeu neste domingo (17/05/2026), em Serrinha, que a comparação entre gestões deve ser adotada pelos eleitores como critério de avaliação nas eleições de outubro. A declaração foi feita durante a plenária do Programa de Governo Participativo (PGP) no Território do Sisal, evento que reuniu lideranças políticas estaduais, entre elas o governador Jerônimo Rodrigues, o vice-governador Geraldo Júnior e o senador Otto Alencar. Em sua fala, Wagner afirmou que a população deve observar quais grupos políticos realizaram mais investimentos em áreas consideradas essenciais, como educação, saúde e infraestrutura, antes de decidir o voto.
Wagner associa escolha eleitoral à avaliação de entregas públicas
Durante o encontro, Jaques Wagner afirmou que o voto deve ser compreendido como um ato de responsabilidade democrática. Segundo o senador, a decisão tomada na urna expressa a direção que o eleitor deseja para os quatro anos seguintes e, por isso, deve ser orientada pela análise de resultados concretos.
“O ato de votar é sagrado na democracia. Quando apertamos os botões da urna, sinalizamos o que queremos para os próximos quatro anos. Então, qual é a melhor forma de não errar? É a gente comparar. Veja quem fez mais”, declarou Wagner.
Ao defender esse critério, o senador citou investimentos realizados pelo grupo político ao qual pertence na Bahia. Ele mencionou a existência de 700 escolas de tempo integral, 37 escolas técnicas e mais de 30 hospitais no interior, associando essas entregas a uma estratégia de interiorização de políticas públicas e ampliação de oportunidades.
Programa de Governo Participativo reúne lideranças no Território do Sisal
A plenária do PGP no Território do Sisal ocorreu em Serrinha e integrou a agenda política voltada à escuta de demandas regionais. O evento reuniu representantes do governo estadual, lideranças políticas e participantes locais, com o objetivo de discutir prioridades para o território e subsidiar a formulação de propostas de governo.
Segundo as informações apresentadas no encontro, o Território do Sisal recebeu mais de R$ 2,1 bilhões em investimentos estaduais desde 2007. Wagner utilizou esse dado para reforçar a importância de conectar demandas locais a programas públicos de maior alcance.
O senador também relembrou que reivindicações discutidas em edições anteriores do PGP foram incorporadas a ações governamentais. Como exemplo, citou o Hospital de Serrinha, que, segundo ele, teria surgido como demanda apresentada no PGP de 2022. “Quem sabe onde o sapato aperta é o dono do calo. O Hospital de Serrinha, por exemplo, saiu do PGP de 2022. Agora estamos começando a preparação do próximo governo de Jerônimo”, afirmou.
Discurso mira continuidade administrativa e mobilização eleitoral
Em sua fala, Wagner associou a dinâmica do PGP à construção de um programa de continuidade administrativa. O senador afirmou que a escuta popular deve orientar a preparação de um eventual novo ciclo de governo de Jerônimo Rodrigues.
O ex-governador também tratou das eleições de outubro ao mencionar sua confiança na vitória de Jerônimo e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em tom descontraído, fez referência à reputação que lhe é atribuída por aliados de acertar previsões eleitorais.
“Em todo PGP me pedem uma previsão, dizem que sou ‘bruxo’. Eu não sou nada disso, apenas acredito na força do trabalho. É por isso que estou seguro de que Jerônimo e Lula vão sair vitoriosos em outubro, por tudo o que vêm fazendo”, disse.
A declaração reforça o caráter político-eleitoral da agenda, embora o discurso tenha sido estruturado em torno da comparação entre realizações administrativas e da defesa de políticas públicas territorializadas.
Juventude também foi tema da agenda em Serrinha
A programação em Serrinha começou ainda no sábado, com a realização do Ato da Juventude. Na ocasião, Wagner destacou a necessidade de integração entre experiência política e participação das novas gerações.
Segundo o senador, a política deve combinar a trajetória de lideranças mais experientes com a energia e as expectativas dos jovens. “Inteligência, para mim, é a gente juntar a experiência do cabelo branco, que já apanhou e errou mais, com a energia dessa juventude”, declarou.
Wagner também afirmou que cabe aos governos estadual e federal criar condições para que os jovens tenham acesso a oportunidades em diferentes áreas profissionais, como cultura, medicina, engenharia e design gráfico. A mensagem buscou conectar a pauta da juventude ao debate sobre educação, formação técnica e inclusão social.
PGP busca transformar demandas locais em políticas públicas
O Programa de Governo Participativo foi apresentado como instrumento de escuta territorial e formulação de propostas. No caso do Território do Sisal, a agenda teve como eixo central a identificação de prioridades locais e sua possível transformação em investimentos, programas e obras públicas.
A defesa do PGP por Wagner se apoia na ideia de que políticas públicas devem partir de demandas concretas das comunidades. Ao afirmar que “quem sabe onde o sapato aperta é o dono do calo”, o senador procurou vincular participação popular, planejamento governamental e execução de investimentos.
Entre os temas citados direta ou indiretamente durante a agenda estiveram educação integral, ensino técnico, saúde regionalizada, infraestrutura e juventude. Esses elementos compõem a base do discurso político apresentado em Serrinha.








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