Uefs comemora 50 anos com congresso sobre futuro da universidade pública em Feira de Santana

A Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) inicia na segunda-feira (04/05/2026) o congresso comemorativo de seus 50 anos de história, com uma programação voltada à reflexão sobre o papel da universidade pública, os desafios da educação superior e as perspectivas de desenvolvimento social, educacional, político e territorial da região. O evento reunirá integrantes da comunidade acadêmica e do público externo até 07/05/2026, com conferência de abertura, grupos de trabalho, sessões de pôsteres, mesas redondas, atividades de memória institucional e apresentações culturais.

Congresso marca os 50 anos da Uefs com reflexão sobre passado, presente e futuro

A celebração do cinquentenário da Uefs será marcada por uma programação que ultrapassa o caráter comemorativo. A proposta central do congresso é promover um debate coletivo sobre a universidade que foi construída ao longo de cinco décadas e sobre os caminhos que a instituição poderá seguir diante dos desafios contemporâneos da educação superior pública.

Segundo a reitora da Uefs, professora Amali Mussi, a comemoração dos 50 anos representa o reconhecimento de uma trajetória formada por muitas contribuições ao longo do tempo. Ela afirmou que o congresso também funciona como uma convocação para que a comunidade acadêmica e a sociedade reflitam, em conjunto, sobre o futuro da universidade.

“Celebrar os 50 anos da Uefs é, antes de tudo, reconhecer a força de uma universidade construída por muitas mãos e muitos sonhos ao longo do tempo. Mas este não é apenas um momento de olhar para o que já realizamos, mas sim, uma convocação para pensarmos juntos o futuro que queremos construir”, declarou a reitora.

Comunidade interna e externa participam do debate institucional

A vice-reitora da Uefs e presidente da comissão organizadora do evento, professora Rita Brêda, destacou que o congresso tem como finalidade estimular uma visão prospectiva sobre a instituição. A proposta é reunir diferentes segmentos para discutir a universidade existente e aquela que se pretende consolidar nos próximos anos.

De acordo com Rita Brêda, a programação foi concebida para permitir que a comunidade interna e a comunidade externa participem das discussões sobre os rumos da Uefs. O debate deverá abordar formas de ampliar a contribuição da universidade para o desenvolvimento regional.

“Nada melhor do que termos a comunidade interna e a comunidade externa pensando sobre a universidade que temos e a universidade que queremos. Vamos debater coletivamente o que a gente ainda pode ampliar para trazer mais contribuições para o desenvolvimento social, educacional, político e territorial da região”, afirmou a vice-reitora.

Conferência de abertura discutirá educação e cidadania global

A Conferência de Abertura do congresso será realizada na segunda-feira (04/05/2026), às 19h, no Teatro da Uefs, com debate sobre o tema “Educação e Cidadania Global”. A escolha do tema indica a intenção de situar a universidade pública em um contexto mais amplo, marcado por transformações sociais, políticas, tecnológicas e educacionais.

A abertura contará com apresentação musical da artista Lua Maria. Após a solenidade oficial, a programação cultural terá continuidade com show da banda Levante, previsto para as 21h, na Alameda dos Oitis.

Ainda na segunda-feira, durante a tarde, serão realizadas atividades alusivas à memória da Uefs nos auditórios dos módulos 1, 2, 4, 6 e 7. Essas atividades integram a dimensão histórica do congresso, ao recuperar elementos da trajetória institucional e conectá-los às discussões sobre o futuro da universidade.

Três eixos temáticos orientam os debates do congresso

A programação do congresso será estruturada a partir de três eixos temáticos, que funcionarão como diretrizes para as discussões acadêmicas e institucionais. Os temas foram definidos para contemplar desafios educacionais, formas de governança e o papel da universidade pública no mundo contemporâneo.

Os eixos são:

  • Educação de qualidade e inclusiva frente a todas as formas de opressão;
  • Autonomia universitária e governança no século XXI;
  • A Universidade Pública no mundo contemporâneo: desafios e perspectivas.

A organização temática permite que o congresso aborde questões estruturais da educação superior, como inclusão, autonomia institucional, gestão universitária, formação cidadã, produção científica e relação com a sociedade.

Programação segue até 7 de maio

As atividades do congresso se estendem até quinta-feira, 07/05/2026, com uma agenda composta por sessões de pôsteres, grupos de trabalho, mesas redondas e apresentações culturais. A diversidade de formatos busca ampliar a participação dos diferentes públicos envolvidos na vida universitária.

As sessões de pôsteres e os grupos de trabalho deverão favorecer a circulação de pesquisas, experiências acadêmicas e propostas de reflexão. Já as mesas redondas terão papel central na discussão de temas estratégicos para o futuro da Uefs e da universidade pública.

A presença de apresentações culturais reforça a dimensão plural da instituição, que atua não apenas na formação acadêmica e científica, mas também na valorização da cultura, da memória e da participação social.

Uefs reforça papel regional da universidade pública

Ao completar 50 anos, a Uefs reafirma sua posição como uma das instituições públicas de ensino superior mais relevantes do interior da Bahia. A realização do congresso evidencia a intenção de articular memória institucional, participação social e planejamento de futuro.

A universidade, sediada em Feira de Santana, tem papel estratégico na formação de profissionais, na produção de conhecimento e na promoção de debates que impactam a vida social, econômica, educacional e cultural da região. Nesse contexto, o congresso assume caráter institucional e também territorial.

A discussão sobre a “universidade que temos” e a “universidade que queremos”, mencionada pela vice-reitora Rita Brêda, sintetiza o sentido do evento. A comemoração dos 50 anos, portanto, não se limita ao registro histórico, mas propõe uma agenda de reflexão sobre a permanência, a transformação e a relevância da universidade pública.


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