Aeroporto de Barreiras terá pista ampliada e novo terminal com investimento de R$ 66 milhões; Jerônimo Rodrigues, Rui Costa e Jaques Wagner visitam obras

O governador Jerônimo Rodrigues (PT) vistoriou, neste sábado (27/06/2026), as obras de ampliação e modernização do Aeroporto Dom Ricardo Weberberger, em Barreiras, no Oeste da Bahia, ao lado de Rui Costa (PT) e Jaques Wagner (PT), citados como pré-candidatos ao Senado. Com investimento total de R$ 66 milhões, a intervenção resulta de parceria entre o Governo da Bahia e o Governo Federal, no âmbito do Plano Aéreo Nacional, e prevê a ampliação da pista, a construção de um novo terminal de passageiros e a adequação da infraestrutura para receber aeronaves de maior porte, com impactos esperados na mobilidade, no transporte de cargas e na competitividade econômica da região.

Obra amplia capacidade operacional do Aeroporto de Barreiras

A intervenção no Aeroporto Dom Ricardo Weberberger prevê a ampliação da pista de pouso e decolagem, que passará de 1.600 metros para 1.950 metros. A obra também contempla novo revestimento asfáltico, melhorias de segurança operacional e adequações estruturais destinadas a ampliar a capacidade do equipamento aeroportuário.

Além da pista, o projeto inclui a construção de um novo terminal de passageiros, medida voltada a melhorar o atendimento ao público, ampliar o conforto dos usuários e preparar o aeroporto para uma operação mais compatível com a demanda regional. A previsão informada é de entrega em outubro de 2026.

Segundo os dados apresentados, o investimento está dividido entre R$ 44 milhões provenientes do Fundo Nacional da Aviação Civil (FNAC) e R$ 22 milhões repassados pelo Governo do Estado da Bahia. A composição financeira reforça o caráter federativo da intervenção, que combina recursos federais e estaduais para estruturar a aviação regional.

Jerônimo Rodrigues destaca logística, investimentos e integração regional

Durante a vistoria, Jerônimo Rodrigues afirmou que a ampliação do aeroporto tem papel estratégico para o desenvolvimento do Oeste baiano. O governador relacionou a obra à atração de investimentos, ao fortalecimento da logística e à melhoria da mobilidade de passageiros e cargas.

Teremos esse aeroporto inaugurado em Barreiras, outro em Luís Eduardo Magalhães e, já já, teremos o de Jaborandi, Santa Rita, Santa Maria da Vitória e Bom Jesus da Lapa. A região será bem servida de aeroportos e aeródromos com capacidade de passageiros e de cargas”, declarou.

A fala indica que o projeto de Barreiras integra uma política mais ampla de fortalecimento da infraestrutura aeroviária no interior baiano. A estratégia busca reduzir gargalos logísticos, ampliar a conectividade regional e dar suporte ao crescimento econômico de áreas distantes da capital, especialmente em territórios com forte dinamismo produtivo.

Rui Costa afirma que ampliação muda categoria da aviação regional

Rui Costa avaliou que a obra altera o patamar operacional do Aeroporto de Barreiras ao permitir o pouso de aeronaves maiores. Segundo ele, a ampliação da pista pode favorecer a oferta de voos, contribuir para a redução do custo das passagens e ampliar a capacidade de transporte de cargas.

Essa obra muda a categoria de avião que vai pousar em Barreiras. Teremos aviões maiores, o que significa passagem mais barata e transporte de cargas”, afirmou.

A declaração aponta para um dos principais efeitos esperados da intervenção: a possibilidade de ampliar a escala da aviação regional. Embora a redução de tarifas dependa de fatores como oferta de rotas, concorrência entre companhias aéreas e demanda de passageiros, a melhoria da infraestrutura é condição necessária para que aeronaves de maior porte passem a operar com mais regularidade.

Jaques Wagner ressalta demanda antiga do Oeste baiano

Jaques Wagner destacou que a ampliação do aeroporto atende a uma demanda antiga de Barreiras e de municípios do Oeste baiano. Para ele, a parceria entre o Governo da Bahia e o Governo Federal tem sido decisiva para transformar projetos estruturantes em obras em execução no interior do estado.

O avanço da pista e do terminal foi acompanhado durante a visita, com ênfase nas etapas de infraestrutura, segurança e adequação do equipamento aeroportuário. A expectativa é que o novo padrão operacional fortaleça a conexão de Barreiras com outras regiões da Bahia e do país.

A modernização do aeroporto também tem impacto simbólico e administrativo. Em uma região marcada pelo crescimento do agronegócio, pela expansão urbana e pelo aumento da demanda por serviços especializados, a aviação regional assume papel relevante para negócios, deslocamento de profissionais, transporte de insumos e integração territorial.

Oeste baiano ganha infraestrutura para passageiros, cargas e negócios

Barreiras é um dos principais polos econômicos do Oeste da Bahia e funciona como centro de serviços, comércio, educação, saúde e apoio logístico para municípios vizinhos. A modernização do aeroporto tende a ampliar a capacidade de conexão da cidade com mercados regionais e nacionais.

A infraestrutura aeroportuária é especialmente relevante para regiões produtivas afastadas dos grandes centros urbanos. Em áreas com forte presença do agronegócio e da atividade empresarial, a disponibilidade de voos e a possibilidade de transporte mais eficiente de cargas podem influenciar decisões de investimento, deslocamentos executivos e circulação de bens de maior valor agregado.

Com a ampliação, o Aeroporto Dom Ricardo Weberberger passa a ocupar posição mais estratégica no planejamento de integração do Oeste baiano. A obra não elimina, por si só, desafios históricos de mobilidade e logística, mas cria uma base física mais adequada para expansão de serviços aéreos, atração de novas rotas e atendimento a demandas de passageiros e empresas.

Plano Aéreo Nacional e FNAC financiam parte da intervenção

A obra integra o Plano Aéreo Nacional, com participação do Fundo Nacional da Aviação Civil (FNAC). O fundo é uma das principais fontes de financiamento federal para ações voltadas ao desenvolvimento da aviação civil, especialmente em projetos de infraestrutura aeroportuária.

No caso de Barreiras, a maior parte dos recursos anunciados vem do FNAC, enquanto o Governo da Bahia participa com contrapartida estadual. Esse modelo reforça a importância da coordenação entre União e Estado em obras de grande porte, sobretudo em setores que exigem planejamento técnico, licenciamento, execução especializada e posterior operação regulada.

A efetividade do investimento, no entanto, dependerá de etapas posteriores à entrega física da obra. Entre os pontos a acompanhar estão a homologação operacional, a atração de companhias aéreas, a definição de rotas, a capacidade de manutenção do equipamento e a articulação com o setor produtivo regional.

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