Feira de Santana terá uma nova etapa de obras no Aeroporto João Durval Carneiro, anunciada pelo Governo da Bahia, sob a liderança do governador Jerônimo Rodrigues, na quinta-feira, 04/06/2026, com investimento previsto de R$ 6,1 milhões para ampliação e adequação da área de movimentação de aeronaves. A intervenção, conduzida pela Secretaria de Infraestrutura da Bahia (Seinfra), inclui melhorias no pátio de estacionamento de aeronaves e na taxiway, com o objetivo de permitir a operação de aviões de grande porte, como o Boeing 737-800, modelo com capacidade para até 189 passageiros, e criar condições para a retomada de voos regulares no equipamento aeroportuário do Portal do Sertão.
Obras devem ampliar capacidade operacional do aeroporto
A nova intervenção no Aeroporto João Durval Carneiro integra a estratégia do Governo da Bahia para fortalecer a aviação regional e ampliar a infraestrutura aeroportuária em cidades estratégicas do interior. O aviso de licitação foi publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) da terça-feira, 02/06/2026, no formato de contratação semi-integrada.
Nesse modelo, a empresa vencedora ficará responsável tanto pela elaboração do projeto quanto pela execução dos serviços. Conforme o edital, o prazo previsto para conclusão dessa etapa será de três meses, abrangendo as obras necessárias no pátio de estacionamento de aeronaves e na taxiway.
A licitação terá como próxima fase a abertura das propostas das empresas interessadas, marcada para 03/08/2026. A expectativa é que a conclusão das intervenções permita ao aeroporto operar com maior segurança, capacidade e compatibilidade técnica para receber aeronaves de maior porte.
Pátio será ampliado de 9.800 m² para 17 mil m²
Uma das principais mudanças previstas é a ampliação do pátio de estacionamento de aeronaves, cuja área passará de 9.800 m² para 17.000 m². Com a expansão, o aeroporto poderá receber simultaneamente duas aeronaves de grande porte ou quatro aeronaves de médio ou pequeno porte.
A ampliação representa um avanço operacional relevante para Feira de Santana, município que ocupa posição estratégica na malha rodoviária e econômica da Bahia. A cidade é um dos principais entroncamentos logísticos do Nordeste e concentra atividades comerciais, industriais, educacionais, de saúde e serviços que demandam maior integração aérea.
Além do pátio, a obra também contempla a adequação da taxiway, área utilizada para o deslocamento das aeronaves entre a pista e o pátio. A largura da pista de taxiamento será ampliada de 17,8 metros para 25 metros, com implantação de acostamento e realocação do balizamento noturno.
Intervenção complementa primeira etapa de obras
Segundo o secretário estadual de Infraestrutura, Saulo Pontes, a nova fase dá continuidade aos investimentos já realizados pelo Governo da Bahia no aeroporto. A primeira etapa recebeu mais de R$ 11 milhões e incluiu a ampliação da pista de pouso e decolagem.
“Estamos iniciando o processo licitatório para a 2ª etapa de obras no Aeroporto João Durval Carneiro. O Governo da Bahia já vem investindo mais de R$ 11 milhões na 1ª etapa de obras, incluindo a ampliação da pista de pouso e decolagem de 1.500 m para 1.800 m de comprimento por 30 m de largura, que foi finalizada em janeiro deste ano. São ações que têm o objetivo de preparar o equipamento aeroviário para a inclusão nas escalas e conexões nacionais”, afirmou Saulo Pontes.
A ampliação da pista, concluída em janeiro de 2026, foi considerada uma etapa essencial para adequar o aeroporto a padrões operacionais mais robustos. Com a nova intervenção no pátio e na taxiway, o equipamento aeroportuário avança para uma configuração mais compatível com operações comerciais regulares.
Retomada de voos regulares é objetivo central
As obras têm como finalidade viabilizar a retomada da operação com voos regulares em Feira de Santana, além de fortalecer a aviação geral. A presença de linhas comerciais no município pode contribuir para ampliar a conectividade regional, reduzir deslocamentos terrestres até Salvador e fortalecer a integração econômica do interior baiano.
A possibilidade de operação de aeronaves como o Boeing 737-800 amplia o alcance do aeroporto e pode torná-lo mais atrativo para companhias aéreas, desde que as demais condições operacionais, regulatórias e comerciais sejam atendidas.
A retomada de voos regulares, contudo, depende não apenas da infraestrutura física, mas também de fatores como demanda de passageiros, estratégia das empresas aéreas, autorização dos órgãos competentes, segurança operacional e viabilidade econômica das rotas.
Governo da Bahia também inicia licitações para obras rodoviárias
Além das obras no Aeroporto João Durval Carneiro, o Governo da Bahia iniciou nesta semana processos licitatórios para ações de pavimentação e restauração em trechos rodoviários nos municípios de Juazeiro, Pedrão e Antônio Cardoso. Ao todo, as intervenções somam 31,9 quilômetros.
Em Juazeiro, estão previstos serviços de asfaltamento e recuperação em 21,6 quilômetros de acessos às agrovilas do projeto agrícola e ao povoado de Mandacaru, com ligação ao entroncamento da BA-210. A intervenção tem impacto direto sobre a mobilidade rural, a circulação de trabalhadores e o escoamento da produção agrícola.
Em Pedrão, a BA-515 será pavimentada em 4,4 quilômetros, no trecho que conecta os entroncamentos da BA-503, no povoado de Patrimônio, e da BR-101. Já em Antônio Cardoso, a BA-499, na ligação com o entroncamento da BR-116, passará por obras de requalificação em 5,7 quilômetros, incluindo pavimentação de ciclofaixa e pista de cooper.
Abertura de propostas para obras rodoviárias ocorrerá em junho
No caso das obras rodoviárias, a abertura das propostas está prevista para a segunda quinzena de junho de 2026. As intervenções fazem parte de uma agenda de infraestrutura voltada à melhoria da mobilidade em diferentes regiões do estado.
A combinação entre obras aeroportuárias e rodoviárias indica uma tentativa de ampliar a capacidade logística da Bahia por diferentes modais. No caso de Feira de Santana, a modernização do aeroporto dialoga com a importância econômica do município e com sua localização estratégica entre Salvador, o semiárido e o interior nordestino.









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