A Seleção Brasileira venceu o Egito por 2 a 1 no sábado, 06/06/2026, no Huntington Bank Field, em Cleveland, nos Estados Unidos, no último amistoso antes da estreia na Copa do Mundo, marcada para o próximo sábado, 13/06/2026, contra o Marrocos, em Nova Jersey. Os gols brasileiros foram marcados por Bruno Guimarães e Endrick, enquanto Zico descontou para a equipe africana. A partida reuniu 64.311 espectadores e serviu como teste final para o técnico Carlo Ancelotti, que utilizou 22 jogadores para observar o elenco convocado.
Brasil abre o placar cedo e confirma retrospecto positivo contra o Egito
O Brasil iniciou a partida com marcação alta e forte pressão na saída de bola egípcia. A estratégia produziu efeito logo aos 6 minutos do primeiro tempo, quando Bruno Guimarães aproveitou erro do adversário, recuperou a bola e finalizou com precisão para abrir o placar.
A vantagem inicial indicava um jogo favorável à Seleção Brasileira, mas o Egito reagiu rapidamente. Aos 10 minutos, em falha defensiva brasileira, Zico empatou a partida. O jogador egípcio recebeu esse nome em homenagem ao ex-craque da Seleção Brasileira e do Flamengo.
Mesmo após o empate, o Brasil manteve maior presença ofensiva. Vinícius Júnior, Raphinha e Igor Thiago criaram oportunidades para recolocar a equipe em vantagem, mas pararam na atuação consistente do goleiro Shobeir, um dos destaques da seleção africana no primeiro tempo.
Ancelotti utiliza 22 atletas em teste final antes da estreia no Mundial
O amistoso teve caráter estratégico para a comissão técnica brasileira. Conforme havia indicado, Carlo Ancelotti utilizou 22 jogadores, repetindo a lógica de observação aplicada no amistoso anterior, disputado no Maracanã, quando o Brasil venceu o Panamá por 6 a 2.
A partida também registrou uma preocupação física. O lateral Wesley deixou o campo chorando ainda no primeiro tempo, aos 15 minutos, após sentir dores na virilha esquerda. Ele foi substituído por Danilo, situação que exigirá acompanhamento da comissão médica às vésperas da Copa.
No intervalo, o treinador promoveu várias alterações. A entrada de novos jogadores modificou o ritmo da equipe, especialmente nos primeiros 15 minutos da etapa final, quando o Egito teve dificuldade para ultrapassar o meio de campo.
Endrick decide no segundo tempo e encerra jejum pela Seleção
O gol da vitória brasileira saiu novamente a partir da pressão sobre a defesa adversária. Após recuperação de bola e avanço pelo setor ofensivo, Raphinha cruzou rasteiro para Endrick, que finalizou de esquerda e marcou o segundo gol do Brasil.
O lance teve peso simbólico para o atacante. Foi o quarto gol de Endrick pela Seleção Brasileira e o primeiro dele com a camisa nacional após dois anos sem balançar as redes pelo Brasil.
Com a vantagem no placar, a equipe administrou o resultado sem abdicar das ações ofensivas. Luiz Henrique apareceu como alternativa de desequilíbrio individual e deu trabalho à defesa egípcia em mais de uma jogada.
Público em Cleveland reforça mobilização em torno da Seleção
A presença de 64.311 torcedores no Huntington Bank Field confirmou o forte interesse pelo amistoso nos Estados Unidos. Muitos espectadores vestiam a tradicional camisa amarela da Seleção Brasileira, embora a equipe tenha atuado com camisa azul, calções e meiões pretos.
Segundo a programação informada pela CBF, esse uniforme será utilizado novamente no segundo jogo do Brasil na Copa do Mundo, contra o Haiti.
A vitória também manteve o retrospecto perfeito do Brasil diante do Egito. Em sete confrontos, a Seleção Brasileira venceu todos, ampliando a vantagem histórica sobre a seleção africana.
Ficha técnica de Brasil 2 x 1 Egito
Competição: Amistoso internacional
Local: Huntington Bank Field, Cleveland, Estados Unidos
Público: 64.311 espectadores
Renda: Não divulgada
Gols: Bruno Guimarães, aos 6 minutos do 1º tempo; Zico, aos 10 minutos do 1º tempo; Endrick, aos 51 minutos do 2º tempo
Cartões amarelos: Marquinhos e Hany
Árbitro: Adonai Escobedo, do México
Assistentes: Ibrahim Martinez e Maximiliano Gomez, ambos do México
VAR: Carlo Rivero, do México
Escalação do Brasil
O Brasil iniciou a partida com Alisson, Wesley, Marquinhos, Ibañez e Douglas Santos; Casemiro e Bruno Guimarães; Lucas Paquetá, Raphinha, Igor Thiago e Vinícius Júnior.
Entraram ao longo da partida: Weverton, Danilo, Bremer, Léo Pereira, Alex Sandro, Fabinho, Danilo Santos, Luiz Henrique, Gabriel Martinelli, Endrick e Matheus Cunha.
Treinador: Carlo Ancelotti.
Escalação do Egito
O Egito começou com Shobeir, Hany, Fathy, Yasser e Fatouh; Lashin, Attia e Trézéguet; Zico, Hassan e Marmoush.
Também participaram: Tarek Alaa, Hafez, Ashour, Zizo, Abdelmonem, Adel, Salah e Abdelkarim.
Treinador: Hossam Hassan.
Brasil mira estreia contra o Marrocos na Copa do Mundo
Com o encerramento da preparação em amistosos, a Seleção Brasileira passa a concentrar suas atenções na estreia diante do Marrocos, marcada para o próximo sábado, 13/06/2026, em Nova Jersey.
O resultado contra o Egito reforça pontos positivos, como a eficiência da pressão ofensiva e a capacidade de renovação do ritmo com as substituições. Ao mesmo tempo, a falha defensiva que originou o gol egípcio e a saída de Wesley por lesão surgem como pontos de atenção para a comissão técnica.
A semana que antecede a estreia deve ser decisiva para ajustes táticos, avaliação física dos atletas e definição da formação que iniciará a campanha brasileira no Mundial.
Análise crítica jornalística
A vitória sobre o Egito cumpre função importante na preparação da Seleção Brasileira, sobretudo por ter ocorrido no último teste antes da Copa do Mundo. O resultado positivo, porém, não elimina pontos de preocupação. A equipe mostrou capacidade de pressionar alto, recuperar bolas no campo ofensivo e criar chances, mas também voltou a expor vulnerabilidade defensiva em lance que permitiu o empate egípcio ainda no início da partida.
O uso de 22 jogadores por Carlo Ancelotti indica tentativa de preservar competitividade interna e observar alternativas antes da estreia. Essa opção é compreensível em amistoso preparatório, mas também limita a leitura sobre o time-base que iniciará o Mundial. A atuação dos substitutos, especialmente no segundo tempo, oferece sinais relevantes, com destaque para Endrick e Luiz Henrique, mas a definição do equilíbrio entre experiência e renovação permanece como questão central.
Do ponto de vista institucional e esportivo, o amistoso teve valor além do placar. A presença de mais de 64 mil torcedores em Cleveland reforça a dimensão internacional da Seleção Brasileira e o interesse comercial e simbólico que envolve a equipe. Para o Brasil, a vitória aumenta a confiança antes da estreia, mas a Copa do Mundo exigirá regularidade, solidez defensiva e maior aproveitamento das oportunidades criadas.








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