A Seleção Brasileira venceu o Haiti por 3 a 0 na sexta-feira, 19/06/2026, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, nos Estados Unidos, e assumiu a liderança do Grupo C da Copa do Mundo. Com dois gols de Matheus Cunha e um de Vini Jr, todos no primeiro tempo, a equipe comandada por Carlo Ancelotti chegou a 4 pontos, mesma pontuação de Marrocos, mas ficou à frente pelo saldo de gols. O resultado recolocou o Brasil em posição favorável na chave e ampliou a importância do próximo compromisso, contra a Escócia, marcado para quarta-feira, 24/06/2026, às 19 horas, em Miami.
Brasil constrói vitória no primeiro tempo
O Brasil iniciou a partida com domínio territorial, posse de bola qualificada e maior presença no campo ofensivo. Apoiada por ampla presença de torcedores no estádio, a equipe brasileira acelerou as jogadas pelos lados e encontrou em Vini Jr o principal ponto de desequilíbrio diante da defesa haitiana.
O primeiro gol saiu aos 23 minutos. Vini Jr recebeu dentro da área, se livrou da marcação e finalizou com força. O goleiro Placide defendeu parcialmente, mas deu rebote. Matheus Cunha aproveitou a sobra e completou para abrir o placar, em lance dividido com a defesa do Haiti.9
Aos 36 minutos, o Brasil ampliou após recuperação de bola de Lucas Paquetá no meio-campo. O meia acionou Vini Jr, que fez a assistência para Matheus Cunha finalizar de esquerda, sem chance para Placide. O segundo gol consolidou a superioridade brasileira e evidenciou a combinação ofensiva entre o atacante do Real Madrid e o camisa 9 da Seleção.
Vini Jr marca e confirma domínio brasileiro
O terceiro gol saiu nos acréscimos da etapa inicial, aos 48 minutos. Lucas Paquetá fez o lançamento, Vini Jr ganhou na velocidade da marcação e finalizou com precisão. O gol premiou a atuação decisiva do atacante, envolvido diretamente nos três gols da Seleção Brasileira.
Durante o primeiro tempo, o Haiti praticamente não ameaçou o gol defendido por Alisson. A equipe caribenha teve dificuldade para superar a marcação brasileira e encontrou poucos espaços para transições ofensivas. O Brasil, por outro lado, teve controle do ritmo, volume de criação e eficiência nas finalizações principais.
Ainda antes do intervalo, Raphinha deixou o campo para a entrada de Rayan. A substituição alterou a configuração ofensiva da Seleção, mas não comprometeu a vantagem construída. O Brasil encerrou a etapa inicial com placar largo e controle técnico da partida.
Segundo tempo tem ritmo menor e boas defesas de Alisson
Na segunda etapa, o Brasil reduziu a intensidade, mas manteve a iniciativa. A equipe continuou buscando ampliar o marcador e chegou a balançar a rede com Endrick, porém o gol foi anulado por impedimento. Em outra oportunidade clara, Martinelli acertou o travessão após passe de calcanhar de Vini Jr.
Com a vantagem consolidada, o jogo ficou mais aberto. O Haiti passou a avançar com mais frequência e exigiu três boas intervenções de Alisson nos 45 minutos finais. Apesar da reação pontual, a equipe haitiana não conseguiu transformar suas chegadas em ameaça concreta ao resultado.
A vitória brasileira foi definida pela eficiência no primeiro tempo e pela capacidade de administrar a vantagem na etapa final. A atuação não eliminou ajustes necessários, especialmente quanto à manutenção do ritmo durante os 90 minutos, mas garantiu ao Brasil uma posição favorável na disputa por vaga na fase seguinte.
Situação do Grupo C
Com o resultado, o Brasil chegou a 4 pontos e assumiu a liderança do Grupo C pelo saldo de gols. Marrocos também soma 4 pontos, após vencer a Escócia por 1 a 0, mas aparece atrás da Seleção Brasileira no critério de desempate.
A Escócia ocupa a terceira posição, com 3 pontos, e será a próxima adversária do Brasil. O confronto de quarta-feira, 24/06/2026, em Miami, terá peso direto na definição da liderança e da classificação.
O Haiti, derrotado pela Seleção Brasileira, perdeu terreno na chave e terá de buscar recuperação diante de Marrocos. A configuração do grupo torna a última rodada decisiva para as quatro seleções, sobretudo pela possibilidade de definição por saldo de gols.
Ficha técnica
Brasil 3 x 0 Haiti
Competição: Copa do Mundo
Local: Lincoln Financial Field, Filadélfia, Estados Unidos
Público: 68.324 espectadores
Renda: não divulgada
Gols: Matheus Cunha, aos 23’ e 36’, e Vini Jr, aos 48’ do primeiro tempo
Cartões amarelos: Arcus, Pierrot, Jean Jacques e Douglas Santos
Árbitro: Alejandro Hernandez, da Espanha
Assistentes: Jose Enrique Naranjo e Diego Sanchez, da Espanha
VAR: Carlos Del Cerro Grande, da Espanha
Brasil: Alisson; Danilo, Gabriel Magalhães, Marquinhos e Douglas Santos; Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; Raphinha, Vinícius Jr e Matheus Cunha. Entraram Éderson, Martinelli, Rayan, Danilo Santos e Endrick. Treinador: Carlo Ancelotti.
Haiti: Placide; Arcus, Adé, Delcroix e Duverne; Experience, Jean Jacques, Bellegarde e Providence; Casimir e Pierrot. Entraram Simon, Etienne Jr, Joseph, Deedson e Isidor. Treinador: Sebastien Migne.
Análise crítica jornalística
A vitória por 3 a 0 teve valor esportivo e simbólico para o Brasil porque recolocou a Seleção na liderança do grupo e reduziu a pressão após o início de campanha. O desempenho ofensivo do primeiro tempo mostrou uma equipe capaz de acelerar pelos lados, explorar a profundidade e transformar domínio territorial em gols. A atuação de Vini Jr foi decisiva, tanto pela participação direta nas jogadas quanto pela capacidade de romper a linha defensiva adversária.
O segundo tempo, porém, deixou uma questão relevante para a sequência da Copa do Mundo: o Brasil administrou o resultado, mas permitiu ao Haiti finalizar com mais perigo e exigir defesas de Alisson. Em competições curtas, a queda de intensidade pode ter custo elevado, especialmente quando a liderança de grupo depende de saldo de gols e quando adversários de maior poder técnico aparecem nas fases seguintes.
Do ponto de vista institucional e esportivo, o resultado fortalece o trabalho de Carlo Ancelotti, mas não encerra o debate sobre consistência. A Seleção venceu com autoridade no placar, mostrou força individual no ataque e confirmou superioridade técnica. Ainda assim, a próxima partida contra a Escócia será teste importante para avaliar se o Brasil consegue sustentar controle, intensidade e eficiência durante todo o jogo.









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