O 17º Campeonato de Quadrilhas Juninas da Bahia foi encerrado no domingo, 14/06/2026, na Praça da Revolução, no bairro de Periperi, em Salvador, com arquibancadas lotadas, apresentações do grupo especial e premiação das melhores quadrilhas juninas do estado. Realizada pela Federação Baiana de Quadrilhas Juninas (FEBAQ), com apoio do Governo da Bahia, a competição consagrou a Capelinha do Forró, de Salvador, como campeã estadual, garantindo ao grupo a representação baiana no Concurso Nacional de Quadrilhas Juninas e no Festival Regional da Globo Nordeste.
Encerramento reuniu cultura popular, competição e grande público em Salvador
A noite de encerramento foi marcada por apresentações com enredos inspirados na cultura nordestina, figurinos elaborados, coreografias sincronizadas e estruturas cenográficas de grande porte. O público acompanhou, nas arquibancadas da Praça da Revolução, a disputa entre quadrilhas do grupo especial, em uma programação que reafirmou a força dos festejos juninos como expressão artística, comunitária e identitária da Bahia.
Passaram pelo tablado as quadrilhas Império do Forró, Forró do ABC, Beija-Flor, Capelinha do Forró, Fogueira Santa, Luar do Recôncavo, Imperatriz do Forró e Forró Asa Branca. A sequência de apresentações reforçou a diversidade estética das quadrilhas juninas, que combinam dança, música, teatro popular, religiosidade, humor, memória rural e narrativas contemporâneas.
O pódio do grupo especial ficou definido com a Capelinha do Forró, de Salvador, em primeiro lugar; Asa Branca, também de Salvador, em segundo; e ABC do Forró, de Salvador, em terceiro. Com o resultado, a campeã estadual passa a representar a Bahia em competições de abrangência nacional e regional, ampliando a visibilidade do movimento junino baiano fora do estado.
Campeã estadual representará a Bahia em concursos nacionais e regionais
A vitória da Capelinha do Forró consolida a quadrilha entre os principais grupos juninos da Bahia em 2026. Além do título estadual, a agremiação assegurou vaga no Concurso Nacional de Quadrilhas Juninas e no Festival Regional da Globo Nordeste, espaços de projeção para grupos que atuam na preservação e atualização das tradições populares nordestinas.
A vice-campeã Asa Branca também terá papel relevante no calendário competitivo, pois será a representante baiana no Concurso Regional do Nordeste, conhecido como Nordestão. A presença das duas quadrilhas em disputas externas reforça a posição de Salvador como centro expressivo da cultura junina organizada, embora o campeonato reúna grupos de diferentes municípios do estado.
A terceira colocação da ABC do Forró completou um pódio dominado por quadrilhas de Salvador. O desempenho dos grupos da capital evidencia a força da cena junina local, mas também impõe o desafio permanente de ampliar a presença e a competitividade de agremiações do interior, onde os festejos de São João possuem forte enraizamento social, econômico e cultural.
Grupo semi-especial define acesso para a edição de 2027
Além da premiação do grupo especial, o campeonato definiu mudanças importantes para a próxima edição. As quadrilhas JC de Coité, de Conceição do Coité, e Caipiras da Mata, de Mata de São João, conquistaram, respectivamente, o primeiro e o segundo lugar no grupo semi-especial e passarão a integrar o grupo especial em 2027.
O acesso das duas agremiações amplia a renovação do campeonato e cria novas expectativas para a próxima disputa estadual. Para grupos do interior, a ascensão representa reconhecimento artístico e institucional, além de abrir espaço para maior circulação cultural e fortalecimento das comunidades envolvidas na produção dos espetáculos.
A dinâmica entre grupos de acesso, semi-especial e especial contribui para organizar a competição em níveis técnicos distintos, favorecendo a formação de novos grupos, a profissionalização das apresentações e o aprimoramento das produções. Esse modelo também estimula continuidade, disciplina coletiva e planejamento anual entre brincantes, coreógrafos, músicos, costureiras, cenógrafos e coordenadores.
Quadrilhas juninas movimentam cultura, identidade e economia criativa
As quadrilhas juninas ocupam lugar estratégico no calendário cultural da Bahia, especialmente durante o ciclo do São João. Mais do que entretenimento, os grupos mobilizam redes comunitárias, geram trabalho temporário, movimentam serviços ligados a figurino, cenografia, transporte, alimentação, som, iluminação e produção cultural, além de fortalecerem a transmissão de saberes tradicionais.
O campeonato em Periperi também tem relevância territorial. Ao levar uma competição estadual para o Subúrbio Ferroviário de Salvador, o evento amplia o acesso da população a uma programação cultural gratuita e fortalece a descentralização de atividades artísticas na capital. A presença de arquibancadas lotadas demonstra a capacidade de mobilização popular do segmento junino.
A realização pela FEBAQ, com apoio do Governo da Bahia, insere o evento em uma agenda institucional de valorização da cultura popular. Esse tipo de apoio é relevante porque competições de grande porte exigem estrutura, logística, segurança, palco, som, iluminação e condições adequadas para artistas e público.
Resultado do 17º Campeonato de Quadrilhas Juninas da Bahia
Grupo especial
- Capelinha do Forró — Salvador — campeã estadual
- Asa Branca — Salvador — vice-campeã
- ABC do Forró — Salvador — terceira colocada
Representações externas
A Capelinha do Forró representará a Bahia no Concurso Nacional de Quadrilhas Juninas e no Festival Regional da Globo Nordeste.
A Asa Branca representará o estado no Concurso Regional do Nordeste, o Nordestão.
Acesso ao grupo especial em 2027
- JC de Coité — Conceição do Coité — campeã do grupo semi-especial
- Caipiras da Mata — Mata de São João — vice-campeã do grupo semi-especial
Manifestação cultural organizada
O encerramento do 17º Campeonato de Quadrilhas Juninas da Bahia confirma a vitalidade das quadrilhas como manifestação cultural organizada, competitiva e comunitária. A presença de grande público em Periperi demonstra que o São João baiano ultrapassa a dimensão festiva e constitui um campo relevante de identidade, pertencimento e produção cultural, com efeitos concretos sobre a economia criativa.
O predomínio de quadrilhas de Salvador no pódio do grupo especial revela a força técnica e estrutural dos grupos da capital, mas também chama atenção para a necessidade de políticas permanentes que ampliem a competitividade de agremiações do interior. Em um estado onde os festejos juninos têm forte base municipal e regional, a valorização territorial equilibrada é essencial para evitar concentração cultural e garantir diversidade representativa.
A ascensão de JC de Coité e Caipiras da Mata ao grupo especial em 2027 é um dado institucionalmente relevante, pois indica renovação e circulação de novos grupos na elite da competição. O desafio, a partir desse resultado, será manter apoio, calendário estável, transparência nos critérios de julgamento e condições adequadas para que as quadrilhas continuem exercendo seu papel cultural, social e educativo sem depender apenas do esforço voluntário das comunidades.









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