A Câmara de Dirigentes Lojistas de Feira de Santana (CDL Feira de Santana) consolidou, nesta segunda-feira (08/06/2026), uma trajetória institucional iniciada em 09/05/1962, quando 14 empresários do comércio varejista local fundaram a entidade com o objetivo de representar lojistas, proteger interesses empresariais e oferecer serviços voltados à segurança das vendas a prazo, em um contexto de expansão econômica e fortalecimento do varejo no interior da Bahia.
Entidade nasceu para organizar o comércio varejista de Feira de Santana
A fundação da CDL Feira de Santana ocorreu em um período no qual o comércio local ampliava sua relevância econômica e exigia mecanismos mais estruturados de representação empresarial. A criação da entidade respondeu à necessidade de organizar interesses comuns, especialmente no segmento lojista, que dependia de informações, confiança comercial e instrumentos de apoio para vendas parceladas.
A iniciativa foi conduzida por 14 empresários do comércio varejista, que identificaram a importância de uma entidade capaz de congregar empresas mercantis, defender a classe lojista e criar serviços úteis ao desenvolvimento do setor. A CDL nasceu, portanto, como resposta institucional a uma demanda concreta do mercado local.
Desde sua origem, a entidade buscou estabelecer uma relação de equilíbrio entre lojistas, consumidores e poder público. Esse papel tornou-se relevante em Feira de Santana, município historicamente marcado pela força do comércio, pela posição geográfica estratégica e pela capacidade de articulação econômica regional.
Primeira diretoria foi eleita em maio de 1962
Os primeiros dirigentes da CDL Feira de Santana foram eleitos em 18/05/1962, poucos dias após a fundação da entidade. A composição inicial da diretoria refletiu a participação direta de empresários locais na organização do setor varejista e na criação de uma estrutura permanente de representação.
A primeira administração teve José da Costa Falcão como presidente; Valdemar Pereira da Purificação como vice-presidente; Antônio Carlos Marques como secretário; Cícero Carvalho como diretor de Relações Públicas; Leovigildo Caldas como tesoureiro; e Edgar Caldas Simas como diretor social.
A presença desses dirigentes marcou o início formal de uma instituição que, ao longo das décadas, passou a exercer funções mais amplas do que a defesa corporativa imediata. A CDL tornou-se ambiente de articulação empresarial, formação, prestação de serviços e debate sobre os desafios do comércio em Feira de Santana.
Fundadores da CDL Feira de Santana
A entidade foi criada por empresários que integravam o comércio varejista local e que atuaram na formação de uma representação organizada para o setor. A relação de fundadores inclui:
- Antônio Alves Barreto
- Antônio Carlos Sampaio Marques
- Cícero Freitas de Carvalho
- Ednaldo Alves Bezerra
- Eduardo Gomes Nogueira
- Gerson da Fonseca Rocha
- João Domingos Gonçalves
- José Barreiros Sarkis
- José da Costa Falcão, líder do processo de fundação e primeiro presidente da CDL Feira de Santana
- Leovigildo Pires Caldas
- Lício Bastos Silva
- Newton da Costa Falcão
- Raimundo Ribeiro Almeida
- Valdemar Pereira da Purificação
A memória desses nomes preserva a dimensão histórica da entidade e demonstra que a organização empresarial em Feira de Santana teve origem em uma articulação coletiva, não apenas em ações isoladas de lideranças comerciais.
Atuação institucional foi ampliada ao longo das décadas
Com o passar dos anos, a CDL Feira de Santana ampliou sua atuação para além da representação formal dos interesses lojistas. A entidade passou a oferecer serviços de formação empresarial, consultoria, assessoria e apoio técnico às empresas associadas.
Entre as atividades desenvolvidas estão cursos, seminários, palestras e eventos voltados ao aprimoramento de empresários, gestores e profissionais ligados ao comércio. Essas iniciativas acompanham a evolução do varejo, setor impactado por mudanças tecnológicas, transformação dos hábitos de consumo e aumento da competitividade.
A atuação da CDL também inclui serviços de apoio administrativo, jurídico e tecnológico. O objetivo é auxiliar empresas associadas a enfrentar desafios relacionados à gestão, inovação, relacionamento com consumidores e adaptação às exigências de um mercado em constante mudança.
Serviços buscam fortalecer empresas associadas
Entre os serviços historicamente associados à CDL Feira estão a assessoria jurídica, o departamento de tecnologia, a consultoria empresarial e instrumentos voltados à qualificação de lojistas. Esses recursos contribuem para que a entidade mantenha relevância prática no cotidiano das empresas associadas.
A prestação de serviços reforça o papel da CDL como entidade de apoio direto ao setor produtivo. Em vez de limitar sua atuação a declarações institucionais, a organização passou a oferecer soluções concretas para problemas enfrentados por empresários locais.
Essa característica é decisiva em um ambiente econômico no qual pequenas e médias empresas precisam lidar com tributação complexa, concorrência intensa, custos operacionais elevados, novas plataformas de venda e transformações no comportamento do consumidor.
Objetivos incluem representação, cooperação e defesa da atividade lojista
Os objetivos institucionais da CDL Feira de Santana incluem congregar empresas mercantis, representar a classe lojista, oferecer assessoria e consultoria, cooperar com autoridades constituídas e divulgar o conceito da atividade lojista.
A entidade também mantém relacionamento com outras associações de classe e busca criar serviços que beneficiem o setor empresarial. Essa rede de atuação fortalece a presença institucional da CDL no debate econômico local e regional.
Ao assumir funções de representação, formação e interlocução, a CDL ocupa espaço relevante na vida pública de Feira de Santana. O comércio varejista, por sua capacidade de gerar empregos, movimentar renda e influenciar o cotidiano urbano, permanece como um dos pilares da economia municipal.
Comércio de Feira de Santana depende de organização institucional
A história da CDL Feira de Santana revela a importância das entidades empresariais na estruturação do desenvolvimento local. Em cidades com forte tradição comercial, a representação organizada permite que demandas do setor sejam apresentadas com maior clareza a gestores públicos, instituições financeiras, órgãos reguladores e consumidores.
Feira de Santana tem no comércio uma de suas bases históricas de dinamismo econômico. A existência de uma entidade como a CDL contribui para dar continuidade a esse perfil, articulando interesses privados com temas de interesse público, como circulação urbana, qualificação empresarial, segurança, crédito, consumo e competitividade.
A atuação da entidade também ajuda a preservar a memória institucional do varejo feirense. O reconhecimento da trajetória iniciada em 1962 reforça a importância da continuidade, da organização coletiva e da defesa de estruturas tradicionais que sustentaram o crescimento econômico do município.









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