Milhares de fiéis participaram, na manhã de quinta-feira, 04/06/2026, da celebração de Corpus Christi em Feira de Santana, realizada na Praça Padre Ovídio, ao lado da Catedral Metropolitana de Senhora Sant’Ana. A solenidade, presidida pelo arcebispo metropolitano Dom Zanoni Demettino Castro, reuniu comunidades católicas, pastorais, movimentos religiosos, famílias, voluntários e autoridades, entre elas o prefeito José Ronaldo de Carvalho, em uma das principais manifestações públicas de fé do calendário católico no município.
Celebração reúne fiéis na Praça Padre Ovídio
A tradicional Celebração Eucarística marcou o início da programação de Corpus Christi em Feira de Santana. Realizada em espaço público, nas imediações da Catedral Metropolitana de Senhora Sant’Ana, a solenidade reforçou a centralidade da data para a Igreja Católica e mobilizou milhares de pessoas em torno da fé e da devoção à Eucaristia.
Presidida por Dom Zanoni Demettino Castro, a missa contou com a presença de lideranças religiosas, representantes das comunidades paroquiais e fiéis de diferentes regiões da cidade. A participação popular evidenciou a força da tradição católica no município, especialmente pela presença de famílias, grupos pastorais e integrantes de movimentos ligados à Igreja.
O prefeito José Ronaldo de Carvalho acompanhou a celebração ao lado dos católicos presentes. A participação de autoridades civis em eventos religiosos de grande mobilização pública também reflete a relevância cultural, comunitária e social da solenidade para Feira de Santana.
Procissão percorre avenidas e encerra celebração pública de fé
Após a missa, os fiéis seguiram em procissão pelas avenidas Presidente Dutra e Senhor dos Passos, com encerramento na Rua Conselheiro Franco. O percurso foi ornamentado pelos tradicionais tapetes de Corpus Christi, confeccionados por voluntários, paróquias, pastorais, movimentos religiosos e comunidades católicas.
A procissão integra um dos momentos mais simbólicos da solenidade. Para a tradição católica, Corpus Christi representa a manifestação pública da fé na presença de Cristo na Eucaristia. Em Feira de Santana, esse rito ganha dimensão comunitária ao ocupar ruas centrais da cidade, transformando o espaço urbano em local de oração, contemplação e expressão religiosa.
A ornamentação das vias reforçou o caráter visual e simbólico da celebração. Com cores, imagens religiosas e mensagens de fé, os tapetes tornaram-se parte essencial da experiência coletiva, unindo estética, espiritualidade e trabalho voluntário.
Tapetes de Corpus Christi transformam ruas em cenário de devoção
A confecção dos tapetes teve início ainda durante a madrugada de quinta-feira. As avenidas Presidente Dutra e Senhor dos Passos, além da Rua Conselheiro Franco, receberam desenhos, símbolos cristãos e mensagens produzidas por fiéis de diferentes idades.
A tradição mobilizou paróquias, movimentos religiosos, pastorais e voluntários em uma ação coletiva que antecedeu a procissão. O trabalho, realizado de forma colaborativa, transformou as vias em um grande cenário de fé, criatividade e devoção.
Entre os participantes estava a administradora Laís Aguiar, que destacou o significado espiritual da atividade. “Participar da confecção dos tapetes é uma forma de demonstrar nossa fé e nosso amor por Cristo. Cada detalhe é feito com muito carinho e dedicação. É emocionante ver tantas pessoas trabalhando juntas por um propósito tão especial”, afirmou.
Juventude tem papel de destaque na preparação da solenidade
A presença da juventude foi um dos pontos ressaltados durante a celebração. Jovens ligados a grupos paroquiais participaram da montagem dos tapetes desde as primeiras horas da manhã, contribuindo para a preservação e renovação da tradição religiosa.
Integrantes do grupo jovem da Paróquia São João Paulo II estiveram entre os voluntários que iniciaram os trabalhos ainda na madrugada. A estudante Gisele Cerqueira, que participou pela primeira vez da confecção, chegou ao local por volta das 4h para ajudar na preparação.
“Chegamos bem cedo para ajudar na montagem dos tapetes. É a minha primeira vez participando e estou muito feliz com essa experiência. Dá trabalho, mas é muito gratificante ver tudo pronto e saber que estamos contribuindo para uma celebração tão importante para a nossa Igreja. Além disso, é um momento que fortalece a união entre os jovens e toda a comunidade”, relatou.
Dom Zanoni destaca crescimento da participação popular
Durante a homilia, Dom Zanoni Demettino Castro ressaltou o significado de Corpus Christi para a Igreja Católica e destacou o crescimento da participação das comunidades, grupos pastorais, movimentos religiosos e jovens na preparação e realização da solenidade.
“Há uma presença muito ativa e consciente de comunidades, grupos pastorais e movimentos. É uma tradição que cresce a cada ano, principalmente com a presença dos jovens. De fato, percebemos um crescimento no engajamento, na participação e na presença da juventude, o que fortalece ainda mais esta manifestação pública de fé”, afirmou.
O arcebispo também relacionou a solenidade ao calendário litúrgico da Igreja. Segundo ele, após as celebrações de Pentecostes e da Santíssima Trindade, Corpus Christi representa um momento em que a Igreja manifesta publicamente sua fé no Corpo de Cristo.
“Depois de celebrarmos a festa de Pentecostes e a da Santíssima Trindade, a Igreja manifesta a sua fé de modo público com a solenidade do Corpus Christi, o Corpo de Cristo, que é a Igreja. Nós, batizados, formamos o Corpo de Cristo. Esta solenidade, com a missa na praça pública e a procissão passando sobre os tapetes, é um momento muito valioso. Também é emocionante ver, na véspera, uma multidão de jovens e adultos confeccionando os tapetes de forma tão bonita. É uma forte expressão da fé e da nossa caminhada cristã”, declarou.
Tradição religiosa reafirma identidade católica de Feira de Santana
Considerada uma das datas mais importantes do calendário católico, a celebração de Corpus Christi reafirmou a presença da religiosidade na vida pública de Feira de Santana. A reunião de milhares de fiéis nas ruas evidencia a permanência de uma tradição que atravessa gerações e permanece vinculada à identidade cultural e espiritual da cidade.
Os tapetes, além de simbolizarem a acolhida a Cristo presente na Eucaristia, representam o esforço comunitário de centenas de voluntários. A preparação coletiva, feita com dedicação e antecedência, revela a dimensão social da fé e o papel das comunidades religiosas na organização de eventos de grande mobilização popular.
A participação expressiva de jovens também indica um movimento de continuidade. Ao envolver novas gerações na confecção dos tapetes e na procissão, a Igreja Católica fortalece a transmissão de práticas tradicionais e amplia o vínculo entre juventude, comunidade e vida religiosa.








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