Governador Jerônimo inaugura Galpão de Carnes e moderniza Feira de São Joaquim em Salvador

Na segunda-feira, 29/06/2026, o governador Jerônimo Rodrigues inaugurou, em Salvador, o novo Galpão de Carnes da Feira de São Joaquim, equipamento que integra a segunda etapa da requalificação de um dos mais tradicionais centros de abastecimento, comércio popular, gastronomia e cultura da capital baiana. A entrega conclui a primeira fase dessa nova etapa das obras, coordenadas pela Secretaria de Turismo da Bahia (Setur-BA) e executadas pela Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), com investimento total de R$ 41,2 milhões, sendo R$ 29,1 milhões de recursos federais e R$ 12,1 milhões do Governo do Estado.

Novo Galpão de Carnes amplia estrutura da Feira de São Joaquim

O novo Galpão de Carnes foi entregue com mais de 3 mil metros quadrados, reunindo 107 açougues e 23 restaurantes. A estrutura substitui instalações antigas e busca oferecer melhores condições de trabalho aos feirantes, além de ampliar o conforto, a organização, a higiene e a acessibilidade para consumidores e visitantes.

Durante a inauguração, o governador Jerônimo Rodrigues afirmou que a entrega integra um processo gradual de melhoria da feira. Segundo ele, o objetivo é garantir qualidade para quem trabalha no espaço e para quem consome os produtos comercializados no local. O chefe do Executivo estadual declarou que as etapas da requalificação serão entregues progressivamente, com foco no fortalecimento da Feira de São Joaquim como centro de comercialização e geração de renda.

A intervenção ocorre em uma área de 9,2 mil metros quadrados e representa uma das frentes mais relevantes da modernização da feira. A estrutura entregue nesta etapa é considerada estratégica porque concentra atividades ligadas à venda de carnes e à alimentação, segmentos de grande circulação diária e de forte impacto sobre a experiência de consumidores, permissionários e turistas.

Investimento soma R$ 41,2 milhões e envolve recursos federais e estaduais

A fase atual da requalificação conta com investimento de R$ 41,2 milhões. Desse total, R$ 29,1 milhões são provenientes de recursos federais, enquanto R$ 12,1 milhões correspondem à contrapartida do Governo da Bahia. A coordenação é da Setur-BA, e a execução das obras fica sob responsabilidade da Conder.

O projeto reforça a dupla função da Feira de São Joaquim: abastecimento popular e atração cultural. Localizada em Salvador, a feira ocupa posição singular na vida urbana da capital baiana por reunir comércio de alimentos, restaurantes, produtos típicos, religiosidade popular, artesanato, sociabilidade comunitária e circulação turística.

O secretário estadual de Turismo, Maurício Bacelar, destacou que a feira é, ao mesmo tempo, um equipamento de abastecimento e um espaço de interesse cultural e turístico. De acordo com o titular da Setur-BA, a requalificação busca ampliar o conforto de quem visita o local e fortalecer a experiência associada à tradição popular baiana.

Próximas etapas preveem 556 estabelecimentos e conclusão em 2027

Com a entrega do novo Galpão de Carnes, os feirantes poderão ser transferidos para a nova estrutura. Segundo o presidente da Conder, José Trindade, essa movimentação permitirá a demolição da antiga área e a continuidade das demais intervenções previstas no cronograma da segunda etapa.

As obras ainda contemplam a implantação de 15 blocos, com 276 boxes, 146 bancas, 53 paletes de comercialização, sanitários, caminhos para pedestres, estacionamentos externos e nova iluminação. Ao todo, a etapa deve totalizar 556 estabelecimentos na Feira de São Joaquim.

A execução física da obra alcança atualmente 40%, com previsão de conclusão em junho de 2027. O avanço parcial indica que a entrega do galpão representa um marco importante, mas não encerra o processo de requalificação. A continuidade das intervenções será decisiva para consolidar os ganhos estruturais, sanitários, comerciais e turísticos previstos no projeto.

Feirantes e consumidores avaliam melhorias na estrutura

Entre os trabalhadores da feira, a expectativa é de que a nova estrutura melhore as condições de atendimento e organização. O feirante Antônio Jorge, que atua há mais de 40 anos na Feira de São Joaquim, afirmou que a mudança deve beneficiar permissionários e consumidores. Segundo ele, a nova feira oferece uma estrutura superior e amplia a expectativa dos trabalhadores em relação à transferência.

A avaliação positiva também foi manifestada por consumidores. O aposentado Wagner Cerqueira afirmou que mudanças estruturais são bem-vindas quando resultam em melhoria efetiva do espaço. Para ele, a requalificação deve contribuir para avanços em higiene, acessibilidade e conforto.

As manifestações de feirantes e usuários indicam que a modernização da infraestrutura responde a demandas antigas do cotidiano da feira. Ao mesmo tempo, o êxito do projeto dependerá da capacidade de conciliar obras, funcionamento regular do comércio, preservação da identidade popular do espaço e adaptação dos trabalhadores às novas instalações.

Requalificação reforça dimensão cultural, econômica e turística da feira

A Feira de São Joaquim é um dos espaços mais simbólicos de Salvador. Sua relevância não se limita ao abastecimento alimentar, pois envolve cadeias produtivas, trabalho informal e formal, culinária regional, circulação de visitantes e preservação de práticas culturais associadas à identidade baiana.

A modernização do Galpão de Carnes pode produzir impacto direto na qualidade dos serviços prestados, especialmente em segmentos sensíveis à higiene, à conservação de alimentos e à organização interna. Esses aspectos são fundamentais para ampliar a confiança do consumidor e consolidar a feira como ambiente adequado tanto para compras cotidianas quanto para visitação turística.

A intervenção também se insere em uma política pública de requalificação urbana que busca preservar equipamentos tradicionais sem descaracterizar sua função social. Em espaços populares como a Feira de São Joaquim, o desafio administrativo consiste em melhorar infraestrutura e segurança sem eliminar a espontaneidade, a diversidade e a dinâmica econômica que tornam o local relevante para Salvador.

 


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