MIDIACOM Bahia será lançada em Salvador para ampliar força institucional da comunicação no estado

A MIDIACOM Bahia será lançada oficialmente na terça-feira, 30/06/2026, em Salvador, durante evento para convidados no Restaurante Silva, na Rua Chile, reunindo autoridades políticas, dirigentes nacionais da radiodifusão, representantes de emissoras, agências publicitárias e lideranças do mercado de comunicação. A nova associação nasce com o objetivo de fortalecer a representação institucional das empresas de rádio e televisão da Bahia, ampliar a articulação do setor junto a entidades nacionais, como a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), e apoiar uma agenda voltada à modernização, inovação, sustentabilidade econômica e competitividade da comunicação baiana.

Nova entidade reúne emissoras da capital e do interior

A associação inicia suas atividades reunindo emissoras de rádio e televisão já vinculadas ao Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão no Estado da Bahia (SERTEB-BA). Nesta primeira etapa, mais de 30 veículos de comunicação da capital e do interior passam a integrar a entidade, que futuramente pretende ampliar sua atuação para outros segmentos da mídia, incluindo jornais impressos e portais de notícias.

O lançamento contará com a presença do ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, além de representantes de entidades nacionais do setor. Entre os nomes confirmados estão o presidente da ABERT, Cristiano Lobato Flores, e o presidente da Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abratel), Márcio Silva Novaes. Também devem participar dirigentes de emissoras, executivos de comunicação, representantes do mercado publicitário e convidados ligados à cadeia produtiva da mídia.

A criação da MIDIACOM Bahia ocorre em um ambiente de profundas transformações tecnológicas, regulatórias e econômicas no setor. A digitalização do consumo de informação, a expansão das plataformas digitais, a mudança nos modelos de publicidade e a necessidade de atualização normativa ampliaram a demanda por entidades capazes de representar, de forma articulada, os interesses das empresas tradicionais de comunicação.

Representação institucional e articulação em Brasília

Segundo Augusto Correia, presidente da MIDIACOM Bahia, a entidade passa a ocupar o papel institucional até então desempenhado pelo SERTEB-BA, com uma proposta mais ampla de defesa estratégica das empresas de comunicação no estado. A associação pretende atuar tanto na esfera sindical e patronal quanto na interlocução com autoridades públicas, entidades nacionais e instâncias de formulação de políticas para o setor.

Correia afirma que a MIDIACOM Bahia buscará fortalecer a presença da comunicação baiana nos debates nacionais sobre regulamentação, inovação e modernização do mercado de mídia. A atuação articulada com a ABERT é apontada como um dos eixos centrais da nova fase, especialmente nas discussões em curso no Congresso Nacional e em órgãos federais relacionados à radiodifusão, telecomunicações e comunicação social.

A nova estrutura também pretende intensificar a articulação em Brasília, oferecendo às associadas suporte técnico, jurídico, sindical e regulatório. A proposta é criar uma base de apoio que auxilie as empresas na adaptação a mudanças legais, tecnológicas e comerciais, preservando a sustentabilidade econômica do setor e ampliando sua capacidade de competição em um mercado cada vez mais fragmentado.

Governança mantém base do SERTEB-BA

Nesta fase inicial, a governança da MIDIACOM Bahia seguirá o modelo já adotado pelo SERTEB-BA. A presidência ficará sob responsabilidade de Augusto Correia, enquanto as vice-presidências setoriais serão ocupadas por representantes de rádio e televisão.

A vice-presidência de rádio será exercida por Katia Rebouças, diretora-executiva da Band FM de Conquista. Já a área de televisão ficará sob responsabilidade de Guilherme Lopes, diretor de Gestão e Relações Institucionais da Rede Bahia. A composição busca assegurar equilíbrio entre capital e interior, além de contemplar diferentes plataformas de radiodifusão.

Entre as empresas de comunicação da capital com participação ativa na nova associação estão Band Bahia, TV Bahia, TV Aratu e Record Bahia, além de emissoras do interior do estado. A presença de grupos com atuação regional e estadual reforça a intenção de constituir uma representação com capilaridade territorial e capacidade de diálogo com diferentes realidades do mercado baiano.

Prioridades incluem inovação, diálogo político e negociações sindicais

A MIDIACOM Bahia define como prioridades iniciais o fortalecimento institucional da entidade, a ampliação do diálogo político e a continuidade das negociações sindicais e patronais. A associação também pretende atuar na construção de uma agenda voltada à inovação, à modernização da gestão empresarial e à defesa de condições regulatórias consideradas adequadas ao funcionamento das empresas de comunicação.

O setor de rádio e televisão enfrenta desafios simultâneos: preservação da relevância local, adaptação ao consumo digital, disputa por verbas publicitárias, exigências regulatórias e concorrência com plataformas globais. Nesse contexto, a entidade surge com a missão de integrar empresas que, embora atuem em mercados distintos, compartilham problemas estruturais semelhantes.

A expectativa dos organizadores é que a MIDIACOM Bahia funcione como instância permanente de coordenação institucional, aproximando emissoras, mercado publicitário, entidades nacionais e poder público. A estratégia busca ampliar a influência do setor na formulação de políticas e nas discussões sobre o futuro da comunicação no estado e no país.

Interiorização é ponto estratégico da nova associação

A presença de emissoras do interior é um dos elementos centrais da proposta. Em um estado de grande extensão territorial e forte diversidade regional, a comunicação local desempenha papel relevante na circulação de informações, na prestação de serviços à população e na cobertura de temas municipais e regionais.

Ao incorporar veículos fora da capital, a MIDIACOM Bahia procura evitar uma representação concentrada apenas em Salvador. A interiorização amplia a legitimidade da entidade e permite que demandas específicas de rádios e TVs regionais sejam consideradas nas negociações políticas, regulatórias e comerciais.

Esse ponto é relevante porque emissoras do interior costumam enfrentar dificuldades adicionais, como mercados publicitários menores, custos operacionais elevados, necessidade de atualização tecnológica e dependência de receitas locais. Uma entidade estadual mais estruturada pode contribuir para dar visibilidade a essas demandas e para aproximar empresas regionais de debates nacionais.

Movimento institucional relevante

A criação da MIDIACOM Bahia representa um movimento institucional relevante para o setor de comunicação no estado, sobretudo porque ocorre em um momento de reorganização econômica e tecnológica da mídia. A integração entre emissoras de rádio e televisão da capital e do interior pode fortalecer a capacidade de articulação de um segmento que depende de estabilidade regulatória, previsibilidade econômica e diálogo permanente com o poder público.

O principal desafio da nova entidade será demonstrar que sua atuação não ficará limitada à defesa corporativa de grandes grupos. Para consolidar legitimidade, a MIDIACOM Bahia precisará equilibrar interesses de empresas com diferentes portes, modelos de negócio e abrangência territorial. A inclusão futura de jornais impressos e portais de notícias, caso se concretize, exigirá governança clara, critérios transparentes de participação e atenção à pluralidade do ecossistema informativo.

Também haverá sensibilidade institucional nas pautas de regulação, inovação e modernização. A comunicação social é atividade econômica, mas também envolve interesse público, liberdade de expressão, acesso à informação e qualidade do debate democrático. Por isso, a atuação da associação terá maior força se combinar defesa empresarial, responsabilidade pública e compromisso com a diversidade regional da informação na Bahia.

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