O prefeito José Ronaldo de Carvalho reúne profissionais de imprensa nesta sexta-feira, 26/06/2026, às 11h, no Salão de Reuniões do Gabinete do Prefeito, no Paço Municipal Maria Quitéria, para apresentar medidas de interesse público voltadas ao Centro de Feira de Santana, em uma agenda que consolida ações da Prefeitura para a valorização do comércio, a permanência de serviços públicos na região central, a requalificação de espaços populares, a melhoria da infraestrutura urbana e o fortalecimento da circulação de consumidores, moradores, trabalhadores e usuários dos serviços municipais. Entre as iniciativas associadas a esse processo estão a construção de um moderno Centro Administrativo, a implantação da Zona Azul para estacionamento rotativo de veículos e o projeto do Hospital Municipal, equipamento que, embora situado fora do núcleo central, integra um perímetro de influência econômica e urbana capaz de impactar positivamente a valorização comercial, imobiliária e de serviços na cidade.
Centro volta ao eixo da agenda administrativa de Feira de Santana
A coletiva convocada pela Secretaria Municipal de Comunicação Social, sob a liderança do secretário Joilton Freitas, ocorre em um momento no qual a região central voltou a ocupar papel estratégico no planejamento urbano do município. A área concentra comércio tradicional, equipamentos públicos, serviços, feiras livres, entrepostos comerciais, unidades administrativas, fluxo de transporte, atividades culturais e parte significativa da memória urbana de Feira de Santana.
Desde o início da atual gestão, em 01/01/2025, a Prefeitura passou a divulgar ações que incidem diretamente sobre o Centro e seu entorno imediato. As medidas abrangem intervenções físicas, ordenamento do comércio popular, manutenção urbana, reforço da presença administrativa, recuperação de espaços públicos, ações culturais, fiscalização, limpeza, mobilidade e reorganização de equipamentos ligados ao abastecimento e à economia informal.
O ponto central da agenda é a tentativa de impedir o esvaziamento econômico da região central. Em cidades médias brasileiras, a transferência de sedes administrativas e serviços públicos para áreas afastadas costuma reduzir circulação de pessoas, comprometer lojas tradicionais, enfraquecer restaurantes, diminuir a demanda por serviços e acelerar processos de degradação urbana. Em Feira de Santana, a Prefeitura sinaliza caminho oposto: manter e ampliar a presença pública no Centro.
Permanência da Prefeitura e novo Centro Administrativo reforçam o papel da região central
Uma das decisões mais relevantes foi a manutenção da sede do Executivo municipal no Centro. A gestão municipal passou a tratar a permanência da Prefeitura como fator de sustentação do fluxo diário de servidores, contribuintes, fornecedores, comerciantes e cidadãos que buscam atendimento público.
A proposta de implantação de um novo Centro Administrativo Municipal em área vizinha ao Paço Municipal Maria Quitéria amplia essa diretriz. O projeto prevê concentrar secretarias e serviços hoje dispersos, com potencial de reduzir custos com aluguéis, melhorar a logística interna da administração e preservar a centralidade institucional da região.
Do ponto de vista urbano e econômico, a medida pode produzir efeitos sobre comércio, serviços e imóveis do entorno. A circulação permanente de servidores e usuários tende a fortalecer restaurantes, lanchonetes, estacionamentos, papelarias, lojas, bancos, escritórios, prestadores de serviço e imóveis residenciais próximos. A valorização, entretanto, dependerá da execução do projeto, da solução para mobilidade, da oferta de estacionamento, da conservação das vias, da segurança pública e da transparência sobre custos e prazos.
Marechal Deodoro e Bernardino Bahia concentram ações no comércio popular
Outro eixo de atuação envolve a Rua Marechal Deodoro e a Praça Bernardino Bahia, pontos tradicionais do comércio popular de Feira de Santana. As publicações da Prefeitura indicam ações de ordenamento, padronização e requalificação voltadas aos feirantes e vendedores que atuam nesses espaços.
Entre as medidas anunciadas estão a ampliação de vagas de estacionamento na Marechal Deodoro, a pavimentação com bloquetes no canteiro central, a sinalização da via e o processo de aquisição de novas barracas para as feiras da Marechal e da Bernardino Bahia. O objetivo declarado é melhorar mobilidade, segurança, estética urbana, conforto dos trabalhadores e condições de circulação dos consumidores.
A padronização das barracas, além de reorganizar o espaço público, tem impacto direto sobre a percepção de limpeza, regularidade e segurança da área comercial. Em regiões centrais, intervenções dessa natureza podem reduzir conflitos entre pedestres, veículos, feirantes e lojistas, desde que acompanhadas de diálogo permanente com os trabalhadores e de fiscalização proporcional, contínua e não arbitrária.
Ordenamento exige equilíbrio entre comércio formal e economia popular
A presença dos feirantes nas ruas centrais faz parte da identidade econômica e cultural de Feira de Santana. A cidade nasceu associada à circulação regional de mercadorias e pessoas, e qualquer política de requalificação do Centro precisa reconhecer essa tradição. A modernização do espaço não pode significar exclusão social nem remoção informal de trabalhadores que dependem da atividade para sobreviver.
Por outro lado, a desordem urbana também prejudica feirantes, consumidores e lojistas. Quando há ocupação irregular de calçadas, bloqueio de vias, ausência de padronização e conflito permanente pelo uso do espaço, o Centro perde atratividade econômica. O desafio da gestão é conciliar tradição comercial, mobilidade urbana, segurança, higiene, acessibilidade e dignidade laboral.
Nesse contexto, a requalificação da Marechal Deodoro e da Bernardino Bahia deve ser acompanhada por critérios transparentes de distribuição, manutenção e fiscalização das barracas, além de diálogo com associações de feirantes, entidades comerciais e órgãos de mobilidade urbana.
Centro de Abastecimento recebeu limpeza, fiscalização, obras e medidas de regularização
O Centro de Abastecimento de Feira de Santana também aparece como um dos principais focos de intervenção desde janeiro de 2025. O equipamento é um dos maiores entrepostos comerciais do interior da Bahia e exerce função econômica decisiva para abastecimento, geração de renda, comércio popular e circulação regional.
Ainda no início da gestão, a Prefeitura realizou uma grande ação de limpeza e revitalização no local. Em seguida, divulgou a retirada de 8.250 quilos de lixo e resíduos, medida apresentada como etapa inicial para reorganizar a infraestrutura e melhorar as condições de trabalho e circulação no entreposto.
A administração também iniciou fiscalização no entorno do Centro de Abastecimento para ordenar o trânsito, coibir estacionamento irregular de veículos pesados e enfrentar o comércio irregular em pontos sensíveis. A instalação de placas e a previsão de fiscalização contínua foram apresentadas como medidas para melhorar o fluxo e reduzir a ocupação desordenada.
Obras estruturais buscam recuperar galpões e acessos
Em março de 2025, o prefeito José Ronaldo autorizou três obras de revitalização no Centro de Abastecimento. As intervenções envolveram a reforma do antigo Galpão de Verduras, a requalificação das redes de drenagem e esgotamento do Galpão dos Peixes e a construção de uma passarela ligando o Galpão de Cereais à Rua Juvêncio Erudilho, uma das principais vias de acesso ao equipamento.
Em outubro de 2025, a Prefeitura informou a conclusão de reformas no entreposto. Em março de 2026, novas entregas e intervenções foram anunciadas, mantendo o Centro de Abastecimento como prioridade dentro da política de requalificação da área central e de valorização do comércio popular.
Outra medida com impacto direto sobre trabalhadores e permissionários foi a isenção de débitos municipais relacionados a comerciantes do Centro de Abastecimento entre 2020 e 2025. A iniciativa, ao aliviar pendências acumuladas, pode favorecer regularização, permanência das atividades e reorganização da relação entre poder público e trabalhadores do entreposto.
Espaços públicos, cultura e fluxo de consumidores integram estratégia de valorização
A valorização do Centro não se limita a obras físicas. A Prefeitura também tem utilizado eventos culturais, feiras, programação sazonal e ocupação de espaços públicos como instrumentos de atração de público para a região central.
A Feira na Avenida, realizada na Avenida Getúlio Vargas, aparece como uma das iniciativas voltadas à circulação de famílias, consumidores, artistas, artesãos e pequenos empreendedores. O evento contribui para ativar o canteiro central, ampliar o uso social do espaço público e estimular a economia criativa.
O Natal Encantado 2025 ocupou o estacionamento da Prefeitura e outros pontos do Centro, com programação artística e iluminação temática. Em 2026, o Arraiá do Comércio também foi divulgado como ação cultural no coração da cidade, reforçando a relação entre tradição nordestina, comércio, turismo local e circulação de consumidores.
Manutenção urbana e combate à degradação visual
A Prefeitura também divulgou ações de manutenção e ordenamento urbano que interferem na qualidade visual e funcional da região central. Entre elas estão a recuperação do canteiro central da Avenida Getúlio Vargas, o combate à poluição visual com retirada de peças publicitárias ilegais e o programa de adoção de abrigos de ônibus em pontos do Centro.
Essas medidas têm efeito indireto, mas relevante, sobre a valorização urbana. Centros comerciais dependem de acessibilidade, limpeza, iluminação, sinalização, mobiliário urbano adequado e preservação da paisagem. Quando esses elementos são negligenciados, a região perde competitividade para shoppings, bairros planejados e corredores comerciais mais modernos.
A requalificação do Centro, portanto, exige continuidade. Não basta realizar obras pontuais ou eventos periódicos. A valorização duradoura depende de manutenção permanente, fiscalização regular, integração entre secretarias, planejamento de mobilidade, diálogo com moradores e comerciantes, além de políticas de segurança e conservação patrimonial.
Valorização comercial e residencial depende de execução coordenada
As ações reunidas desde 2025 indicam que a Prefeitura busca reposicionar o Centro como área estratégica de serviços públicos, comércio popular, cultura, abastecimento e circulação urbana. A manutenção do Executivo municipal na região central e a proposta de novo Centro Administrativo reforçam essa orientação.
Para o comércio, o impacto esperado está no aumento ou preservação do fluxo de pessoas. Lojas de rua dependem de movimento diário, transporte acessível, estacionamento, calçadas livres, segurança e ambiente limpo. A presença de órgãos públicos e eventos culturais pode funcionar como indutor de movimento, mas precisa ser acompanhada por infraestrutura adequada.
Para a atividade residencial, a valorização exige outro conjunto de respostas. Moradores do Centro precisam de mobilidade, segurança, silêncio compatível com o uso residencial, iluminação, coleta regular, saneamento, conservação de calçadas e oferta de serviços de bairro. O desafio é impedir que o Centro seja tratado apenas como espaço de comércio diurno, sem política consistente de moradia, preservação e convivência urbana.
Centro de Feira de Santana no debate urbano
A agenda apresentada pela Prefeitura recoloca o Centro de Feira de Santana no centro do debate urbano. A decisão de manter e ampliar a presença administrativa na região é relevante porque enfrenta uma tendência comum em cidades médias: o deslocamento de serviços públicos para áreas periféricas ou eixos rodoviários, fenômeno que pode esvaziar áreas históricas e fragilizar o comércio tradicional. Sob esse aspecto, a permanência da Prefeitura no Centro tem racionalidade econômica e simbólica.








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