Ronaldo marcou contra Marrocos o primeiro de seus 15 gols pelo Brasil em Copas do Mundo

No sábado, 13/06/2026, dia da estreia do Brasil contra o Marrocos na Copa do Mundo, a Confederação Brasileira de Futebol relembrou um capítulo simbólico da história da Seleção: foi diante da equipe marroquina que Ronaldo Nazário, maior artilheiro brasileiro em Mundiais, marcou o primeiro de seus 15 gols na competição, em 16 de junho de 1998, na vitória por 3 a 0 no Stade de la Beaujoire, em Nantes, durante a Copa da França.

Marrocos abriu a trajetória de Ronaldo como goleador em Copas

O reencontro entre Brasil e Marrocos em contexto de Copa do Mundo resgatou uma lembrança de forte valor histórico para o futebol brasileiro. Em 1998, Ronaldo já era tratado como um dos principais nomes do futebol mundial, mas ainda buscava seu primeiro gol em Mundiais dentro de campo.

A marca veio na segunda rodada da fase de grupos da Copa da França. No estádio de Nantes, a Seleção Brasileira venceu o Marrocos por 3 a 0, e o camisa 9 iniciou uma trajetória que o consolidaria entre os maiores atacantes da história da competição.

Aquele gol foi o primeiro de uma série de 15 tentos marcados por Ronaldo em Copas do Mundo. O número mantém o ex-atacante como o maior artilheiro do Brasil no torneio e um dos principais goleadores da história dos Mundiais.

Números consolidam Ronaldo entre os maiores da história

Bicampeão mundial, com títulos em 1994 e 2002, Ronaldo disputou 19 partidas de Copa do Mundo. Sua média foi de 0,79 gol por jogo, índice expressivo para uma competição marcada por alto nível técnico, equilíbrio defensivo e jogos decisivos.

O desempenho foi ainda mais relevante nas fases eliminatórias. Em dez partidas de mata-mata, o Fenômeno marcou oito gols, número que o coloca no topo da artilharia em confrontos decisivos de Mundiais, ao lado do francês Kylian Mbappé e do brasileiro Leônidas da Silva, o Diamante Negro.

Ronaldo também ocupa posição destacada entre os brasileiros com mais jogos em Copas. Com 19 partidas, fica atrás apenas de Cafu, capitão do pentacampeonato, que defendeu a Seleção em 20 compromissos no torneio.

Recorde mundial até 2014

Quando encerrou a carreira, em 2011, Ronaldo era o maior goleador da história das Copas do Mundo. A marca foi superada apenas em 2014, quando o alemão Miroslav Klose chegou a 16 gols.

Mesmo após perder o recorde absoluto, o ex-camisa 9 manteve uma posição histórica de grande relevância. Pela Seleção Brasileira, acumulou 105 partidas e 67 gols, números que o colocam entre os jogadores mais importantes da trajetória da equipe nacional.

A dimensão de sua carreira em Copas não se resume à quantidade de gols. Ronaldo foi decisivo em jogos de alta pressão, participou de quatro ciclos mundialistas e esteve ligado diretamente a duas conquistas brasileiras.

O protagonismo no pentacampeonato de 2002

A Copa do Mundo de 2002, disputada na Coreia do Sul e no Japão, representou o ponto mais alto da trajetória de Ronaldo em Mundiais. Após enfrentar problemas físicos no ciclo anterior, o atacante retornou à competição em condição decisiva e terminou como artilheiro do torneio, com oito gols.

Na fase de grupos, marcou quatro vezes em três jogos. Fez gol na vitória por 2 a 1 sobre a Turquia, balançou as redes na goleada por 4 a 0 contra a China e marcou duas vezes no triunfo por 5 a 2 diante da Costa Rica.

No mata-mata, manteve o peso decisivo. Fez gol na vitória por 2 a 0 sobre a Bélgica, pelas oitavas de final, e marcou o gol de bico contra a Turquia, na semifinal vencida por 1 a 0. Na decisão, contra a Alemanha, anotou os dois gols da vitória brasileira e se tornou um dos principais personagens do pentacampeonato mundial.

Artilharia e legado no Mundial do Japão e da Coreia

Com os oito gols de 2002, Ronaldo foi o principal goleador daquela edição. Ele só não marcou nas quartas de final, contra a Inglaterra. Caso tivesse balançado as redes nessa partida, teria igualado o feito de Jairzinho, que marcou em todos os jogos do Brasil na Copa de 1970.

Ainda assim, sua campanha em 2002 permanece como uma das mais expressivas de um atacante brasileiro em Mundiais. A combinação de retorno físico, poder de decisão e protagonismo na final consolidou sua imagem como símbolo da quinta estrela da Seleção.

A final contra a Alemanha também teve peso histórico particular. Diante de um adversário tradicional e de um goleiro em grande fase, Ronaldo decidiu a partida com dois gols e encerrou a Copa como protagonista técnico e emocional da conquista.

Melhor jogador da Copa de 1998

Antes da consagração em 2002, Ronaldo já havia sido personagem central da campanha brasileira na Copa de 1998. Além do gol contra o Marrocos, marcou duas vezes na vitória por 4 a 1 sobre o Chile, nas oitavas de final, e fez o gol brasileiro no empate por 1 a 1 com a Holanda, na semifinal.

Naquele Mundial, também contribuiu com três assistências. Aos 21 anos, tornou-se o atleta mais jovem a ser eleito o melhor jogador de uma Copa do Mundo, distinção que reforçou sua posição como um dos maiores talentos do futebol internacional naquele período.

A campanha de 1998 terminou com o vice-campeonato brasileiro diante da França, mas projetou Ronaldo definitivamente como referência global. O gol contra o Marrocos, portanto, não foi apenas o primeiro de sua lista pessoal em Copas, mas o início de uma trajetória que atravessaria três edições como protagonista.

Despedida em 2006 confirmou marca histórica

A última participação de Ronaldo em Copas ocorreu em 2006, na Alemanha. Na fase de grupos, marcou dois gols na vitória por 4 a 1 sobre o Japão, pela última rodada.

Nas oitavas de final, voltou a balançar as redes no triunfo por 3 a 0 contra Gana. Foi seu 15º gol em Copas do Mundo, marca que o consolidou, naquele momento, como o maior artilheiro da história do torneio.

Embora o Brasil tenha sido eliminado nas quartas de final pela França, a participação de Ronaldo em 2006 encerrou uma trajetória individual de forte peso estatístico e simbólico. O atacante deixou os Mundiais como referência de eficiência, decisão e permanência no alto nível.

Primeira Copa veio no tetracampeonato de 1994

A ligação de Ronaldo com Copas do Mundo começou antes mesmo de sua estreia em campo no torneio. Em 1994, nos Estados Unidos, ele integrou o elenco comandado por Carlos Alberto Parreira que conquistou o tetracampeonato mundial.

Ainda sem completar 18 anos, era o jogador mais jovem do grupo. Não atuou durante a campanha, mas acompanhou de perto a trajetória de uma equipe marcada pela solidez coletiva e pela eficiência ofensiva da dupla Romário e Bebeto.

A presença no elenco de 1994 teve papel simbólico na formação de Ronaldo como jogador de seleção. O jovem atacante iniciou ali sua convivência com o ambiente de Copa do Mundo, antes de assumir o protagonismo nas edições seguintes.


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