O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) empossou, na segunda-feira (08/06/2026), a juíza de Direito Patrícia Didier de Morais Pereira como desembargadora eleitoral titular da Corte para o biênio 2026-2028. A cerimônia foi realizada no auditório da sede do tribunal, em Salvador, reunindo autoridades, integrantes do Judiciário, familiares e convidados.
A magistrada passa a integrar o colegiado na classe dos Juízes de Direito após ter atuado como desembargadora eleitoral substituta entre 2024 e 2026. A escolha para a vaga ocorreu durante sessão do Pleno do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), realizada em 18 de março de 2026, quando recebeu 56 votos.
A posse marca uma nova etapa na trajetória de Patrícia Didier no âmbito da Justiça Eleitoral baiana, onde já participou de julgamentos, ações institucionais e atividades ligadas ao processo eleitoral, incluindo as Eleições Municipais de 2024.
Presidente do TRE-BA destaca trajetória de 27 anos na magistratura
Durante a solenidade, o presidente do TRE-BA, Maurício Kertzman Szporer, ressaltou a atuação da magistrada ao longo de seus 27 anos de carreira na magistratura, destacando sua experiência profissional e participação em diferentes áreas do Poder Judiciário.
Segundo o desembargador, a trajetória de Patrícia Didier foi construída por meio de atuação em diversas frentes da Justiça, sempre associada à prestação jurisdicional e ao compromisso institucional.
A nova integrante da Corte recebeu homenagens de autoridades presentes, que ressaltaram sua experiência em comarcas do interior da Bahia e sua participação em projetos ligados à gestão judiciária e à formação de magistrados.
Magistrada destaca paridade de gênero na composição da Corte
Em seu discurso de posse, Patrícia Didier enfatizou a relevância da presença feminina nos espaços de decisão do Poder Judiciário. A magistrada destacou que a atual composição do tribunal passa a contar com equilíbrio entre homens e mulheres.
Segundo ela, a paridade de gênero na Corte responsável por conduzir a Justiça Eleitoral representa um marco institucional e reforça princípios democráticos relacionados à representatividade.
A desembargadora também prestou homenagem às magistradas que ocuparam funções de destaque anteriormente, reconhecendo a contribuição delas para a ampliação da participação feminina no sistema de Justiça.
Atuação no interior da Bahia marcou carreira da magistrada
Ao abordar sua trajetória profissional, Patrícia Didier destacou experiências vividas em diferentes regiões do estado, especialmente em comarcas do interior baiano.
A magistrada mencionou o acompanhamento de processos relacionados à violência doméstica e familiar contra a mulher, área em que atuou ao longo da carreira. Segundo ela, o contato com vítimas e comunidades do interior contribuiu para sua formação profissional e humana.
Durante a cerimônia, a desembargadora afirmou que sua trajetória foi construída por meio da participação em audiências, eleições e atividades jurisdicionais desenvolvidas ao longo de quase três décadas de magistratura.
Experiência na Justiça Eleitoral e atuação acadêmica reforçam currículo
Antes de assumir a vaga como titular, Patrícia Didier integrou a composição do TRE-BA como desembargadora eleitoral substituta entre 2024 e 2026. Nesse período, participou de sessões de julgamento e de atividades institucionais promovidas pelo tribunal.
Sua atuação também inclui participação na Escola Judiciária Eleitoral da Bahia (EJE-BA), onde atualmente exerce a função de vice-diretora e conselheira. No órgão, atua em iniciativas voltadas à formação continuada de magistrados e servidores.
Além da área acadêmica, a magistrada participa de projetos relacionados à inovação no Judiciário, gestão processual e aplicação de tecnologias, incluindo estudos sobre o uso da inteligência artificial no sistema de Justiça.
Formação acadêmica e trajetória profissional
Graduada em Direito pela Universidade Católica do Salvador (UCSal), Patrícia Didier possui especializações em Direito Civil, Processo Civil e Direito do Trabalho. Seu ingresso na magistratura ocorreu em 1999.
Ao longo da carreira, atuou nas comarcas de Pindobaçu, Sento Sé, Juazeiro, Feira de Santana e Salvador, além de exercer funções na Justiça Eleitoral por meio da 15ª Zona Eleitoral da capital baiana.
No Tribunal de Justiça da Bahia, também desempenhou funções como juíza corregedora e juíza auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça, além de integrar comissões voltadas à gestão judiciária, padronização processual e resolução de conflitos fundiários.









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