O vereador Senival Moura, da cidade de São Paulo, solicitou afastamento de sua filiação ao Partido dos Trabalhadores (PT) após ser preso na quinta-feira (25/06/2026), durante operação da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo. O pedido foi encaminhado ao Diretório Municipal do partido no sábado (27/06/2026), conforme nota divulgada pela legenda. O parlamentar é investigado por suposta participação em um esquema de lavagem de dinheiro relacionado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Segundo o PT, o pedido de afastamento foi apresentado pelo próprio vereador, que justificou a decisão afirmando que pretende concentrar esforços em sua defesa e evitar que os fatos investigados sejam associados ao partido.
A defesa de Senival Moura informou que recebeu com “profunda indignação” a decretação da prisão temporária e declarou confiar que a investigação demonstrará a inexistência de conduta ilícita por parte do vereador. Até o momento, o parlamentar permanece preso.
PT informa afastamento solicitado pelo vereador
Em nota oficial, o Diretório Municipal do PT de São Paulo informou que Senival Moura encaminhou o pedido de afastamento de sua filiação no sábado (27). Conforme o comunicado, o parlamentar afirmou que a medida tem como objetivo dedicar-se integralmente à sua defesa durante o andamento da investigação.
O partido destacou que o afastamento foi uma iniciativa do próprio vereador e acrescentou que acompanhará o desenvolvimento das apurações conduzidas pelas autoridades competentes.
O PT também informou que o caso será encaminhado à sua Comissão de Ética, responsável por avaliar eventuais medidas disciplinares previstas no estatuto da legenda.
Defesa afirma confiar na investigação
Em manifestação divulgada após a prisão, a defesa de Senival Moura afirmou ter recebido com “profunda indignação” a decisão que determinou sua prisão temporária.
Os advogados sustentam que o vereador confia na Justiça e possui “absoluta convicção” de que, ao longo da investigação, será demonstrada a inexistência de qualquer conduta ilícita atribuída a ele.
Até o momento, não houve alteração na situação processual do parlamentar, que permanece preso enquanto prosseguem as investigações.
Investigação apura suposto esquema envolvendo empresa de ônibus
De acordo com as investigações, Senival Moura é suspeito de integrar um suposto esquema de lavagem de dinheiro em benefício do PCC, utilizando a empresa de ônibus Transunião, concessionária responsável pela prestação de serviço de transporte coletivo na capital paulista.
A operação foi conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo e busca apurar a possível infiltração da organização criminosa em empresas do setor de transporte público.
As investigações seguem em andamento e ainda não houve decisão definitiva sobre as acusações apresentadas pelas autoridades.
PT afirma que acompanhará o caso
Em nota, o Partido dos Trabalhadores informou que tomou conhecimento dos fatos e acompanhará o desenrolar das investigações.
Segundo a legenda, a Comissão de Ética poderá adotar medidas disciplinares, incluindo eventual afastamento cautelar ou expulsão do filiado, sempre observando o direito à ampla defesa, ao contraditório e ao devido processo legal.
O diretório municipal também declarou que não compactua com práticas ilícitas e defendeu que todos os fatos sejam rigorosamente apurados pelas autoridades, com respeito à legislação e às garantias constitucionais.
*Com informações da Agência Brasil.









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