Na quarta-feira, 15/07/2026, a Argentina derrotou a Inglaterra por 2 a 1, de virada, no Estádio de Atlanta, nos Estados Unidos, e garantiu vaga na final da Copa do Mundo da FIFA 2026. Anthony Gordon abriu o placar aos 55 minutos, mas Enzo Fernández empatou aos 85 e Lautaro Martínez marcou o gol decisivo aos 90+2, em duas jogadas construídas por Lionel Messi. Atual campeã mundial, a seleção argentina enfrentará a Espanha no domingo, 19/07, às 16h, no horário de Brasília, no Estádio de Nova York/Nova Jersey.
Primeiro tempo tem forte marcação e poucas oportunidades
O sexto confronto entre Argentina e Inglaterra pela história das Copas começou sob elevada tensão competitiva. As duas seleções priorizaram a ocupação dos espaços, reduziram as possibilidades de transição ofensiva e recorreram a uma marcação física, sobretudo na faixa central do campo.
O equilíbrio produziu um primeiro tempo sem gols e com poucas finalizações claras. Segundo o registro da Associated Press, a etapa inicial teve 19 faltas e dois cartões amarelos, números que demonstraram o caráter disputado da semifinal e a dificuldade das equipes para desenvolver jogadas contínuas.
A Inglaterra procurou manter sua estrutura compacta, enquanto a Argentina tentou acelerar a circulação da bola por meio de Messi, Enzo Fernández e dos jogadores posicionados pelos lados. Apesar da movimentação ofensiva, os argentinos não conseguiram transformar a posse em vantagem antes do intervalo.
Anthony Gordon abre o placar para a Inglaterra
O cenário começou a mudar aos 55 minutos. Após uma construção inglesa que passou por Declan Rice e Morgan Rogers, Anthony Gordon encontrou espaço para concluir a jogada e superar o goleiro Emiliano Martínez, colocando a Inglaterra em vantagem por 1 a 0.
O gol aproximou a equipe comandada por Thomas Tuchel de sua primeira final de Copa do Mundo desde 1966. Com a vantagem, os ingleses reduziram a exposição defensiva, protegeram a entrada da área e tentaram controlar o ritmo da partida.
A Argentina, por sua vez, aumentou o volume ofensivo e passou a ocupar o campo adversário com maior frequência. O goleiro Jordan Pickford realizou intervenções importantes e manteve o resultado favorável à Inglaterra durante grande parte do segundo tempo, mas a pressão argentina tornou-se progressivamente mais intensa nos minutos finais.
Messi comanda reação argentina nos minutos finais
Aos 85 minutos, Lionel Messi recebeu espaço para organizar uma nova investida e encontrou Enzo Fernández próximo à entrada da área. O meio-campista finalizou com precisão e marcou o gol de empate, restabelecendo a igualdade quando a Inglaterra já procurava administrar o resultado.
O empate modificou completamente a dinâmica da semifinal. A Argentina manteve a pressão, enquanto os ingleses tiveram dificuldades para recuperar o controle da bola e afastar o adversário de sua área.
A virada foi concluída aos 90+2 minutos. Messi voltou a participar diretamente da jogada e enviou a bola para a área, onde Lautaro Martínez apareceu para cabecear e marcar o gol que definiu a vitória argentina por 2 a 1. O atacante havia entrado no decorrer do segundo tempo e tornou-se o responsável pela classificação à decisão.
Lionel Messi decide com duas assistências
Embora não tenha marcado, Messi foi determinante na construção dos dois gols argentinos. O capitão participou diretamente do empate de Enzo Fernández e da finalização decisiva de Lautaro Martínez, concentrando sua influência justamente no período em que a seleção precisava reverter a vantagem inglesa.
A semifinal também representou o primeiro confronto de Messi contra a seleção principal da Inglaterra. Aos 39 anos, o argentino conduziu sua equipe à segunda final mundial consecutiva e manteve aberta a possibilidade de encerrar a Copa de 2026 com mais um título.
A Argentina conquistou a Copa do Mundo em 1978, 1986 e 2022. Caso supere a Espanha, alcançará o quarto título de sua história e se tornará a primeira seleção a vencer duas edições consecutivas desde o Brasil, campeão em 1958 e 1962. (
Argentina alcança segunda final consecutiva
A classificação confirmou a presença argentina em sua segunda decisão seguida. Em 2022, no Catar, a equipe comandada por Lionel Scaloni derrotou a França nos pênaltis e conquistou o terceiro título mundial.
Na edição de 2026, a seleção sul-americana liderou o Grupo J e avançou no mata-mata após eliminar Cabo Verde, Egito e Suíça. Nas quartas de final, precisou da prorrogação para vencer os suíços por 3 a 1, resultado que assegurou o confronto contra a Inglaterra.
A campanha voltou a demonstrar a capacidade argentina de decidir partidas nos momentos finais. Contra os ingleses, a equipe esteve em desvantagem até os 85 minutos, mas conseguiu marcar duas vezes em intervalo inferior a dez minutos e evitar a prorrogação.
Inglaterra perde oportunidade de retornar à final
A derrota adiou novamente o retorno da Inglaterra a uma decisão mundial. A única participação inglesa em uma final ocorreu em 1966, quando a seleção venceu a Alemanha Ocidental por 4 a 2 na prorrogação, no Estádio de Wembley, e conquistou seu único título.
A equipe de Thomas Tuchel chegou à semifinal após eliminar a Noruega por 2 a 1, também na prorrogação. Jude Bellingham marcou os dois gols ingleses naquele confronto e conduziu a seleção à etapa seguinte.
Diante da Argentina, porém, a Inglaterra não conseguiu preservar a vantagem construída por Anthony Gordon. A opção por recuar as linhas e concentrar jogadores no setor defensivo reduziu a capacidade de manter a posse e permitiu que o adversário acumulasse ataques nos minutos decisivos.
Rivalidade histórica ganha novo capítulo em Atlanta
Argentina e Inglaterra já haviam disputado cinco partidas em Copas do Mundo antes da semifinal de 2026. Os ingleses venceram em 1962, 1966 e 2002. Os argentinos ganharam em 1986, enquanto o encontro de 1998 terminou empatado por 2 a 2, com classificação argentina nos pênaltis.
O confronto de 1986 permanece como o episódio mais conhecido da rivalidade. Na ocasião, Diego Maradona marcou os dois gols da vitória argentina por 2 a 1: o primeiro ficou conhecido como “Mão de Deus”, enquanto o segundo foi consagrado como o “Gol do Século”.
Quarenta anos depois, a Argentina voltou a eliminar a Inglaterra em uma partida de Copa. Desta vez, a definição ocorreu por meio da reação liderada por Messi, Enzo Fernández e Lautaro Martínez, que transformou uma derrota parcial em classificação nos minutos finais.
Linha do tempo de Inglaterra 1 x 2 Argentina
- Primeiro tempo: confronto equilibrado, sem gols e marcado por forte disputa física, poucas oportunidades claras e 19 faltas.
- 55 minutos: Anthony Gordon conclui jogada inglesa e abre o placar em Atlanta.
- 85 minutos: Enzo Fernández recebe de Lionel Messi e marca o gol de empate da Argentina.
- 90+2 minutos: Lautaro Martínez completa a virada após nova participação de Messi.
- Fim de jogo: Argentina vence por 2 a 1, elimina a Inglaterra e avança à final contra a Espanha.
Argentina enfrentará a Espanha na final
A decisão da Copa do Mundo de 2026 será disputada entre Argentina e Espanha no domingo, 19/07/2026, às 16h, pelo horário de Brasília, no Estádio de Nova York/Nova Jersey, nos Estados Unidos.
A Espanha garantiu a primeira vaga ao derrotar a França por 2 a 0, com gols de Mikel Oyarzabal e Pedro Porro, na terça-feira, 14/07, em Dallas. Campeã mundial em 2010, a seleção espanhola buscará seu segundo título.
A Argentina tentará conquistar o tetracampeonato e defender a taça obtida em 2022. A Inglaterra disputará o terceiro lugar contra a França no sábado, 18/07, no Estádio de Miami.
Capacidade de manter organização emocional
A classificação argentina resultou menos de um domínio permanente durante os 90 minutos do que da capacidade de manter organização emocional e força ofensiva quando o cenário se tornou adverso. A Inglaterra esteve próxima da decisão, mas a redução de sua presença ofensiva após o gol de Gordon transferiu progressivamente o controle territorial à equipe sul-americana. A mudança permitiu que Messi encontrasse espaço para decidir por meio da criação, ainda que não tenha marcado.
O resultado também reforça a importância da administração dos momentos finais em partidas eliminatórias. A vantagem mínima não foi suficiente para a Inglaterra porque a equipe deixou de ameaçar o campo adversário e não conseguiu interromper a sequência argentina. Para a seleção de Scaloni, a virada confirma uma característica recorrente de sua campanha: a capacidade de permanecer competitiva mesmo sob pressão e de encontrar soluções entre titulares e reservas.
A Argentina chega à final com a possibilidade concreta de conquistar dois títulos consecutivos e ampliar sua posição entre as maiores campeãs mundiais. A Espanha, por sua vez, apresenta uma campanha invicta e uma estrutura coletiva consistente. A decisão colocará frente a frente a atual campeã mundial e a campeã europeia, enquanto a preparação física, as escolhas de Scaloni e Luis de la Fuente e a utilização de Messi serão os principais pontos de acompanhamento até domingo.








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