A Copa do Mundo da FIFA 2026 entra, nesta terça-feira (14/07/2026), em sua fase decisiva com quatro campeãs mundiais ainda na disputa. França e Espanha abrem as semifinais às 16h, no Estádio de Dallas, enquanto Inglaterra e Argentina se enfrentam na quarta-feira (15), também às 16h, no Estádio de Atlanta.
As quatro seleções chegaram à fase decisiva após eliminarem Marrocos, Bélgica, Noruega e Suíça. A final será disputada no domingo (19), no Estádio de Nova York/Nova Jersey. Os derrotados nas semifinais disputarão o terceiro lugar no sábado (18), em Miami.
Inglaterra elimina Noruega com dois gols de Jude Bellingham
A Inglaterra assegurou sua quarta participação em uma semifinal de Copa do Mundo ao derrotar a Noruega por 2 a 1, após a prorrogação, no sábado (11), no Estádio de Miami, em Miami Gardens.
A Noruega abriu o placar aos 36 minutos, quando Andreas Schjelderup recebeu pela esquerda, superou a marcação e acertou uma finalização que surpreendeu o goleiro Jordan Pickford. A Inglaterra reagiu nos acréscimos do primeiro tempo, com Jude Bellingham, que dominou dentro da área, deixou um defensor para trás e finalizou no canto oposto.
O empate permaneceu durante toda a etapa final. Aos três minutos da prorrogação, Morgan Rogers arriscou de longa distância, o goleiro Ørjan Nyland rebateu, e Bellingham apareceu para marcar o gol da classificação inglesa. O meia chegou a seis gols no torneio, igualando Harry Kane entre os principais artilheiros da seleção inglesa.
Apesar da vaga, o técnico Thomas Tuchel fez uma avaliação severa do desempenho da equipe. O treinador afirmou que a Inglaterra cometeu erros técnicos, apresentou lentidão na circulação da bola e tornou a partida mais difícil do que deveria.
A Noruega deixou a competição depois de sua primeira participação em uma Copa desde 1998. Antes de enfrentar a Inglaterra, a seleção nórdica havia eliminado o Brasil por 2 a 1 nas oitavas de final, com dois gols de Erling Haaland. A campanha recolocou o país entre as forças competitivas do futebol europeu e mobilizou mais de 100 mil torcedores na recepção aos jogadores em Oslo.
Lance envolvendo cabo de câmera gera contestação
A comissão técnica norueguesa contestou a jogada que antecedeu o primeiro gol inglês. O técnico Ståle Solbakken afirmou que uma tentativa de afastamento teria atingido o cabo utilizado para sustentar uma câmera aérea.
A FIFA informou, entretanto, que o sensor instalado na bola não registrou contato com qualquer objeto externo. A decisão tomada pela arbitragem foi mantida, e o gol de Bellingham foi validado. A partida também teve um gol norueguês anulado por falta de Haaland sobre Elliot Anderson.
Argentina supera Suíça após expulsão e gols na prorrogação
A Argentina completou o grupo de semifinalistas ao vencer a Suíça por 3 a 1, depois da prorrogação, no sábado (11), no Estádio de Kansas City. A partida terminou durante a madrugada de domingo (12) pelo horário UTC.
A seleção comandada por Lionel Scaloni abriu o placar aos dez minutos. Lionel Messi cobrou escanteio, e Alexis Mac Allister desviou de cabeça para superar o goleiro Gregor Kobel. Foi a primeira vez que a Suíça ficou atrás do placar na competição.
A equipe suíça cresceu no segundo tempo e empatou aos 67 minutos. Dan Ndoye tabelou com Ricardo Rodríguez pelo lado esquerdo e finalizou entre as pernas de Emiliano Martínez.
Cinco minutos depois, o atacante Breel Embolo recebeu o segundo cartão amarelo por simulação e foi expulso. O lance passou por revisão de vídeo porque a advertência havia sido inicialmente aplicada ao argentino Leandro Paredes por erro de identificação. A decisão provocou protestos do técnico suíço Murat Yakin.
Mesmo com um jogador a mais, a Argentina encontrou dificuldades para romper a organização defensiva suíça. A classificação somente foi definida aos 112 minutos, quando Julián Álvarez acertou uma finalização de longa distância no ângulo.
Lautaro Martínez ampliou nos acréscimos da prorrogação, aproveitando o rebote de uma finalização de Thiago Almada. O resultado manteve a Argentina na disputa pelo segundo título mundial consecutivo, feito que nenhuma seleção alcança desde o Brasil, campeão em 1958 e 1962.
Messi, aos 39 anos, disputa sua sexta Copa do Mundo e enfrentará a Inglaterra pela primeira vez em sua carreira internacional. O atacante chegou às semifinais como um dos artilheiros da competição, com oito gols.
França elimina Marrocos com gols de Mbappé e Dembélé
A França foi a primeira seleção a garantir presença nas semifinais. A equipe derrotou o Marrocos por 2 a 0, na quinta-feira (09), no Estádio de Boston, em Foxborough.
Kylian Mbappé desperdiçou um pênalti no primeiro tempo, defendido pelo goleiro Yassine Bounou, mas se recuperou aos 60 minutos, quando acertou uma finalização colocada de dentro da área. Seis minutos depois, Ousmane Dembélé ampliou com um chute rasteiro.
A França terminou o confronto sem sofrer gols e chegou à semifinal com três partidas eliminatórias consecutivas sem ser vazada. Mbappé alcançou oito gols no torneio e tornou-se, aos 27 anos, o jogador mais jovem a completar 20 partidas em Copas do Mundo.
O atacante sofreu uma pancada no tornozelo e realizou parte do último treinamento em ritmo reduzido. O técnico Didier Deschamps, entretanto, informou que o capitão francês está em condições de enfrentar a Espanha. Aurélien Tchouaméni também voltou a ficar disponível depois de se recuperar de uma lesão muscular.
Espanha vence Bélgica com gol de Mikel Merino no fim
A Espanha avançou ao derrotar a Bélgica por 2 a 1, na sexta-feira (10), no Estádio de Los Angeles, em Inglewood. Fabián Ruiz abriu o placar aos 30 minutos, aproveitando a sobra depois de uma defesa de Thibaut Courtois.
A Bélgica empatou aos 41 minutos, quando Charles De Ketelaere completou de cabeça um cruzamento de Timothy Castagne. Foi o primeiro gol sofrido pela Espanha durante o Mundial.
O gol da classificação espanhola saiu aos 88 minutos. Pau Cubarsí finalizou de fora da área, o goleiro reserva Senne Lammens não conseguiu segurar, e Mikel Merino aproveitou o rebote. O meio-campista havia entrado dois minutos antes e tornou-se o primeiro jogador a marcar gols decisivos como reserva em duas partidas diferentes de mata-mata de uma Copa do Mundo.
A Espanha retorna às semifinais pela primeira vez desde 2010, quando conquistou seu único título mundial. A equipe chegou à fase decisiva com apenas um gol sofrido e sustentada pela capacidade de controlar a posse de bola, pressionar no campo adversário e limitar as oportunidades dos oponentes.
Semifinal coloca estilos distintos frente a frente
O confronto entre França e Espanha apresenta um choque entre duas propostas táticas diferentes. A equipe espanhola procura controlar a partida por meio da posse, da pressão após a perda da bola e da circulação entre os lados do campo. A França dispõe de maior força física e velocidade para atacar espaços com Mbappé, Dembélé e Michael Olise.
Didier Deschamps indicou que sua seleção não pretende simplesmente entregar o controle da bola aos espanhóis. A recuperação de Tchouaméni amplia as opções francesas para a disputa no meio-campo, considerada uma das áreas decisivas do confronto.
A Espanha, por sua vez, confia na organização coletiva e na qualidade técnica de jogadores como Rodri, Fabián Ruiz, Dani Olmo e Lamine Yamal. O técnico Luis de la Fuente rejeitou a condição de favorito e classificou a partida como um encontro entre estilos antagônicos.
Inglaterra e Argentina reeditam uma das maiores rivalidades das Copas
A segunda semifinal reunirá duas seleções marcadas por confrontos históricos. Inglaterra e Argentina disputaram partidas memoráveis nas Copas de 1966, 1986, 1998 e 2002.
Em 1986, Diego Maradona marcou o gol conhecido como “Mão de Deus” e, minutos depois, realizou a jogada posteriormente eleita como o gol do século. Em 1998, a Argentina eliminou os ingleses nos pênaltis após a expulsão de David Beckham. Quatro anos depois, Beckham marcou de pênalti na vitória inglesa por 1 a 0.
Apesar do peso histórico, as comissões técnicas procuram afastar componentes políticos e concentrar a preparação no aspecto esportivo. A semifinal de 2026 será o primeiro encontro entre as duas seleções nessa fase da competição e também a primeira partida de Messi contra a Inglaterra.
A Inglaterra chega sustentada principalmente pelos gols de Bellingham e Kane, responsáveis por 12 dos 13 gols ingleses no torneio. A equipe, porém, apresentou dificuldades para controlar algumas partidas e precisou reagir em confrontos contra México e Noruega.
A Argentina também enfrentou obstáculos no mata-mata e precisou da prorrogação para eliminar a Suíça. Sua principal vantagem está na experiência acumulada por jogadores que conquistaram a Copa de 2022 e em sua capacidade de alterar a estrutura tática durante as partidas.
Argentina, França, Espanha e Inglaterra nas semifinais
A presença de Argentina, França, Espanha e Inglaterra nas semifinais reafirma a concentração da elite internacional em seleções que possuem estruturas consolidadas, jogadores habituados às principais competições europeias e treinadores experientes em partidas eliminatórias.
O retrospecto, entretanto, não elimina a imprevisibilidade. Inglaterra e Argentina precisaram de 120 minutos para avançar. A Espanha venceu a Bélgica somente no fim da partida, enquanto a França, embora tenha apresentado maior domínio contra o Marrocos, também desperdiçou oportunidades antes de construir a vantagem.
No primeiro confronto, o ponto central será a capacidade espanhola de controlar as transições francesas. Perder a bola em zonas avançadas poderá abrir espaços para Mbappé e Dembélé. Para a França, o desafio será disputar o meio-campo sem comprometer sua proteção defensiva.
Na segunda semifinal, a Inglaterra dispõe de intensidade física e poder de infiltração com Bellingham, enquanto a Argentina reúne experiência, bola parada e capacidade de administrar diferentes momentos da partida. O desgaste acumulado e a recuperação dos jogadores também poderão exercer influência direta.
As semifinais definirão se a Argentina continuará em condições de conquistar o primeiro bicampeonato consecutivo desde 1962; se a França alcançará sua terceira final seguida; se a Espanha retornará à decisão depois de 16 anos; ou se a Inglaterra encerrará um intervalo de seis décadas sem disputar uma final de Copa do Mundo.
Programação das semifinais da Copa do Mundo 2026
Terça-feira, 14/07/2026, às 16h: França x Espanha — Estádio de Dallas.
Quarta-feira, 15/07/2026, às 16h: Inglaterra x Argentina — Estádio de Atlanta.
Os horários correspondem ao fuso de Brasília. As duas partidas estão oficialmente marcadas para as 19h UTC.








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