Nesta quarta-feira, 08/07/2026, a Copa do Mundo 2026 entrou na fase decisiva das quartas de final com quatro confrontos de forte peso esportivo e simbólico: França x Marrocos, Espanha x Bélgica, Noruega x Inglaterra e Argentina x Suíça. A rodada reúne seleções campeãs mundiais, equipes europeias em alta, uma representante africana em trajetória histórica e a Noruega de Erling Haaland, que eliminou o Brasil e alcançou pela primeira vez essa etapa do torneio.
França e Marrocos reeditam duelo de 2022 com peso histórico
França e Marrocos voltarão a se enfrentar em uma Copa do Mundo quatro anos depois da semifinal do Catar 2022, vencida pelos franceses por 2 a 0. O reencontro carrega carga esportiva e emocional, sobretudo para a seleção marroquina, que tenta superar uma barreira ainda inédita em seu retrospecto contra os Bleus.
No histórico geral, as seleções se enfrentaram seis vezes, com vantagem francesa: 3 vitórias da França e 3 empates. Marrocos jamais derrotou a França no tempo regulamentar. O último encontro entre as equipes terminou empatado em 2 a 2, em amistoso disputado em Paris, em 2007.
A França chega às quartas em um dos melhores momentos de sua trajetória em Copas. A seleção acumula 5 vitórias consecutivas na atual edição, feito inédito para os franceses em um mesmo Mundial, com 14 gols marcados e apenas 2 sofridos. O desempenho reforça a consistência de uma equipe que venceu 14 dos últimos 16 jogos em Copas do Mundo.
Mbappé lidera França em campanha ofensiva
O principal nome francês é Kylian Mbappé, que soma 19 gols em 19 jogos de Copa do Mundo. Ao disputar sua 20ª partida em Mundiais, o atacante igualará o recorde nacional de Hugo Lloris.
Além de Mbappé, a França conta com a produção ofensiva de Michael Olise e Ousmane Dembélé, dois jogadores que ampliaram o repertório da equipe no torneio. O conjunto francês combina velocidade, repertório técnico e eficiência ofensiva.
Marrocos, por sua vez, chega novamente entre as melhores seleções do mundo e amplia o legado construído em 2022. A equipe africana permanece invicta, com 3 vitórias e 2 empates, marcou gols em todos os jogos da Copa de 2026 e alcançou as quartas de final pela segunda edição consecutiva, tornando-se a primeira seleção africana a atingir esse feito.
Marrocos tenta ampliar legado africano no Mundial
A presença marroquina nas quartas de final confirma a consolidação dos Leões do Atlas como uma força competitiva do futebol internacional. A campanha atual dá sequência ao marco de 2022, quando Marrocos se tornou a primeira seleção africana a chegar a uma semifinal de Copa do Mundo.
Entre os destaques individuais, Achraf Hakimi ampliará seu recorde como o marroquino com mais partidas em Mundiais. No gol, Yassine Bounou segue como referência de segurança, enquanto Azzedine Ounahi chega embalado após marcar dois gols diante do Canadá.
O duelo contra a França opõe a regularidade de uma potência acostumada às fases finais ao projeto de afirmação internacional de Marrocos. A chave para os africanos será suportar a pressão ofensiva francesa e explorar transições rápidas, uma marca já consolidada da equipe.
Espanha e Bélgica reabrem rivalidade de Copas
Espanha e Bélgica voltarão a se enfrentar em uma Copa do Mundo pela terceira vez. O antecedente mais marcante ocorreu nas quartas de final do México 1986, quando os belgas eliminaram a Roja nos pênaltis após empate por 1 a 1 no tempo regulamentar. A Espanha respondeu na Itália 1990, com vitória por 2 a 1 na fase de grupos.
No histórico geral, a seleção espanhola leva ampla vantagem: 12 vitórias, 6 empates e 5 derrotas. A Roja também soma uma sequência de 5 triunfos consecutivos contra os belgas, entre amistosos e partidas das Eliminatórias da UEFA.
A Espanha chega às quartas como uma das seleções mais sólidas do torneio. É a única equipe que ainda não sofreu gols na Copa do Mundo 2026 e acumula 6 partidas consecutivas sem ser vazada, marca histórica para a equipe.
Roja aposta em posse, controle e solidez defensiva
A seleção comandada por Luis de la Fuente também soma 35 jogos de invencibilidade, igualando sua melhor sequência histórica. O domínio espanhol se manifesta no controle territorial, na circulação de bola e no volume de passes certos, fundamento em que a equipe lidera o torneio.
Entre os principais nomes estão Rodri, Lamine Yamal, Mikel Oyarzábal e Mikel Merino, autor do gol decisivo diante de Portugal. A Espanha disputará sua 20ª participação em quartas de final de Copas do Mundo com o objetivo de repetir o único precedente vitorioso nessa fase, ocorrido em 2010, ano em que conquistou o título.
A Bélgica, no entanto, chega em forte crescimento. Os Diabos Vermelhos acumulam 3 vitórias consecutivas, marcaram pelo menos 3 gols em cada uma delas e seguem invictos no torneio. A equipe tenta voltar ao grupo das quatro melhores seleções do mundo, feito alcançado em 2018, quando terminou em terceiro lugar.
Bélgica busca repetir força de 1986 e 2018
A quarta presença belga nas quartas de final reforça a tradição recente da seleção em fases decisivas. Em 1986, a Bélgica eliminou justamente a Espanha. Em 2018, alcançou sua melhor campanha histórica ao terminar na terceira colocação.
O goleiro Thibaut Courtois disputará sua 20ª partida em Copas do Mundo, ampliando seu recorde nacional. No ataque, Romelu Lukaku segue como maior artilheiro da Bélgica na história dos Mundiais.
Outro destaque é Charles De Ketelaere, que chega em alta após atuação decisiva contra os Estados Unidos. Contra a Espanha, a Bélgica precisará equilibrar poder ofensivo e organização defensiva, sobretudo diante de uma adversária que concede poucos espaços e ainda não foi vazada no torneio.
Noruega e Inglaterra fazem duelo inédito em Copas
Inglaterra e Noruega se enfrentarão pela 13ª vez, mas pela primeira vez em uma Copa do Mundo. O retrospecto favorece amplamente os ingleses, com 7 vitórias, 3 empates e 2 derrotas. Os Three Lions venceram os dois confrontos mais recentes, ambos por 1 a 0 em amistosos internacionais.
A Inglaterra também acumula 4 partidas consecutivas sem sofrer gols contra a seleção norueguesa. A última vitória da Noruega ocorreu nas Eliminatórias para a Copa de 1994, quando o triunfo por 2 a 0 em Oslo contribuiu para deixar os ingleses fora do Mundial dos Estados Unidos.
A Noruega vive o melhor momento de sua história na principal competição do futebol mundial. Após eliminar o Brasil, alcançou pela primeira vez as quartas de final e estabeleceu recorde nacional com 4 vitórias em uma mesma edição.
Haaland lidera campanha histórica da Noruega
A equipe comandada por Ståle Solbakken marcou gols em todos os jogos disputados no torneio e venceu 5 das últimas 7 partidas em Copas do Mundo. O grande destaque é Erling Haaland, autor de 7 gols em 5 jogos, artilheiro da competição e maior goleador norueguês em Mundiais.
Além de Haaland, a Noruega conta com a criação de Martin Ødegaard e Andreas Schjelderup, ambos com 3 assistências. O trio transformou a seleção nórdica em uma das histórias mais relevantes desta edição.
A Inglaterra também chega em excelente fase. Invicta, a equipe acumula 3 vitórias consecutivas e tenta alcançar uma marca que não obtém desde 1966: vencer 4 partidas seguidas em uma mesma edição de Copa do Mundo.
Inglaterra tenta aproximar geração atual do legado de 1966
A seleção inglesa carrega uma pressão histórica permanente. Desde o título de 1966, o país busca reconectar expectativa, talento e resultado em uma campanha capaz de recolocar os Three Lions na final.
Harry Kane soma 14 gols em Copas do Mundo e está a apenas dois de igualar Miroslav Klose. Jude Bellingham faz um torneio de alto impacto, enquanto Jordan Pickford está a um jogo de se tornar o inglês com mais partidas na história dos Mundiais, com 20 atuações.
O confronto contra a Noruega tende a ser marcado pelo duelo entre duas referências ofensivas: Haaland, em seu auge goleador, e Kane, símbolo de regularidade da seleção inglesa. Para a Inglaterra, conter o poder de transição norueguês será tão importante quanto transformar domínio territorial em chances reais.
Argentina e Suíça voltam a se enfrentar em Mundial
Argentina e Suíça disputarão uma vaga nas semifinais em seu terceiro confronto na história das Copas do Mundo. No retrospecto geral, o domínio é argentino: 5 vitórias e 2 empates em 7 partidas, sem derrota para os suíços.
Os dois antecedentes em Mundiais terminaram com vitória da Argentina. Em 1966, a Albiceleste venceu por 2 a 0. Em 2014, no Brasil, ganhou por 1 a 0 na prorrogação, com gol de Ángel Di María após assistência de Lionel Messi.
Messi já enfrentou a Suíça em três oportunidades. Em amistoso de 2012, marcou um hat-trick. No último duelo em Copas, foi decisivo com a assistência que levou a Argentina às quartas de final no Mundial brasileiro.
Messi tenta ampliar marcas históricas em Copas
Atual campeã mundial, a Argentina venceu seus 5 jogos na Copa do Mundo 2026 e mantém sequência invicta de 11 partidas em Mundiais, com 9 vitórias e 2 empates. A equipe marcou pelo menos dois gols em todos esses jogos, série inédita em sua história.
O protagonista argentino é Lionel Messi, que soma 8 gols na atual edição, lidera a artilharia e o ranking de finalizações, acumula 21 gols em Copas do Mundo e ampliará seu recorde absoluto de partidas disputadas, chegando a 31 jogos.
Messi também pode se tornar o primeiro jogador a marcar em 7 partidas consecutivas de mata-mata em Mundiais. O camisa 10 disputará ainda sua 15ª partida eliminatória, outro recorde histórico.
Suíça busca semifinal inédita contra atual campeã
A Suíça chega invicta, com 3 vitórias e 2 empates, após eliminar Argélia e Colômbia. A campanha representa a melhor trajetória suíça em décadas e consolida uma edição histórica, com 3 vitórias em uma mesma Copa do Mundo.
A seleção europeia alcança as quartas de final pela quarta vez, mas nunca chegou a uma semifinal. Para avançar, terá de superar um histórico desfavorável diante da Argentina e a experiência de uma equipe acostumada a jogos de alta pressão.
O contraste é evidente: de um lado, uma potência em defesa do título e liderada por Messi; do outro, uma seleção organizada, invicta e em busca de uma ruptura histórica. A Argentina também carrega retrospecto excepcional em disputas por pênaltis, com 6 classificações em 7 decisões, dado que pode pesar caso o confronto se prolongue.
Quartas de final combinam tradição, afirmação e rupturas históricas
As quartas de final da Copa do Mundo 2026 reúnem narrativas esportivas de grande densidade. França, Espanha, Inglaterra e Argentina representam tradições consolidadas, enquanto Marrocos, Noruega, Bélgica e Suíça chegam com objetivos distintos: ampliar legados recentes, romper limites históricos ou recuperar protagonismo internacional.
O ponto mais relevante desta fase é a combinação entre equilíbrio competitivo e símbolos individuais. Mbappé, Messi, Haaland, Kane, Bellingham, Hakimi, Courtois e Rodri concentram parte decisiva das atenções, mas os resultados dependerão da capacidade coletiva de administrar pressão, ritmo e eficiência em jogos de eliminação direta.
O desfecho das quartas definirá não apenas os semifinalistas, mas também a leitura histórica desta edição ampliada da Copa. França x Marrocos testará a força de uma revanche africana; Espanha x Bélgica medirá solidez contra poder ofensivo; Noruega x Inglaterra colocará frente a frente ambição inédita e cobrança histórica; Argentina x Suíça indicará se a atual campeã seguirá em rota de defesa do título ou se os suíços romperão uma barreira que atravessa gerações.







Deixe um comentário