O líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia, deputado estadual Rosemberg Pinto (PT), afirmounesta sexta-feira (03/07/2026), em Salvador, que o encontro promovido por ACM Neto (União Brasil) com vereadores na capital baiana “deu chabu”, ao avaliar que o ato político anunciado pela oposição como demonstração de força não teria alcançado a mobilização esperada e teria evidenciado, na leitura governista, improvisos na articulação da pré-campanha ao Governo da Bahia. O encontro de vereadores com ACM Neto havia sido anunciado para 01/07/2026, no Fiesta Bahia Hotel, em Salvador, às vésperas das celebrações do 2 de Julho, data de forte simbolismo político e histórico para o estado.
Rosemberg afirma que evento de ACM Neto ficou abaixo da expectativa
Segundo Rosemberg Pinto, o encontro promovido por ACM Neto foi apresentado pela oposição como um ato de grande mobilização estadual, com expectativa de reunir mais de mil vereadores de diferentes regiões da Bahia. Na avaliação do parlamentar petista, porém, o público efetivamente presente não teria correspondido à dimensão política previamente anunciada.
O líder governista sustentou que o evento contou, sobretudo, com aliados já vinculados ao grupo oposicionista, servidores da Prefeitura de Salvador e lideranças políticas da capital baiana. Para Rosemberg, esse cenário teria reduzido o impacto político pretendido pela oposição e fragilizado a narrativa de capilaridade estadual em torno do ex-prefeito de Salvador.
A crítica ocorre em um contexto de antecipação do debate eleitoral de 2026 na Bahia, com movimentações de pré-candidaturas, articulações municipais e disputa por apoio de prefeitos, vereadores e lideranças regionais. O ato de ACM Neto foi divulgado como o primeiro encontro presencial do movimento “Vereadores com Neto”, voltado à aproximação do ex-prefeito com parlamentares municipais do interior.
Líder governista critica promessa de canal direto com vereadores
Rosemberg também questionou o discurso atribuído a ACM Neto sobre a criação de um canal direto entre vereadores e um eventual governo estadual. Para o deputado, a proposta desconsideraria a autonomia entre os Poderes e revelaria uma compreensão equivocada sobre o papel institucional de um governador.
“Governador governa para toda a Bahia, respeitando as instituições e dialogando com todos os segmentos da sociedade”, afirmou Rosemberg Pinto, ao defender que a relação entre Executivo estadual e municípios deve ocorrer de forma republicana, institucional e orientada pelo interesse público.
O parlamentar sustenta que a função de um governador não se limita à construção de pontes com segmentos políticos específicos, mas envolve a articulação com prefeituras, câmaras municipais, sociedade civil, movimentos sociais, setores produtivos e órgãos públicos. A crítica busca enquadrar a iniciativa da oposição como gesto de campanha, e não como proposta administrativa consolidada.
Véspera do 2 de Julho ampliou peso simbólico da agenda
Outro ponto criticado por Rosemberg foi a escolha da data do encontro. O ato ocorreu na véspera das celebrações do 2 de Julho, marco da Independência do Brasil na Bahia e uma das datas mais relevantes da memória política baiana. Para o líder governista, a decisão teria reforçado a percepção de falta de planejamento e cálculo político inadequado.
Na avaliação do deputado, a tentativa de usar a presença de vereadores em Salvador como demonstração de força estadual teria produzido resultado inferior ao esperado. A sucessão de fatores — expectativa elevada, público aquém do anunciado e escolha de data simbólica — teria comprometido, segundo ele, o alcance político da iniciativa.
O calendário do encontro também foi tratado por veículos de política como uma aposta estratégica da oposição para mobilizar vereadores já presentes em Salvador ou dispostos a permanecer na capital para o cortejo cívico do 2 de Julho. Essa leitura reforça a centralidade da data no ambiente político baiano e explica por que a agenda ganhou repercussão para além do evento em si.
Governo Jerônimo é apresentado como contraponto à articulação oposicionista
Em contraponto ao ato da oposição, Rosemberg Pinto afirmou que a gestão do governador Jerônimo Rodrigues (PT) tem como marca a escuta permanente da população e a construção territorial das políticas públicas. O deputado citou o Programa de Governo Participativo (PGP) como exemplo de método de diálogo com lideranças, movimentos sociais, representantes regionais e segmentos da sociedade civil.
“Enquanto uns fazem eventos para produzir imagem, Jerônimo percorre a Bahia, escuta a população e transforma as demandas em investimentos e entregas concretas. É esse jeito de governar que tem fortalecido a parceria com os municípios e garantido resultados para os baianos”, declarou Rosemberg.
O PGP é apresentado pelo governo estadual como instrumento de escuta territorial e formulação programática. A Secretaria do Planejamento da Bahia registra que o Programa de Governo Participativo integra a base de orientação do planejamento estadual, ao lado do Plano de Desenvolvimento Integrado e dos Planos Territoriais de Desenvolvimento Sustentável.







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