A Espanha assumiu, na segunda-feira (20/07/2026), a liderança do Ranking Mundial Masculino da FIFA/Coca-Cola, um dia após derrotar a Argentina por 1 a 0 na prorrogação e conquistar o bicampeonato da Copa do Mundo, no New York New Jersey Stadium, nos Estados Unidos. A atualização também colocou o Brasil na quinta posição, devolveu o México ao grupo das dez melhores seleções e registrou a ascensão da Noruega, que avançou 12 lugares após chegar às quartas de final do torneio.
A seleção espanhola subiu uma posição e recuperou a liderança que havia perdido em abril de 2026. O avanço foi impulsionado pela campanha no Mundial realizado no Canadá, nos Estados Unidos e no México, encerrada com a vitória sobre a então campeã Argentina na decisão disputada no domingo (19/07).
O gol do título foi marcado por Ferran Torres, aos 106 minutos, no segundo tempo da prorrogação. A conquista acrescentou a segunda estrela ao uniforme espanhol, repetindo o triunfo obtido em 2010, quando a seleção também precisou do tempo extra para vencer a final.
Além de assumir a primeira colocação, a Espanha registrou a maior variação positiva de pontos desta atualização: 121,17 pontos. O resultado permitiu à equipe abrir uma vantagem considerada significativa pela FIFA sobre a Argentina, que caiu uma posição depois de perder o título mundial e a liderança do ranking.
Argentina cai para a segunda posição
A Argentina iniciou a Copa do Mundo de 2026 como líder do ranking e defensora do título conquistado no Catar, em 2022. A campanha levou a equipe novamente à final, mas a derrota para os espanhóis encerrou a possibilidade de um bicampeonato consecutivo e provocou a queda para o segundo lugar.
A seleção comandada por Lionel Scaloni havia retomado oficialmente a liderança em 11 de junho de 2026, poucas horas antes da abertura do Mundial. Naquele momento, a Espanha ocupava a segunda colocação, enquanto a França aparecia em terceiro lugar.
Ao longo da competição, as posições sofreram alterações provisórias devido ao sistema de atualização em tempo real adotado pela FIFA. O ranking utiliza um modelo baseado no método Elo, pelo qual pontos são adicionados ou retirados conforme o resultado, a importância da partida, a força relativa dos adversários e outras condições previstas na metodologia da entidade.
Brasil sobe para a quinta colocação
O Brasil avançou uma posição e passou a ocupar o quinto lugar. A seleção brasileira ultrapassou Portugal juntamente com o Marrocos, que também ganhou uma colocação e chegou à sexta posição.
Portugal caiu dois lugares e passou a figurar na sétima colocação. A perda de pontos ocorreu depois de a equipe portuguesa ser eliminada pela Espanha nas oitavas de final da Copa do Mundo.
A mudança consolidou Brasil e Marrocos entre as principais seleções do ranking após o Mundial. A classificação espanhola ao título e os resultados obtidos pelas equipes que avançaram às fases eliminatórias tiveram peso decisivo na reorganização da parte superior da tabela.
México retorna ao top 10 após quatro anos
Um dos três países-sede da Copa do Mundo, o México subiu quatro posições e chegou ao décimo lugar. A seleção mexicana não integrava o top 10 desde março de 2022.
O avanço retirou a Alemanha do grupo das dez primeiras colocadas. A equipe alemã perdeu duas posições e caiu para o 12º lugar após sua participação no Mundial.
A Bélgica, eliminada nas quartas de final, avançou uma posição e passou a ocupar o oitavo lugar, ultrapassando a Holanda, que caiu para a nona colocação. As alterações evidenciam o impacto direto dos resultados do torneio sobre a classificação internacional.
Principais mudanças entre as primeiras colocadas
- Espanha: 1ª colocada, avanço de uma posição
- Argentina: 2ª colocada, queda de uma posição
- Brasil: 5ª colocada, avanço de uma posição
- Marrocos: 6ª colocada, avanço de uma posição
- Portugal: 7ª colocada, queda de duas posições
- Bélgica: 8ª colocada, avanço de uma posição
- Holanda: 9ª colocada, queda de uma posição
- México: 10ª colocada, avanço de quatro posições
- Alemanha: 12ª colocada, queda de duas posições
Noruega registra maior ascensão do ranking
A Noruega protagonizou o maior avanço desta edição ao subir 12 posições e alcançar o 19º lugar. A campanha até as quartas de final levou os escandinavos à melhor colocação desde agosto de 2011, quando chegaram a ocupar a 12ª posição.
A Suíça também foi beneficiada pelo desempenho no Mundial. A seleção avançou cinco lugares e chegou à 15ª colocação depois de alcançar as quartas de final.
Entre as demais equipes que ganharam posições estão o Egito, que subiu cinco lugares e passou ao 24º; o Paraguai, com avanço de sete posições para o 34º; a República Democrática do Congo, que chegou ao 41º; a África do Sul, agora em 54º; e Gana, que subiu oito lugares e alcançou a 65ª colocação.
Panamá e Tunísia lideram as perdas
O Panamá registrou a maior perda de pontos, com redução de 60,75 pontos, e caiu dez posições, passando a ocupar o 44º lugar. Apesar do recuo, a seleção permaneceu entre as 50 primeiras colocadas.
A Tunísia apresentou a maior queda em número de posições. A equipe perdeu 12 lugares e caiu para o 57º posto, deixando o top 50. O Uzbequistão também saiu desse grupo ao recuar dez posições e passar ao 60º lugar.
Turquia, Coreia do Sul e República Tcheca igualmente sofreram perdas expressivas. Os turcos caíram cinco posições e chegaram ao 27º lugar; os sul-coreanos perderam sete e passaram ao 32º; e os tchecos recuaram oito lugares, ficando na 48ª colocação.
Chile e Peru entram no grupo das 50 melhores seleções
As quedas de Tunísia e Uzbequistão abriram espaço para o retorno de duas seleções sul-americanas ao top 50. O Chile subiu duas posições e alcançou o 49º lugar, enquanto o Peru avançou para a 50ª colocação.
Com as duas entradas, a América do Sul passou a contar com nove seleções entre as 50 primeiras. A ampliação da representação sul-americana ocorreu diretamente em razão dos resultados considerados na atualização posterior à Copa do Mundo.
A Europa manteve 25 seleções no top 50. A África passou a ter oito representantes, um a menos que na atualização anterior; a Ásia ficou com quatro, também com redução de uma equipe; a Concacaf permaneceu com quatro; e a Oceania continuou sem representantes nessa faixa da classificação.
Mundial responde por 104 das 105 partidas consideradas
A atualização publicada pela FIFA levou em conta 105 partidas, das quais 104 foram disputadas na Copa do Mundo de 2026. Por esse motivo, as 48 seleções participantes do torneio concentraram a maior parte das alterações registradas.
Argentina, Espanha, França e Inglaterra foram as equipes com mais jogos no período, com oito partidas cada. O número decorre do formato ampliado do Mundial, que passou a incluir uma fase de 32 avos de final antes das oitavas.
Embora Chile e Peru tenham entrado no top 50, nenhuma seleção foi incluída pela primeira vez no ranking geral, e nenhuma equipe deixou de ser classificada. A FIFA também informou não haver seleções inativas fora da classificação nesta atualização.
Dados centrais da atualização
- Líder: Espanha, avanço de uma posição
- Entrada no top 10: México, 10º lugar
- Saída do top 10: Alemanha, 12º lugar
- Partidas consideradas: 105
- Jogos realizados na Copa do Mundo: 104
- Maior ganho de pontos: Espanha, 121,17
- Maior avanço em posições: Noruega, 12 lugares
- Maior perda de pontos: Panamá, 60,75
- Maior queda em posições: Tunísia, 12 lugares
- Seleções recém-classificadas: nenhuma
- Seleções que deixaram o ranking: nenhuma
- Próxima atualização: 7 de outubro de 2026
A classificação completa do Ranking Mundial Masculino está disponível no portal oficial da FIFA. A entidade confirmou que a próxima atualização será publicada em 07/10/2026.
Linha do tempo da disputa pela liderança do Ranking da FIFA
- 18/09/2025: a Espanha retorna ao primeiro lugar do ranking depois de 11 anos, ultrapassando França e Argentina.
- 01/04/2026: a França assume a liderança após amistosos internacionais; Espanha cai para segundo lugar e Argentina para terceiro.
- 11/06/2026: a Argentina reassume o topo na última atualização oficial anterior à Copa do Mundo; Espanha permanece em segundo lugar.
- 14/07/2026: a Espanha derrota a França por 2 a 0 na semifinal e garante vaga na decisão.
- 15/07/2026: a Argentina vence a Inglaterra por 2 a 1 e avança para a final.
- 19/07/2026: a Espanha supera a Argentina por 1 a 0 na prorrogação e conquista o bicampeonato mundial.
- 20/07/2026: a FIFA publica a nova classificação, com a Espanha em primeiro lugar e a Argentina na segunda posição.
- 07/10/2026: data prevista para a próxima atualização oficial do ranking.
A atualização confirma o peso excepcional da Copa do Mundo no sistema de classificação da FIFA. Como 104 das 105 partidas consideradas foram realizadas no torneio, a reorganização do ranking representa, sobretudo, uma síntese matemática do desempenho das seleções na competição. A liderança espanhola combina o resultado da final com uma campanha consistente nas fases eliminatórias, enquanto as movimentações de Noruega, México, Suíça e Marrocos demonstram a capacidade de um Mundial de alterar rapidamente a posição internacional de equipes em ascensão.
O ranking, entretanto, não deve ser interpretado isoladamente como uma avaliação definitiva da qualidade estrutural de cada seleção. A classificação é influenciada pelos resultados recentes, pela força dos adversários, pelo peso das partidas e pelo desempenho acumulado. A presença de seleções tradicionais fora do top 10 e o avanço de equipes com campanhas destacadas no Mundial indicam uma fotografia competitiva do período, sujeita a novas mudanças nas próximas datas internacionais.
O núcleo factual da atualização está na combinação entre o bicampeonato mundial da Espanha e sua retomada da liderança global. Brasil e Marrocos ganharam posições, o México voltou ao top 10, a Alemanha deixou o grupo e a Noruega registrou o maior avanço. Até a próxima publicação, em outubro, federações, comissões técnicas e seleções deverão acompanhar os amistosos e jogos oficiais que poderão consolidar ou alterar a nova hierarquia estabelecida após a Copa do Mundo de 2026.







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