O ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, permanecerá preso à disposição da Justiça após passar por audiência de custódia, realizada depois de sua prisão durante a 6ª fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal (PF). A decisão mantém a custódia do investigado enquanto prosseguem as apurações sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
Após a audiência, Canella foi encaminhado para a Cadeia Pública Pedrolino Werling de Oliveira (Bangu 8), localizada no Complexo Penitenciário de Gericinó, na zona oeste da capital fluminense.
A operação investiga uma organização criminosa suspeita de utilizar uma rede de postos de combustíveis como estrutura para lavagem de dinheiro, com possível participação de agentes públicos e movimentação financeira bilionária.
Prisão ocorreu durante a 6ª fase da Operação Unha e Carne
Márcio Canella foi preso na terça-feira (07/07/2026), em sua residência localizada em um condomínio na Barra da Tijuca, na cidade do Rio de Janeiro.
Segundo a Polícia Federal, durante o cumprimento do mandado, os agentes localizaram um fuzil de uso restrito no veículo utilizado pelo ex-prefeito. Também foram apreendidas outras armas de fogo, munições e relógios de luxo no imóvel.
Canella deixou recentemente o cargo de prefeito de Belford Roxo para disputar uma vaga ao Senado Federal pelo União Brasil.
Operação também alcança ex-secretário de Polícia Civil
Além de Márcio Canella, a operação cumpriu mandado de busca e apreensão contra o ex-secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro, Marcus Amim.
A ordem judicial foi expedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito das investigações conduzidas pela Polícia Federal.
As diligências buscam reunir elementos relacionados à atuação da organização investigada e à possível participação de agentes públicos no esquema.
Coaf aponta movimentação superior a R$ 7,6 bilhões
As investigações contam com informações produzidas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
De acordo com o Relatório de Inteligência Financeira encaminhado à Polícia Federal, o grupo investigado teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões ao longo dos últimos seis anos.
Segundo a PF, o esquema utilizaria empresas do setor de combustíveis para movimentar recursos financeiros de origem sob investigação.
Investigados poderão responder por diversos crimes
Em nota oficial, a Polícia Federal informou que os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e contratação direta ilegal, além de outros delitos que possam ser identificados durante o avanço das investigações.
A corporação ressaltou que a apuração permanece em andamento e que novas diligências poderão ser realizadas conforme a análise do material apreendido durante a operação.
Até o momento, a defesa dos investigados poderá apresentar suas manifestações no decorrer do processo, conforme garantem os princípios do contraditório e da ampla defesa.
*Com informações da Agência Brasil.







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