Quaest na Bahia: 57% aprovam governo Jerônimo, 52% defendem reeleição e disputa com ACM Neto segue empatada na pesquisa de julho de 2026

A pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (29/07/2026), mostra que 57% dos eleitores baianos aprovam o governo Jerônimo Rodrigues, enquanto 34% desaprovam e 9% não souberam ou não responderam. O levantamento também registra que 52% consideram que o governador merece ser reeleito, diante de 41% contrários a um novo mandato. No cenário eleitoral, Jerônimo lidera numericamente a intenção espontânea, com 18%, contra 17% de ACM Neto, mas o ex-prefeito de Salvador aparece com 39% na pesquisa estimulada, ante 38% do atual chefe do Executivo estadual, configurando empate técnico.

Governo Jerônimo alcança 57% de aprovação na Bahia

A aprovação do trabalho realizado por Jerônimo Rodrigues passou de 56% em abril para 57% em julho de 2026. No mesmo período, a desaprovação oscilou de 33% para 34%, enquanto a parcela dos entrevistados que não souberam ou não responderam recuou de 11% para 9%.

A diferença de 23 pontos percentuais entre aprovação e desaprovação assegura ao governo estadual um saldo administrativo favorável. A oscilação de um ponto em relação à rodada anterior, entretanto, está dentro da margem de erro da pesquisa e indica estabilidade, e não uma alteração estatisticamente expressiva.

Na avaliação qualitativa, 37% classificam o governo como ótimo ou bom, 35% como regular e 23% como ruim ou péssimo. Outros 5% não souberam ou não responderam. Em abril, a avaliação positiva também era de 37%, a regular alcançava 33% e a negativa estava em 25%.

Os dados mostram que a aprovação geral é mais ampla do que a classificação positiva da administração. Uma parcela dos entrevistados que aprova o governo considera seu desempenho apenas regular, o que demonstra respaldo administrativo acompanhado por cobranças em áreas específicas.

Maioria afirma que Jerônimo merece ser reeleito

Questionados diretamente sobre a possibilidade de um novo mandato, 52% dos eleitores responderam que Jerônimo Rodrigues merece ser reeleito governador da Bahia. Outros 41% disseram que ele não merece a recondução, e 7% não souberam ou preferiram não responder.

Em abril de 2026, 51% defendiam a reeleição, 42% eram contrários e 7% não apresentavam opinião. A nova rodada registra uma oscilação positiva de um ponto para Jerônimo, acompanhada pela redução, também de um ponto, entre os que rejeitam sua permanência.

O percentual de 57% mede a aprovação do trabalho do governador, enquanto o índice diretamente relacionado à reeleição é de 52%. Portanto, a pesquisa confirma que a maioria aprova o governo e também considera Jerônimo merecedor de um novo mandato, mas não atribui o mesmo percentual às duas perguntas.

Adolpho Loyola destaca reconhecimento da população

O secretário estadual de Relações Institucionais, Adolpho Loyola, comemorou os resultados e afirmou que os números refletem o reconhecimento dos baianos ao trabalho desenvolvido pela administração estadual.

Síntese da declaração de Adolpho Loyola: os índices de aprovação, o apoio à reeleição e o desempenho na intenção espontânea demonstram, segundo o secretário, que Jerônimo Rodrigues cresce de forma consistente, recebe o reconhecimento da população pelas entregas realizadas e chega mais fortalecido ao debate eleitoral de 2026.

Para Loyola, a combinação dos indicadores evidencia confiança na condução do Estado e reforça a estratégia de manter a atuação administrativa como eixo central da construção eleitoral. O secretário defendeu que o governo preserve o foco na execução de obras, na prestação dos serviços públicos e na ampliação das políticas estaduais em todas as regiões da Bahia.

Maioria prefere continuidade com correções no governo estadual

Em uma pergunta sobre a orientação que deveria ser adotada pelo próximo governador, 43% defenderam a mudança apenas daquilo que não está funcionando. Outros 33% disseram desejar uma mudança total, enquanto 21% preferem a continuidade do trabalho realizado. A parcela sem opinião representa 3%.

A soma dos entrevistados que defendem a continuidade integral com aqueles que preferem apenas ajustes alcança 64%. O resultado sugere que a maioria rejeita uma ruptura completa com a atual administração, embora apenas 21% manifeste preferência pela preservação integral do modelo vigente.

Esse dado não deve ser interpretado automaticamente como intenção de voto em Jerônimo Rodrigues. Ele mede a orientação administrativa desejada pelo eleitor — continuidade, correção ou ruptura — e não a escolha direta entre os candidatos.

Em abril, 40% defendiam mudanças parciais, 34% queriam mudança total e 22% preferiam continuar o trabalho. Na comparação, cresceu três pontos o grupo favorável a correções específicas, enquanto as opções de ruptura integral e continuidade sem alterações oscilaram para baixo.

Jerônimo lidera numericamente a intenção espontânea

Na pesquisa espontânea, realizada sem a apresentação prévia dos nomes dos possíveis candidatos, Jerônimo Rodrigues aparece com 18%, enquanto ACM Neto registra 17%.

A diferença de um ponto percentual está dentro da margem de erro de três pontos e, portanto, representa empate técnico. A vantagem nominal do governador não permite afirmar a existência de uma liderança estatisticamente consolidada.

Outros nomes não alcançam percentuais relevantes. Aroldo Félix, João Roma, José Carlos Aleluia e Ronaldo Mansur não chegam a 1%, enquanto candidatos diferentes dos apresentados somam 1%.

O principal indicador da consulta espontânea é o elevado número de eleitores sem candidato definido. Os indecisos representam 63%, enquanto 1% afirma que votará em branco, anulará o voto ou não comparecerá. O dado demonstra que a lembrança espontânea dos nomes ainda está concentrada em uma parcela minoritária do eleitorado.

ACM Neto marca 39% e Jerônimo registra 38% na estimulada

Nos dois cenários estimulados de primeiro turno apresentados pela Quaest, ACM Neto alcança 39% e Jerônimo Rodrigues aparece com 38%. A distância de um ponto mantém os dois nomes tecnicamente empatados.

No primeiro cenário, Aroldo Félix (UP) e Ronaldo Mansur (PSOL) registram 1% cada, enquanto José Estévão (DC) não alcança 1%. Os indecisos somam 13%, e os votos brancos, nulos ou a opção de não votar chegam a 8%.

No segundo cenário, sem José Estévão, os percentuais dos dois principais concorrentes permanecem inalterados. Os indecisos passam a representar 14%, enquanto os votos brancos, nulos ou a decisão de não comparecer somam 7%.

Os resultados apresentam comportamentos distintos conforme a metodologia. Jerônimo aparece numericamente à frente quando o eleitor precisa recordar espontaneamente um nome, enquanto ACM Neto assume vantagem nominal quando os candidatos são apresentados. Em ambos os casos, as diferenças estão dentro da margem de erro.

Simulação de segundo turno mantém disputa aberta

Em uma eventual disputa direta de segundo turno, ACM Neto aparece com 43% e Jerônimo Rodrigues com 39%. Os indecisos somam 11%, enquanto 7% declaram voto branco, nulo ou intenção de não comparecer.

Na rodada de abril, ACM Neto tinha 41% e Jerônimo, 38%. O ex-prefeito oscilou dois pontos para cima, enquanto o governador avançou um ponto. Considerada a margem de erro, o cenário permanece tecnicamente empatado.

O resultado indica uma disputa competitiva, sem vantagem suficiente para caracterizar favoritismo estatístico. A definição dependerá, entre outros fatores, do comportamento dos indecisos, da consolidação das candidaturas e da transferência da aprovação administrativa para a escolha eleitoral.

Maioria diz que escolha para governador é definitiva

A pesquisa mostra que 54% dos entrevistados consideram definitiva sua escolha para governador, enquanto 44% admitem que ainda podem mudar de candidato até a eleição. Outros 2% não souberam ou não responderam.

Em abril, 50% afirmavam ter uma decisão definitiva, 47% admitiam mudança e 3% não tinham opinião. O crescimento de quatro pontos no voto declarado como consolidado sugere avanço gradual do processo de definição eleitoral.

Entre os eleitores de ACM Neto, 65% afirmam que a escolha é definitiva, enquanto 34% ainda podem mudar. No grupo que declara voto em Jerônimo Rodrigues, 63% consideram a decisão definitiva e 37% admitem alteração.

Os números mostram níveis semelhantes de fidelização entre os dois principais concorrentes. Ao mesmo tempo, mais de um terço dos eleitores de cada um reconhece a possibilidade de mudança, preservando espaço para movimentações durante a campanha.

Potencial de voto cresce para Jerônimo e ACM Neto

A Quaest também mediu o conhecimento, o potencial de voto e a rejeição dos nomes apresentados. ACM Neto alcançou 57% entre os que o conhecem e afirmam que poderiam votar nele, enquanto 33% dizem conhecê-lo, mas descartam o voto. Outros 10% afirmam não conhecê-lo.

Jerônimo Rodrigues registra 50% de potencial de voto, 40% entre os que o conhecem e não votariam nele e 10% de desconhecimento.

Em abril, ACM Neto apresentava 52% de potencial de voto, 32% de rejeição e 16% de desconhecimento. Jerônimo tinha 45% de potencial, 42% de rejeição e 13% de desconhecimento.

Os dois principais nomes ampliaram o grupo de eleitores que admite votar neles. O crescimento foi de cinco pontos para ambos. No caso de Jerônimo, o movimento foi acompanhado por redução de dois pontos na rejeição e de três pontos no desconhecimento.

Idade, escolaridade e renda dividem preferências

Os recortes por faixa etária mostram vantagem de ACM Neto entre os eleitores mais jovens e desempenho superior de Jerônimo entre os mais velhos. No cenário estimulado, o ex-prefeito registra 44% entre os eleitores de 16 a 34 anos, enquanto o governador aparece com 29% ou 30%.

Entre os entrevistados de 35 a 59 anos, Jerônimo marca 42%, contra 37% de ACM Neto. No grupo com 60 anos ou mais, o governador alcança 45% ou 46%, enquanto o adversário registra 37% ou 38%.

A escolaridade também apresenta divisão. Entre os eleitores com ensino fundamental, Jerônimo aparece com 43%, diante de 36% de ACM Neto. O ex-prefeito lidera entre os entrevistados com ensino médio, com 41% ou 42%, contra 35%, e entre aqueles com ensino superior, com 45% diante de 33%.

No recorte por renda, Jerônimo registra 41% ou 42% entre os eleitores com rendimento domiciliar de até dois salários mínimos, enquanto ACM Neto aparece com 35%. Entre os que recebem mais de cinco salários mínimos, o ex-prefeito marca 48% ou 49%, diante de 32% do governador.

As margens de erro dos segmentos são superiores à margem geral e variam conforme o tamanho de cada grupo. Os dados devem, portanto, ser utilizados para identificar tendências, e não para estabelecer resultados definitivos entre os recortes sociais.

Eleitorado católico favorece Jerônimo; evangélicos preferem ACM Neto

Entre os eleitores católicos, Jerônimo Rodrigues aparece com 45%, contra 37% de ACM Neto. No segmento evangélico, o quadro se inverte: o ex-prefeito alcança 47%, enquanto o governador registra 29% ou 30%.

A aprovação administrativa acompanha parcialmente essa divisão. Entre os católicos, 63% aprovam o governo estadual, 29% desaprovam e 9% não souberam ou não responderam.

Entre os evangélicos, aprovação e desaprovação aparecem numericamente empatadas, com 44% cada. Outros 12% não apresentaram opinião.

O resultado mostra que o fator religioso constitui uma das principais diferenças entre as bases eleitorais dos dois concorrentes, ao lado de idade, escolaridade, renda e posicionamento político.

Alinhamento com Lula mantém peso na sucessão estadual

Quando questionados sobre o posicionamento político desejado para o próximo governador, 47% afirmaram preferir um aliado do presidente Lula. Outros 34% escolheram um nome independente, enquanto 14% manifestaram preferência por um aliado de Jair Bolsonaro. A parcela sem opinião representa 5%.

O percentual favorável a um governador alinhado a Lula permaneceu estável em relação a abril. A preferência por um nome independente oscilou de 32% para 34%, enquanto a opção por um aliado de Bolsonaro caiu de 16% para 14%.

A identificação de Jerônimo como candidato apoiado pelo presidente também é mais clara. Para 56% dos entrevistados, ele será o nome de Lula na disputa pelo Governo da Bahia. Apenas 2% apontam ACM Neto, enquanto 42% não souberam responder.

Em relação ao nome apoiado por Jair Bolsonaro, 29% mencionam ACM Neto. Outros candidatos aparecem com percentuais residuais, e 68% não sabem identificar quem deverá representar o campo bolsonarista na eleição estadual.

Educação e infraestrutura recebem as melhores avaliações

Entre as áreas de atuação do governo estadual, a educação apresenta o melhor resultado, com 47% de avaliações positivas, 26% regulares e 27% negativas.

A área de infraestrutura e mobilidade aparece em seguida, com 46% de avaliação positiva, 29% regular e 25% negativa. A atração de empresas registra 45% de opiniões positivas, enquanto a habitação alcança 43%.

As políticas sociais recebem 38% de avaliação positiva, 34% regular e 28% negativa. O transporte público apresenta 35% de avaliações positivas, 32% regulares e 33% negativas.

Em emprego e renda, há equilíbrio entre os extremos: 34% avaliam positivamente, 32% consideram regular e 34% apresentam avaliação negativa.

Segurança e saúde concentram as principais críticas

A segurança pública apresenta o pior resultado entre as áreas examinadas. Segundo a Quaest, 47% avaliam negativamente a atuação do governo, enquanto 27% apresentam avaliação positiva e 26% consideram o desempenho regular.

A saúde também registra saldo desfavorável. A área recebe 39% de avaliações negativas, 32% positivas e 29% regulares.

Os resultados demonstram que o governo mantém aprovação majoritária mesmo diante de dificuldades reconhecidas em setores essenciais. Segurança e saúde representam, portanto, os principais pontos de vulnerabilidade administrativa identificados pelo levantamento.

A percepção sobre essas áreas tende a exercer influência sobre o debate eleitoral, especialmente porque a maioria dos entrevistados defende a continuidade com correções, em vez da preservação integral do modelo ou de uma ruptura completa.

Linha do tempo da aprovação do governo Jerônimo

  • Julho de 2024: aprovação de 62%, desaprovação de 32% e 6% sem opinião. A avaliação qualitativa era de 38% positiva, 40% regular e 16% negativa.
  • Dezembro de 2024: aprovação recua para 54%, desaprovação sobe para 35% e 11% não apresentam opinião. A avaliação positiva cai para 32%, enquanto a negativa chega a 22%.
  • Fevereiro de 2025: aprovação se recupera para 61%, diante de 31% de desaprovação. A avaliação positiva alcança 42%, a regular fica em 29% e a negativa em 21%.
  • Agosto de 2025: governo registra 59% de aprovação e 33% de desaprovação. A avaliação positiva fica em 39%, a regular em 30% e a negativa em 23%.
  • Abril de 2026: aprovação chega a 56%, desaprovação a 33% e 11% não respondem. A avaliação positiva é de 37%, a regular de 33% e a negativa de 25%. Nesse período, 51% afirmavam que Jerônimo merecia ser reeleito.
  • Julho de 2026: aprovação alcança 57%, desaprovação fica em 34% e 9% não apresentam opinião. A avaliação positiva permanece em 37%, a regular sobe para 35% e a negativa recua para 23%. O apoio à reeleição chega a 52%.

Metodologia e registros da pesquisa no TSE

A pesquisa foi realizada pela Quaest, sob encomenda da Genial Investimentos, com 1.200 eleitores da Bahia, de 16 anos ou mais. As entrevistas foram pessoais, domiciliares e presenciais, com aplicação de questionários estruturados por profissionais treinados.

A amostra abrangeu 61 municípios, selecionados por método probabilístico. O levantamento considerou cotas de região, sexo, idade, escolaridade e renda familiar, além de procedimentos de pós-estratificação para ajustar a distribuição da amostra aos parâmetros populacionais.

A margem de erro máxima estimada é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. As margens dos subgrupos são superiores e variam conforme o número de entrevistados em cada segmento.

A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob os números BR-05856/2026 e BA-02331/2026. A página de registro informa que as entrevistas foram realizadas entre 23 e 27 de julho de 2026.

Uma das lâminas iniciais do relatório reproduz a indicação “23 a 27/abril”, aparentemente por erro material. A página específica do registro, a identificação do relatório e os gráficos comparativos indicam que a rodada analisada corresponde a julho de 2026.

Cenário simultaneamente favorável e desafiador

A pesquisa apresenta um cenário simultaneamente favorável e desafiador para Jerônimo Rodrigues. O governador possui aprovação majoritária, apoio de 52% à reeleição e liderança numérica na consulta espontânea. Esses indicadores fortalecem o discurso governista destacado por Adolpho Loyola, mas ainda não se transformaram em vantagem estatística na intenção estimulada, na qual ACM Neto mantém um ponto de frente.

O eleitorado demonstra preferência predominante por continuidade com ajustes, e não pela manutenção integral da administração. Essa disposição amplia o peso das avaliações setoriais: educação e infraestrutura favorecem o governo, enquanto segurança e saúde permanecem como áreas de maior cobrança. A evolução desses serviços poderá influenciar diretamente a capacidade do governador de converter aprovação administrativa em votos.

A disputa continua aberta porque os principais cenários permanecem dentro da margem de erro, 63% ainda não mencionam espontaneamente um candidato e 44% admitem mudar de escolha. Os próximos levantamentos deverão mostrar se a melhora do potencial de voto de Jerônimo será suficiente para alterar o equilíbrio com ACM Neto e se as avaliações das áreas críticas terão impacto sobre a decisão final do eleitorado baiano.


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