O radialista J. Vieira morreu aos 63 anos, no sábado (11/07/2026), em Salvador, onde estava internado após complicações decorrentes de um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Conforme nota divulgada pelo Governo Municipal de Feira de Santana, o comunicador sofreu uma parada cardíaca e não resistiu. Com mais de quatro décadas dedicadas ao rádio, ele se tornou conhecido pela atuação no radiojornalismo e na cobertura esportiva, pelos bordões, pelo bom humor e pela relação direta mantida com sucessivas gerações de ouvintes.
A morte provocou manifestações de pesar entre familiares, profissionais da imprensa, representantes do poder público, instituições e integrantes da comunidade esportiva. Nos últimos anos, J. Vieira fazia parte da programação da Rádio Cidade FM, onde participava de conteúdos jornalísticos e esportivos e divulgava atividades do comércio de Feira de Santana.
Prefeitura de Feira de Santana lamenta morte do comunicador
Ao comunicar o falecimento, a Prefeitura de Feira de Santana classificou J. Vieira como uma das vozes tradicionais da comunicação no município. A administração municipal destacou a irreverência, os bordões marcantes e a forte ligação que o profissional desenvolveu com o público ao longo da carreira.
O prefeito José Ronaldo de Carvalho afirmou ter recebido com tristeza a notícia e ressaltou a contribuição do radialista para a imprensa e para a sociedade feirense.
“Recebi com grande tristeza a notícia do falecimento de J. Vieira, profissional que dedicou sua vida à comunicação e ao rádio feirense. Sua trajetória foi marcada pelo compromisso com a informação, pelo profissionalismo e pelo respeito conquistado junto aos colegas de trabalho e aos ouvintes”, declarou o prefeito.
A manifestação do chefe do Executivo municipal enfatizou a dimensão pública de uma trajetória construída diariamente por meio da informação, da prestação de serviços e do contato com os moradores de Feira de Santana e de municípios alcançados pelas emissoras nas quais o comunicador atuou.
Joilton Freitas destaca vínculo com os ouvintes
O secretário municipal de Comunicação Social, Joilton Freitas, também se pronunciou sobre o falecimento. Segundo ele, a presença de J. Vieira no rádio integrou a rotina de milhares de pessoas e deixou uma contribuição associada à amizade, à ética profissional e ao compromisso com a comunicação.
“Sua voz fez parte do cotidiano de milhares de pessoas, deixando um legado de ética, amizade e amor pela comunicação, que permanecerá vivo na memória de todos que tiveram o privilégio de acompanhar seu trabalho”, afirmou.
O secretário estendeu a solidariedade da administração municipal aos familiares, amigos, colegas de profissão e integrantes da Rádio Cidade FM. A nota oficial reconheceu que o falecimento representa uma perda para a comunicação regional, especialmente para o rádio produzido em Feira de Santana.
A homenagem institucional também evidencia o papel exercido pelos radialistas na formação da memória urbana. Ao acompanhar acontecimentos políticos, esportivos, econômicos e comunitários, esses profissionais ajudam a registrar transformações da cidade e estabelecem uma relação de confiança construída pela presença cotidiana no ar.
Carreira de mais de quatro décadas no rádio
Informações publicadas pela imprensa local indicam que J. Vieira dedicou mais de 40 anos à comunicação. Sua carreira esteve vinculada ao radiojornalismo e, principalmente, à cobertura esportiva, segmento em que se tornou uma voz conhecida entre torcedores, dirigentes, atletas e profissionais da imprensa de Feira de Santana.
Um dos períodos de maior destaque ocorreu durante sua passagem pela Rádio Carioca, na década de 1990. Na emissora, ele ganhou projeção como repórter e comunicador esportivo, participando de uma fase em que o rádio ainda concentrava parcela expressiva da cobertura diária dos clubes, campeonatos e demais acontecimentos esportivos da região.
Ao longo da trajetória, trabalhou em diferentes veículos da cidade, embora as fontes públicas consultadas não apresentem uma relação completa das emissoras, funções e períodos de atuação. Os registros disponíveis convergem, contudo, ao apontá-lo como um profissional de longa permanência no rádio feirense, reconhecido pela experiência, pela informalidade controlada e pela capacidade de conversar diretamente com a audiência.
Rádio Cidade FM marcou fase recente da trajetória
Nos últimos anos, J. Vieira integrou a equipe da Rádio Cidade FM. Na emissora, participava de comentários esportivos, abordava temas do cotidiano e promovia estabelecimentos comerciais de Feira de Santana, combinando informação, entretenimento e publicidade em uma linguagem acessível.
O radialista também atuava no programa Giro na Cidade, transmitido no período da tarde, ao lado do jornalista Denivaldo Costa. A atração reunia notícias locais, prestação de serviços, comentários e interação com os ouvintes, elementos que contribuíram para reforçar a identificação do comunicador com o público.
Essa capacidade de transitar entre o noticiário, a cobertura esportiva, a divulgação comercial e o entretenimento representava uma característica do rádio regional. Em emissoras locais, o comunicador frequentemente desempenha múltiplas funções e mantém contato direto com comerciantes, lideranças comunitárias, torcedores e moradores.
Irreverência e bordões fortaleceram identidade no ar
J. Vieira tornou-se reconhecido pela irreverência, pelos bordões e pelo modo espontâneo de apresentar informações e comentários. A linguagem direta, aliada ao bom humor, ajudou a construir uma identidade própria diante dos microfones.
A relação com o público não se limitava à transmissão de notícias. O radialista utilizava referências locais, mencionava estabelecimentos da cidade e dialogava com situações conhecidas pela audiência, aproximando o conteúdo radiofônico da rotina dos moradores.
Colegas e veículos de comunicação também destacaram a forma acolhedora com que tratava as pessoas. Essa característica ampliou os vínculos profissionais e pessoais mantidos durante uma carreira atravessada por mudanças tecnológicas, transformações no mercado publicitário e pelo crescimento das plataformas digitais.
Comunicação esportiva perde uma de suas vozes tradicionais
A cobertura esportiva ocupou posição central na trajetória de J. Vieira. Sua atuação acompanhou clubes, competições e personagens do futebol local, contribuindo para levar ao público informações que nem sempre encontravam espaço nos veículos estaduais ou nacionais.
O Fluminense de Feira Futebol Clube esteve entre as instituições que divulgaram manifestação de pesar pelo falecimento. A repercussão no ambiente esportivo demonstra a proximidade construída pelo radialista com o futebol feirense e com os agentes envolvidos na atividade.
No rádio regional, o trabalho do repórter e do comentarista esportivo ultrapassa os resultados das partidas. Ele acompanha treinamentos, bastidores, administrações dos clubes, dificuldades financeiras, formação de atletas e a relação das agremiações com suas torcidas. Ao dedicar parte expressiva da carreira a esse segmento, J. Vieira participou da documentação cotidiana de uma parcela importante da vida esportiva de Feira de Santana.
Perfil biográfico de J. Vieira
J. Vieira morreu aos 63 anos e acumulou mais de quatro décadas de trabalho na comunicação de Feira de Santana. A trajetória foi marcada pela atuação como radialista, repórter, comentarista e comunicador esportivo, com passagem destacada pela Rádio Carioca durante a década de 1990 e trabalho recente na Rádio Cidade FM.
Na fase mais recente da carreira, participou da programação vespertina da Cidade FM, comentando esportes, divulgando estabelecimentos comerciais e interagindo com o público. Seu estilo combinava irreverência, simplicidade, bordões e conhecimento acumulado sobre a vida cotidiana e esportiva do município.
O comunicador deixa esposa, sete filhos, netos, demais familiares, amigos e admiradores.








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