Senador Jaques Wagner defende Lula e Jerônimo, alerta sobre democracia e apresenta balanço do PGP em Jequié

O senador Jaques Wagner (PT-BA) afirmou, na quinta-feira (09/07/2026), durante plenária do Programa de Governo Participativo (PGP) 2026 realizada em Jequié, que o Brasil e a Bahia seguem, em sua avaliação, no caminho correto sob as administrações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do governador Jerônimo Rodrigues. Ao lado do chefe do Executivo baiano e do ex-governador Rui Costa, o parlamentar associou estabilidade democrática, atração de investimentos e continuidade administrativa, alertou sobre os ataques de 8 de janeiro de 2023 e apresentou dados sobre propostas e obras atribuídas ao ciclo anterior do programa no Território de Identidade Médio Rio de Contas.

Wagner relaciona eleições de 2026 à defesa da democracia

O discurso de Wagner combinou prestação de contas, defesa política dos governos petistas e mobilização para as Eleições 2026. O senador sustentou que a estabilidade institucional favorece a confiança de investidores e a continuidade de políticas públicas, argumento utilizado para defender as gestões de Lula e Jerônimo Rodrigues.

Ao tratar da disputa eleitoral, Wagner fez referência aos ataques de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal Federal (STF) foram invadidas e depredadas, em Brasília.

Nós não podemos trazer de volta aqueles que colocaram em xeque o que temos de mais sagrado, que é a democracia”, declarou.

O senador fez referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e ao clã Bolsonaro, que tem o senador Flávio Bolsonaro como pré-candidato à Presidência da República.

Wagner também classificou o ano eleitoral como um período de reafirmação da soberania popular. “Este ano é o ano da festa da democracia”, afirmou, ao convocar lideranças presentes na plenária a observarem a trajetória política do grupo que governa a Bahia desde 2007.

O parlamentar relembrou a eleição estadual de 2006, quando venceu a disputa pelo Governo da Bahia. Na avaliação dele, aquela campanha rompeu um ciclo de predominância de um grupo político considerado, à época, difícil de ser derrotado.

É importante que cada um de vocês aqui, formadores de opinião, tenha bem claro na cabeça a nossa caminhada de 20 anos. Eu me orgulho muito de ter tido a coragem de encarar um grupo político que era fortíssimo, que ninguém acreditava que era possível derrotar, e que a gente derrotou em 2006”, disse.

PGP busca reunir prioridades dos territórios baianos

O Programa de Governo Participativo é apresentado pelo grupo governista como instrumento de escuta territorial e de elaboração das diretrizes que deverão integrar o programa eleitoral de 2026. A iniciativa prevê encontros nos 27 territórios de identidade da Bahia, com participação de moradores, movimentos sociais, gestores municipais, parlamentares e representantes de diferentes setores.

Wagner atribuiu a origem política do modelo à influência do presidente Lula e afirmou que o processo começou a ser adotado na Bahia durante sua passagem pelo Governo do Estado. Segundo o senador, as consultas territoriais permitem identificar demandas que nem sempre chegam aos centros administrativos pelos canais convencionais.

Quem sabe onde o sapato aperta é o dono do calo”, afirmou. Com a comparação, o parlamentar sustentou que os moradores conhecem diretamente as deficiências de seus municípios e, por isso, devem participar da definição das prioridades públicas.

A plenária de Jequié também teve dimensão eleitoral. Além de recolher sugestões, o encontro serviu como espaço de articulação do grupo liderado por Jerônimo Rodrigues, com discursos voltados à continuidade do projeto político iniciado por Wagner após a vitória de 2006.

Wagner atribui execução de quase 90% das propostas ao Governo da Bahia

Para defender a efetividade do modelo, Jaques Wagner apresentou um balanço do PGP realizado em 2022, que subsidiou a formulação do programa eleitoral de Jerônimo Rodrigues. Conforme os números citados pelo senador, foram recebidas 670 propostas naquele ciclo.

Wagner declarou que quase 90% das propostas já teriam sido cumpridas durante os três anos e meio da atual gestão estadual. A parcela restante, de acordo com ele, estaria em fase de encaminhamento.

Obras e investimentos citados no Médio Rio de Contas

No recorte regional, Wagner relacionou investimentos que, segundo ele, estavam previstos no programa elaborado em 2022 e foram executados ou encaminhados pelo Governo da Bahia. Entre as iniciativas mencionadas estão:

  • Colégio Estadual de Tempo Integral Dr. Vasco Filho, em Apuarema;
  • modernização da unidade estadual de ensino em tempo integral de Aiquara;
  • R$ 22 milhões em investimentos na área da saúde em Pojuca Valadares;
  • mais de R$ 9 milhões destinados à segurança pública;
  • implantação ou melhoria de delegacias e pelotões da Polícia Militar em Apuarema, Itamari e Itajibá.

Propostas serão consolidadas para convenção partidária

As sugestões recebidas durante o PGP 2026 estão sendo sistematizadas pela equipe política de Jerônimo Rodrigues. A previsão informada na plenária é de que o documento seja apresentado na convenção partidária marcada para 1º de agosto.

O encontro deverá deliberar sobre as candidaturas apoiadas pelo grupo governista, incluindo as pretensões eleitorais de Jerônimo Rodrigues, Geraldo Júnior, Jaques Wagner e Rui Costa, além das chapas para deputado federal e deputado estadual. Até a realização da convenção e o deferimento dos registros, os nomes devem ser tratados como pré-candidatos.

A data anunciada está dentro do período definido pela Justiça Eleitoral para as convenções partidárias. Conforme o calendário oficial das Eleições 2026, as escolhas poderão ocorrer entre 20 de julho e 5 de agosto.

Após a formalização das candidaturas, o programa de governo estadual deverá ser encaminhado à Justiça Eleitoral como parte do processo de registro. Os tribunais regionais eleitorais são responsáveis pela análise dos pedidos relativos aos cargos de governador, vice-governador, senador e deputados.

Para que isso tudo serve? Para errarmos menos”, resumiu Wagner ao explicar a finalidade das consultas. A declaração apresenta o PGP como mecanismo destinado a aproximar planejamento público, demandas territoriais e prioridades administrativas.


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Carlos Augusto, diretor do Jornal Grande Bahia.
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