Realizada de quarta-feira (05/08/2026) a sexta-feira (07/08/2026), a 8ª edição do Seminário de Mineração da Bahia (SEMBA) reuniu cerca de mil participantes no Centro de Convenções de Feira de Santana. O encontro promoveu três dias de debates sobre os rumos da atividade mineral no estado e anunciou Senhor do Bonfim como sede da próxima edição, prevista para 2027.
O seminário aproximou representantes de empresas, especialistas, instituições públicas, universidades e profissionais ligados à mineração. Ao distribuir a programação por diferentes áreas do setor, o evento buscou articular conhecimento técnico, regulação, sustentabilidade, segurança operacional e perspectivas de crescimento econômico.
O SEMBA recebeu aproximadamente mil participantes ao longo dos três dias e registrou um público estimado em cerca de 600 pessoas por dia. O material não detalha a metodologia de contabilização nem esclarece se o movimento diário inclui participantes que compareceram em mais de uma data. Por essa razão, os dois números devem ser compreendidos como indicadores distintos apresentados pelos responsáveis pelo evento, e não somados.
Debates abrangem regulação, tecnologia e transição energética
A programação tratou de licenciamento ambiental, minerais críticos, transição energética, práticas ambientais, sociais e de governança — reunidas na sigla ESG —, inovação, segurança, geologia, tecnologias aplicadas à mineração e desenvolvimento econômico. O conjunto de temas refletiu a diversidade dos fatores que hoje condicionam a atividade mineral, desde a autorização e a fiscalização dos empreendimentos até a incorporação de novas soluções técnicas.
A discussão sobre minerais críticos e transição energética colocou em evidência a relação entre mineração, desenvolvimento industrial e mudanças na matriz energética. Embora o conteúdo disponibilizado não apresente conclusões específicas dos painéis nem compromissos assumidos pelos participantes, a inclusão desses temas demonstra que o seminário procurou inserir a mineração baiana no debate contemporâneo sobre fornecimento de matérias-primas, inovação e sustentabilidade.
O encontro também funcionou como espaço de intercâmbio entre empresas e profissionais. A proposta, segundo a organização, foi ampliar o diálogo sobre desafios e oportunidades e aproximar os diferentes segmentos envolvidos na cadeia mineral, incluindo o setor produtivo, o poder público, a comunidade acadêmica e os trabalhadores da área.
SINDIMIBA destaca consolidação do seminário
O presidente do Sindicato das Indústrias Extrativas de Minerais Metálicos, Metais Nobres e Preciosos, Pedras Preciosas e Semipreciosas e Magnesita no Estado da Bahia (SINDIMIBA), Edvaldo Amaral, avaliou que a participação registrada confirma a necessidade de um ambiente permanente de discussão sobre o setor.
“O número de participantes demonstra a importância de manter um espaço permanente de diálogo sobre a mineração e seus impactos na economia e no desenvolvimento da Bahia. Ao longo desses três dias, tivemos a oportunidade de reunir diferentes setores para discutir caminhos para uma mineração mais competitiva, inovadora e responsável”, afirmou.
Amaral acrescentou que o formato do seminário favorece a circulação de experiências e a interlocução institucional. “O SEMBA se consolida justamente por permitir essa troca de experiências e por aproximar o setor produtivo, a academia, o poder público e os profissionais que atuam diretamente na atividade”, declarou.
O SINDIMIBA atuou como anfitrião oficial da edição de 2026. O conteúdo divulgado, entretanto, não informa quais empresas, órgãos públicos, instituições acadêmicas ou especialistas participaram de cada painel, nem relaciona propostas, documentos ou encaminhamentos resultantes das discussões.
Feira de Santana amplia alcance regional do encontro
A escolha de Feira de Santana para sediar a 8ª edição foi associada à estratégia de ampliar a integração do SEMBA com diferentes regiões da Bahia. A posição geográfica do município e sua conexão rodoviária com diversas áreas do estado favoreceram, conforme a organização, a presença de profissionais provenientes de outras localidades.
Reconhecida como o maior entroncamento rodoviário da Bahia e um dos principais do Nordeste, Feira de Santana ofereceu uma localização estratégica para um evento de abrangência estadual. A realização no Centro de Convenções também inseriu o seminário na programação de grandes encontros técnicos e institucionais recebidos pelo município.
Ao levar a próxima edição para Senhor do Bonfim, o SEMBA mantém a proposta de circulação regional. O anúncio projeta a continuidade do evento em 2027 e desloca o centro dos debates para outro município baiano, embora ainda não tenham sido divulgados, no material fornecido, as datas, o local específico, a programação ou a estrutura organizacional da nona edição.
Próxima edição será realizada em Senhor do Bonfim
A definição de Senhor do Bonfim como próxima sede foi um dos principais anúncios feitos durante o encontro em Feira de Santana. A mudança permite ampliar a presença territorial do seminário e aproximar as discussões de novos públicos e agentes econômicos.
Criado como fórum de discussão da atividade mineral, o SEMBA chegou à oitava edição reunindo diferentes setores em torno de quatro eixos gerais: inovação, sustentabilidade, competitividade e futuro da mineração baiana. O balanço apresentado pela organização indica crescimento da capacidade de mobilização do encontro, mas a avaliação de seus resultados concretos dependerá da publicação dos encaminhamentos produzidos nos painéis e de eventuais iniciativas decorrentes das discussões.








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